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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

58% dos consumidores parcelam as compras

jornal Diário do Nordeste (CE) 29/11/2009

Comprar parcelado pode ser uma alternativa fácil e atraente para encaixar um sonho de consumo ao seu orçamento, entretanto, essa modalidade do crédito exige um controle maior para não se transformar no vilão das suas finanças. No Brasil, País onde mais se parcela as compras ao redor do mundo, segundo pesquisa da MasterCard e do Instituto TSB&B, 58% dos consumidores costumam aderir ao parcelamento e os métodos mais comuns são cartão de crédito (40%) e crediário (36%).

São pessoas como a dona de casa Cristiane Maria Sabino Lima, que dividem o pagamento por entender que é a forma mais fácil para garantir uma aquisição. "Tenho o costume de fazer assim e acredito que não me prejudico. Com organização, as parcelas não viram uma dívida impagável e eu consigo comprar o que preciso", disse Cristiane, cheia de sacolas nas mãos, após fazer as compras dos presentes de Natal para a família.

Na companhia do filho Pedro, 5 anos, que lhe implorava por mais um brinquedo de presente, a dona de casa contou que parcela quase tudo e faz as contas para não precisar entrar no crédito rotativo. "Compro, televisão, roupas, presentes, tudo direitinho e faço esforço para pagar as faturas, para não perder a noção dos valores".

Categorias

Eletrodomésticos e eletrônicos são, segundo a pesquisa, as categorias mais adquiridas via crediário, seguidos de móveis, objetos de decoração, roupas, sapatos e bolsas. "Outro aspecto interessante encontrado no estudo é que 84% das compras realizadas com crediário no Brasil são feitas em até 12 parcelas, e o valor médio destas fica entre R$ 50 e R$ 200", explica Erick Luiz, vice-presidente de Mass Market da MasterCard.

No levantamento, foram entrevistadas 1.600 pessoas, residentes em seis grandes cidades brasileiras. O Estudo mostrou que 40% dos consumidores preferem o cartão de crédito por considerá-lo mais prático, de maior aceitação, sem necessidade de aprovação de crédito.

Renda antecipada

Segundo informações da Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio-CE), 45% dos consumidores no Estado compram à vista e os outros 55% deixam para pagar pelos produtos em outro momento. "Estes preferem pagar no vencimento do cartão ou parcelar. É um hábito que permite a antecipação de renda, deixando muitos bens caberem no orçamento", disse Alex Araújo, superintendente da Fecomércio-CE.

Segundo ele, o fato de o parcelamento ser menor no Estado que no País é explicado pela renda média do trabalhador, que no Brasil chega aos R$ 1.040 mensais, e no Ceará, gira em torno da metade disso. "Por ter ganhos menores, o consumidor cearense compromete metade do que ganha com bens de consumo corrente, como alimentos, combustíveis e medicamentos, produtos que não são comumente parcelados".

A venda parcelada também é vantajosa para o comerciante pelas taxas de juros. "O financiamento com juros virou um negócio paralelo ao comércio varejista. Por ser lucrativo, percebemos o crescimento do crédito", explicou Araújo.

domingo, 29 de novembro de 2009

A Arte do Começo de Guy Kawasaki

Video com Guy Kawasaki dando uma palestra sobre como empreender um negócio. Essa palestra é, além de referência em conteúdo, uma de suas aparições mais comentadas. São 39 minutos de vídeo legendado em português que você não pode deixar de assistir.

Kawasaki fala sobre o que é "pensar fora da caixa" na prática.

Dica do Saía do Lugar



Presença no twitter dobra número de menções à marca

Pesquisa inédita do Instituto Digital revela o poder viral do microblog como canal de diálogo com os consumidores.

A presença de uma empresa no Twitter é capaz de dobrar a quantidade de mensagens postadas sobre a marca nessa rede. A conclusão é de uma pesquisa inédita realizada pelo iDig – Instituto Digital com o objetivo de entender o uso do Twitter pelo mercado corporativo. Nesse trabalho, realizado em parceria com o consultor em mídias sociais Claudio Torres, foram analisadas 91.145 mensagens trocadas no microblog sobre 50 marcas de relevância nacional, de oito setores econômicos, durante o período de 20 de setembro a 24 de outubro de 2009.

Das 50 empresas pesquisadas, 42% têm perfil no Twitter e postam, em média, cinco mensagens por dia. São os consumidores, entretanto, que lideram as conversas. Ao longo do período analisado, eles produziram cerca de 2.600 mensagens diárias sobre todas as marcas observadas. Embora as empresas que não têm Twitter também sejam muito citadas, o grupo que atua no microblog concentra 74% do volume total de mensagens trocadas no período.

Segundo o consultor do iDig Claudio Torres, esse trabalho só reforça a tese de que a presença na rede social é de extrema importância para a construção da marca e de um canal de diálogo com os consumidores. Na maioria das vezes, diz ele, os usuários compartilham experiências de consumo e opiniões sobre as marcas.

A pesquisa constatou que as empresas dos setores de telefonia e automotivo são as que mais apostam na presença no Twitter. Mas, quando se observam os setores com mais penetração (quantidade de mensagens postadas pelas marcas e pelos consumidores), o quadro muda, passando à seguinte ordem: bebidas, telefonia e financeiro. Entre as marcas, Coca-Cola, Tim, Telefônica, General Motors e Natura estão entre as mais comentadas no microblog.

O trabalho analisou também o grau de propagação das marcas no Twitter. Em média, 11,2% das mensagens postadas sobre as marcas são retransmitidas a outros usuários. No setor de cosméticos, esta taxa chega a dobrar.

Veja os principais dados da pesquisa:

• Das 50 marcas analisadas, 42% têm perfil no Twitter.
• Estas marcas têm em média 3.053 seguidores.
• As marcas que têm perfil no Twitter correspondem a 74% das mensagens sobre marcas.
• A presença no Twitter dobra a quantidade de mensagens sobre a marca.
• As dez marcas mais citadas correspondem a 57% do total de mensagens sobre marcas.
• Os setores com maior penetração no Twitter são telefonia, bebidas, automotivo e financeiro.
• Em média, 11,2% das mensagens sobre marcas são retransmitidas pelos consumidores. O setor de cosméticos está significativamente acima desta média.

Além disso, a pesquisa monitorou o volume total de mensagens postadas (Tuits) no Twitter no Brasil e constatou, no período analisado, que:
• A cada 600 mensagens (tuits), uma menciona uma das marcas analisadas.
• A cada 33 segundos, há uma mensagem (tuit) mencionando uma das marcas analisadas.

Segundo Andréa Dunningham, Diretora Executiva do iDig, essa análise é o primeiro produto do iDig Monitor, que pretende colaborar com a disseminação de conhecimento no mercado digital. A pesquisa está disponível gratuitamente no site do iDig.

HSM Online
27/11/2009

sábado, 28 de novembro de 2009

Cliente fiel não é mais o suficiente, tem de ser evangelizado

"Marketing é o processo social e gerencial, através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam, criando e trocando produtos e valores com outros" - Kotler e Armstrong

Neste interessante conceito, existem termos importantes, destacados abaixo, merecedores de atenção:


Necessidades – são estados de privação sentida. Eles incluem necessidades físicas (alimentação, roupa etc.), sociais (de fazer parte de um grupo, ser querido) e individuais (de conhecimento e auto-expressão).

Desejos – são as necessidades humanas modificadas pela cultura, ou seja, são as necessidades significadas pelo indivíduo em nível inconsciente. Exemplos:

A sede – é uma necessidade física
Beber água gelada – é um desejo
Beber coca-cola – é um desejo
Beber água de coco – é um desejo
Todos podem saciar a sede

Demandas – são desejos respaldados por poder de compra. Os consumidores vêem os produtos como pacotes de benefícios e escolhem aqueles que lhes proporcionam mais benefícios pelo dinheiro gasto.

Produto – É qualquer coisa que possa ser oferecida ao mercado para satisfazer a uma necessidade ou a um desejo.

Qualidade – qualidade tem um impacto direto no desempenho do produto ou do serviço. Está intimamente ligada a valor e satisfação para o cliente.

Valor – o valor para o cliente é a diferença entre os valores que o cliente ganha, comprando e usando um produto, e os custos para obtê-lo.

Troca – é o ato de se obter um objeto ou um serviço dando alguma coisa em contrapartida. É uma das várias maneiras de adquirir um objeto desejado. Exemplo: quem tem fome pode caçar, pescar, colher ou comprar alimentos.

Transação – consiste em uma troca de valores entre duas partes.

No momento atual, o foco é o Cliente, o meio é o Marketing de Relacionamento e o fim é a Obtenção de lucros através da satisfação dos clientes.

Agora que já entendemos cabalmente o conceito de Marketing, precisamos saber que a globalização traz consigo a necessidade de diferenciação, particularização e segmentação e, como resultado, a necessidade de marketing individualizado.

A partir dos relacionamentos é possível construir fortes laços econômicos, financeiros e estruturais com os clientes, conhecendo-os e atendendo às suas necessidades.

A má notícia é que pesquisas recentes indicam que 75% dos clientes que trocam de fornecedor o fazem mesmo estando satisfeitos. O que fazer?
Devemos reter (fidelizar) os clientes satisfeitos e, mais do que isso, torná-los evangelistas da marca, aqueles que geram recomendações e diminuem os gastos com marketing nas empresas.

Satisfação
A satisfação do cliente obedece a uma equação de proporcionalidade que depende do desempenho percebido na entrega de valor feita pelo produto e as expectativas do cliente.

Fidelização
É conseguida pela tríade: Relacionamento, Excelência Operacional e Excelência de Produto.

Evangelização
Só acontece quando cumpridas as etapas anteriores. A partir da satisfação/fidelização temos grandes chances de conseguirmos advogados para nossa marca.

Não há evangelização sem uma causa! – Georges Chetochine

Chetochine diz que o buzz marketing faz o boca-a-boca por meio de seus clientes evangelistas. Buzz marketing são as técnicas, os meios dados aos evangelistas para que eles promovam uma evangelização sistemática do mercado, criando outros evangelistas.

Quando uma dona-de-casa evangeliza, quando ele informa amigos e vizinhos sobre as qualidades do açougueiro e a gentileza dos caixas ou do gerente de um supermercado, quando ela se torna propagandista da loja onde compra, a questão que se coloca é porque de ela fazer isso. Por que ela toma a defesa do supermercado se ninguém lhe pediu nada?

Antes de tudo, esses clientes individuais (os futuros evangelistas) fizeram uma descoberta. Eles descobriram o incrível, o inesperado, o incomum, o raro!
O açougueiro, os caixas, o gerente são pérolas raras. São diferentes de tudo que se pode encontrar em outros supermercados!

Essa descoberta é essencial. É a dinâmica da evangelização. Sem ela, o cliente continua sendo um cliente clássico, tradicional. É a descoberta que despertará nele a vontade de falar, de contar aos outros.

Evangelização só será possível pelo efeito altruísta. O evangelista falará tanto mais do produto ou do serviço que ele descobriu quanto mais esse produto lhe proporcionar a possibilidade de explicar, de demonstrar aos amigos que a contradição, o inconveniente foram solucionados. Ao fazer isso ele se sente movido por puro altruísmo e compartilha sua alegria e seu entusiasmo sem esperar retribuição. Sua atitude o glorifica, coloca-o como bom amigo, um companheiro preocupado com os outros.

Várias publicações sobre marcas já abordaram o orgulho que os clientes sentem quando mostram aos amigos suas compras ou mesmo sua fidelidade a uma marca. Isso foi chamado de “síndrome do fazer valer”. Na evangelização o sentimento é diferente. O fato de compartilhar uma descoberta dá ao indivíduo a impressão de que ele está realizando uma ação útil. Não se trata de “se fazer valer”, mas de “SE FAZER RECONHECER”.

Torne sua marca uma religião e gere uma legião de evangelizadores.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O cliente está sempre certo. Verdadeiro ou Falso?

Falso!

A declaração é falsa. O cliente não está sempre certo. Ainda que os fornecedores devam procurar atender e exceder às expectativas do cliente, pode ser irrealista ou não lucrativo adotar uma estratégia de que todos os clientes estão sempre certos. Geralmente é mais importante saber quem é seu cliente-alvo e direcionar a maior parte de suas energias para o atendimento das necessidades dele.

Fatores fazem parte da qualidade do processo

Confiabilidade, pontualidade e atitude profissional são fatores da qualidade do processo. O custo de entrega rápida ou o custo de transporte até o local de entrega são custos de acesso para o cliente. Os clientes acrescentam ao preço as despesas de acesso aos produtos e serviços quando determinam valor.
Escolha para ser escolhido.

Em ebulição, nordeste atrai concorrência

jornal Valor Econômico 25/11/2009 - Murillo Camarotto

Se as pesquisas apontam o Nordeste como o paraíso do consumo emergente no país, a realidade mostra que a região tem tudo para se transformar, também, no éden das bandeiras de cartão de crédito locais. Com crescimento de dois dígitos no faturamento e na emissão de cartões, 2009 promete ser um ano de ouro para o setor.

A estratégia comum às empresas do setor é aproveitar o fim da crise e crescer para todos os lados, mas sem abandonar o caráter regional do negócio. O alvo continua a ser as classes C, D e E. Negligenciada pelo sistema financeiro, essa fatia da população tem conseguido galgar degraus do consumo graças, em grande medida, a programas sociais do governo.

"No Nordeste, principalmente em razão dos programas sociais, nossa clientela passou a usar o supermercado e não mais a bodega", conta José Alberto Maynard, presidente da Oboé Card, bandeira do grupo financeiro cearense Oboé. "Atuamos em zonas pouco bancarizadas, onde temos uma presença muito marcante. Essas zonas só agora começam a ter a simpatia dos grandes bancos."

Lançado em 2004, o Oboé Card tem 80 mil unidades emitidas e é aceito em 2,7 mil estabelecimentos da Grande Fortaleza. Os mais usados são cartões "private label", que estampam a bandeira e a logomarca das redes locais de varejo.

A Oboé oferece cartões de crédito com limite em torno de R$ 150. O valor é quase todo utilizado: as faturas são em média de R$ 125. O baixo valor tem permitido à empresa concorrer com os carnês, modalidade de crédito mais empregada na região. "A simples migração para o cartão, que é a tendência, já resulta em um crescimento expressivo", avalia João Gualberto Moreira, diretor de negócios da Oboé. O executivo estima um aumento de 50% na base de cartões da empresa em 2010.

Hoje restrita ao Ceará - e com uma discreta participação no setor de cartão salário em Natal -, a empresa planeja se expandir para os mercados de Salvador e São Luís. Ao mesmo tempo, vai enfrentar concorrência dentro de casa, com a chegada da Credi-Shop, de Teresina, à capital cearense.

No mercado há dez anos, a Credi-Shop é uma das bandeiras regionais mais antigas e já emitiu 525 mil cartões private label, aceitos em 12,3 mil estabelecimentos de Piauí, Maranhão e Pará. Seus cartões têm limite de crédito médio de R$ 500 e fatura em torno de R$ 175. "Em 2010 o foco será no crescimento em outras praças, como Fortaleza, e sempre na baixa renda", revela Aécio Magalhães, diretor-geral da Credi-Shop. Ele projeta crescimento de 30% no número de plásticos emitidos em 2010.

Se confirmada a previsão de faturamento de R$ 520 milhões, a Credi-Shop vai encerrar 2009 com avanço de 22% sobre o ano passado. A base de cartões crescerá menos, 10%, em virtude do freio imposto pela retração econômica. "Durante a crise, colocamos o foco na melhoria de qualidade dos nossos serviços e paralisamos a expansão, pois achávamos que seria difícil crescer", diz Magalhães. "Mesmo assim, o ano foi fantástico".

A Oboé também pisou no freio durante o primeiro semestre. "Como dependemos do crédito bancário para financiar o rotativo, e como os grandes bancos seguraram, preferimos não aumentar o número de cartões", conta o presidente da empresa.

A também cearense FortBrasil diz não ter enfrentado problemas com a crise. A empresa emprega capital próprio para financiar os clientes, sempre de baixa renda, mercado em que atua desde 2005. A fatura média é de R$ 180, e o limite, de R$ 350. Superada a etapa de aprendizado no trato com a baixa renda, a empresa vem crescendo e projeta para 2010 alta de 30% no faturamento, afirma o diretor de Operações, José Pires de Oliveira. A FortBrasil projeta receita de R$ 110 milhões em 2009.

O mesmo ritmo de crescimento é esperado para a base de cartões, hoje em 300 mil unidades aceitas em 3 mil estabelecimentos de Fortaleza e Natal. A ideia da companhia é reforçar a presença na capital do Rio Grande do Norte no ano que vem, para avançar sobre o mercado da Paraíba em 2011.

Uma das apostas da FortBrasil é a aprovação dos negócios via internet, dentro das lojas, sem a necessidade do POS, a maquininha que autoriza as compras, cujo mercado é dominado por Cielo (ex-Visanet) e RedeCard. A ideia ainda se encontra em fase de testes, mas está sendo "bem aceita", diz o diretor.

A redução dos custos da operação é o principal estímulo que a empresa pode oferecer. "Nossa maior dificuldade é convencer o lojista, especialmente o pequeno, a aceitar o custo do POS, que, no nosso caso, é de R$ 50 por mês", revela o executivo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ATP e IBM trazem cases e soluções ao fórum sobre inclusão financeira

portal Maxpress 23/11/2009 - release ABCE Comunicação

O “Fórum sobre Inclusão Financeira e Consumo Popular” para as classes C, D e E, que acontece no próximo dia 26 de novembro, na Fecomercio, em São Paulo, vai reunir 20 especialistas para debater as formas de inclusão dessa população nos diversos tipos de instituições financeiras. Entre os seus destaques, estão mostra de soluções de tecnologia da ATP para o setor e palestra da IBM com case de sucesso e sobre a visão da companhia no segmento de microfinanças.

Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, as classes C, D e E representam 90% da população do Brasil e consomem R$ 760 bilhões por ano, concentram 76% do consumo nacional, têm 69% dos cartões de crédito e representam 86% dos usuários de Internet. Um mercado com números tão expressivos abre oportunidades para vários setores da economia.

Cases de sucesso

Durante o Fórum sobre Inclusão Financeira e Consumo Popular, Alonso Santos, executivo de desenvolvimento de negócios do Centro de Soluções para Serviços Financeiros da IBM Latina, vai ministrar palestra sobre a visão da IBM no segmento de microfinanças, destacando a iniciativa de processamento de crédito no Peru. Além disso, falará sobre o Case FINO (Financial Information Network and Operations) que possibilitou às instituições financeiras da Índia superarem os desafios da falta de automação e operarem de forma mais eficiente usando soluções tecnológicas inteligentes.

Aumentar presença dos bancos

O evento conta com o apoio da ATP, empresa especializada em serviços e soluções tecnológicas para o sistema financeiro, telecomunicações, concessionárias de serviços públicos e varejo. No lounge do evento, a companhia vai expor soluções para distribuição de serviços bancários e não bancários com baixo investimento e segurança para instituições e seus clientes.

Os participantes vão conhecer a Microagência Bancária ATP, solução de baixo custo para a realização de serviços bancários fora das agências (podendo integrar serviços não bancários, como venda de créditos para celular e passagens); o Imagon Flash, solução para processamento on line de formulários manuscritos e o Imagon Verify, solução inédita no mercado brasileiro para a captura da imagem de cheques no varejo, com verificação de fraudes, consulta aos órgãos de proteção ao crédito, recolhimento e custódia de pré-datados.

Durante o evento, 20 palestrantes apresentarão painéis que serão destinados a todo o público durante a manhã e à tarde serão segmentados com média de quatro especialistas acompanhados por mediador. O presidente da ATP, Nori Lermen, participará dos painéis “Inclusão e distribuição de produtos nas classes C e D” e “Autoatendimento: desafios e oportunidades”. Também serão apresentados cases de inclusão financeira em comunidades de baixa renda no Brasil e na Índia.

ATP

A ATP é a maior instituição não bancária de processamento de documentos do país. A companhia possui uma rede própria de terminais de multisserviços compartilháveis e é administradora da Rede Verde-Amarela (RVA). Pioneira no desenvolvimento e aplicação de soluções para a inclusão financeira e bancarização, a ATP tem a primeira solução de microagência bancária do mercado internacional de baixo custo para a realização de serviços bancários fora das agências (podendo integrar também serviços não bancários). A empresa é a primeira na América Latina a realizar a impressão do código 2D em cheques, que torna seu uso mais seguro.

Os terminais da rede própria ATP podem ser utilizados atualmente por clientes de 11 bancos que integram a Rede Verde-Amarela: Santander, Banco do Nordeste, Banestes, Banpará, Banrisul, Banese, BRB, Mercantil, Sicredi, Incentive House e Banco Topázio. A empresa também possui uma rede de correspondentes no Brasil (correspondentes não bancários), que se expande rapidamente. Atualmente são três mil terminais, instalados em 2.500 pontos, realizando em média 4,5 milhões de transações por mês.

A ATP ainda conta com soluções para escaneamento de imagens, processamento de documentos e cheques, gerenciamento de arrecadação e pagamentos, microfilmagem, impressão eletrônica, correspondentes não bancários, auto-atendimento e até contact center e treinamento. www.atp.com.br

SERVIÇO
Fórum sobre Inclusão Financeira e Consumo Popular
26 de novembro de 2009
Na Fecomercio, Centro de Convenções
Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - São Paulo
Mais informações www.cantarinobrasileiro.com.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mantendo foco no cliente


"Algum tempo atrás, houve um incêndio em minha casa. No dia seguinte, lá estava eu revolvendo tudo, tentando achar minhas coisas, com minha família sentada na escada da frente da casa, quando um caminhão da Domino's Pizza parou. O motorista saiu do caminhão e nos entregou duas pizzas. Eu lhe disse que não tinha pedido nenhuma pizza e lhe expliquei que nossa casa havia pegado fogo. "Eu sei", disse ele. "Eu os vi quando passavam por aqui há meia hora atrás. Imaginei que vocês deveriam estar realmente famintos, então eu e o gerente decidimos preparar algumas pizzas para vocês. Fizemos duas pizzas mistas. Caso vocês não gostem assim, podemos voltar e preparar as pizzas de acordo com o gosto de vocês – por conta da casa."

"Custou-me acreditar no que estava acontecendo".

"Vocês acham que eu algum dia compraria pizza de alguma outra empresa?"

Reflita sobre o valor de agradar um cliente e não sobre o custo.


Este relato foi feito por um palestrante americano dirigindo-se à sua platéia.

domingo, 22 de novembro de 2009

7 Passos para criar um Plano de Carreira


Em artigo recente questionei as supostas receitas de bolo para o sucesso, em especial falei de artigo intitulado “8 segredos para o sucesso”.

Como dito no outro artigo, acredito que sucesso é um conceito muito amplo e pode variar de pessoa para pessoa. Entretanto, podemos planejar uma carreira para mitigar problemas de trajeto rumo ao êxito profissional. Como os meus comentários geraram comentários por parte do autor dos segredos, resolvi pesquisar sobre profissionais exitosos em suas carreiras e elaborarei um conjunto de ações estratégicas para que você possa traçar melhor sua rota profissional.

Antes de falar dos passos, farei breves considerações acerca de coisas que nos acontecem cotidianamente e medidas que devemos tomar para anulá-las, ou atenuar seus efeitos.

Não deixe que te peçam ajuda, seja mais rápido no gatilho e se ofereça para ajudar sempre que sua contribuição possa de fato somar para a resolução. A proatividade é considerada uma das ações mais efetivas para quem quer visibilidade. Lembre-se: seja proativo naquilo que você realmente pode contribuir.

Seja estratégico na implementação de seus objetivos, cultive o hábito de conversar e conhecer pessoas de outras áreas e até de outras empresas.
Fique atento ao seu modo de ser e agir, e não espere ser promovido para ter uma postura adequada ao cargo que tem como alvo.

Agora vamos aos passos para criar um plano de carreira.

1 – Conhecimento. Faça uma autoanalise e reflita sobre qual é seu diferencial em relação a outras pessoas. Pergunte-se: O que eu sei fazer bem?
2 - Talento. Você possui talentos especiais que podem ser aproveitados na empresa? Analise as oportunidades e ameaças de acordo com esses talentos. Por exemplo, se domina outros idiomas, pode enveredar na área de relações internacionais da empresa. Caso o seu objetivo seja exatamente a área internacional, aprimore a língua estrangeira e mantenha-se atualizado.
3 – Objetivos. Se sua empresa tem um plano de cargos e salários definido e você já determinou aonde quer chegar, atenha-se a esse objetivo e não aceite (quando puder) desvios que possam procrastiná-lo ou mesmo anulá-lo, como atividades que não agreguem valor, ou até mesmo uma promoção para outra área.
4 – Trajetória. Trace o caminho até o seu objetivo. Como pretende chegar lá? O caminho depende de sua personalidade?
5 – Execução. Coloque seu plano em prática. Mais do que planejar, executar é fundamental. Essa fase é a mais trabalhosa e muitas vezes tendemos a desistir ou a desanimar. Enfrente as dificuldades e não desista diante delas porque muitas serão necessárias ao seu aprendizado.
6 – Controle. Seja maleável e mude a estratégia se necessário. É importante manter o controle para não deixar a nau à deriva.
7 – Felicidade – Lembre-se que a felicidade é a meta maior da existência humana.


Conhecer o caminho não dispensa o percurso.” [Provérbio francês]

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O Segredo do Vitório

Acompanhando a evolução do comércio eletrônico no Brasil, observei que alguns aspectos vêm se distanciando em relação ao comércio das lojas de tijolos e cimento, e sem ater-me às estratégias do comércio tradicional, vou me situar no e-varejo para descobrir o Segredo do Vitório.

Quando falamos em gestão de relacionamento, por exemplo, as possibilidades oferecidas pela internet – a maioria gratuitamente – são muitas e mais fáceis de controlar. As ferramentas para medições de visitações, permanência ou preferências, são real time; diferentemente das opções do mundo real, quando feitas pelas empresas.

As grandes redes varejistas já travam uma batalha incansável na web – como fazem cotidianamente no mundo “real” - tendo o PREÇO como único diferencial estratégico, e ai está a grande oportunidade para os pequenos empreendedores online. Não tem como competir com as grandes lojas no quesito preço, mas tem como superá-las no quesito entrega de valor.
Aproveito para replicar a dica do Seth Godin postada no Saia do Lugar


Fazer alguém trocar de idéia ou produto é realmente difícil.
Fazer alguém trocar de produto porque você oferece mais do mesmo que eles já têm é quase impossível. Aviso aos navegantes: eles não estão procurando mais do mesmo. Além disso, eles precisariam admitir que erraram quando não te escolheram inicialmente.
Portanto, não tente fazer alguém te escolher porque você é mais barato que o Wal-Mart. Não tente fazer alguém te escolher porque você serve porções maiores do que a churrascaria da esquina que serve porções grandes.
A chance de você superar um concorrente já conhecido em algo pelo qual ele é conhecido é muito pequena.
Ao invés disso, você converterá pessoas ao seu produto se focar em entregar valor onde as outras empresas não consideram que é tão importante.



Um negócio com atendimento personalizado e inovador muitas vezes morre no anonimato do mundo real por falta de condições de investimento em comunicação, o que pode ser muitas vezes contornado na internet por meio das mídias sociais, por exemplo. O Buzz que uma loja como o Segredo do Vitório pode produzir é impressionantemente rápido. Além disso, a mídia espontânea que a internet produz nos meios tradicionais é a melhor relação custo X benefício de investimento em marketing. Veja o que a mídia fala sobre o Segredo do Vitório.

Conheci a loja pelo resultado da busca no Google procurando por presentes diferentes. Foi uma agradável surpresa encontrar uma loja com tamanha quantidade de objetos diferentes e criativos. É uma viagem ao mundo da criatividade em gifs com identidade.

Veja alguns exemplos:




Eu poderia escrever mais uma dezena de linhas falando sobre Marketing e os diferenciais desta loja de compras divertidas, mas vamos saber dos próprios criadores sobre seu empreendimento e tentar descobrir qual é o segredo do Vitório nesta breve entrevista, gentilmente concedida ao mkt360graus.

Entrevista com os proprietários do Segredo do Vitório
Dicas para e-commerce

Entrevista com proprietários do Segredo do Vitório



Qual é o perfil profissional da equipe(formação e experiência do(s) proprietário(s))?
Olhe só, eu, Flávia, sou formada em letras com mestrado em linguística e um currículo 100% voltado à vida acadêmica e é por isso que continuo como professora e coordenadora universitária (mas pronta para rasgar o diploma no próximo ano!) O Paulo é formado em design e continua trabalhando na área. O Segredo do Vitório é uma brincadeira que deu certo... nada foi calculado, nenhuma meta foi estabelecida, nenhum plano de marketing foi pensado nem seguido. Não gastamos nem R$1000 com publicidade nesse um ano de loja (exceto os presentinhos do Twitter, claro!) e nem sabemos quem é Kotler ;-)

Mas se a nossa intuição ajudar alguém, vamos lá, né?

Como surgiu a idéia?
O Segredo do Vitório só existe porque a gente tinha certeza que essa idéia ia dar samba. Quer dizer, a gente imaginava que muita atrapalhada pudesse acontecer no caminho de dois amadores, mas a gente tinha certeza que a idéia era muito boa. Foi um vácuo que vimos no mercado brasileiro. Vácuo muito perceptível para quem já era fã desses produtos. Ficávamos namorando os sites gringos e querendo ter aquilo tudo e eu ficava braba que nenhum site enviava para cá. O que eu fazia era comprar e mandar para o endereço de um amigo meu nos EUA que me enviava quando chegava na casa dele. Mas daí ficava um valor absurdo porque além de mais um frete, a receita tributa 60% em cima do total (produto + frete) e para retirar esses produtos na agência dos correios eu levava sempre um susto.

Procurando no Brasil não encontramos nada igual então chegamos à conclusão que mais alguém nesse país pudesse querer o mesmo e então o Vitório surgiu. Também tínhamos certeza que a loja tinha que ser virtual. Em nenhum momento passou pela nossa cabeça termos uma lojinha na rua sei lá das quantas e ficar esperando alguém passar ali na frente. Ainda mais em Curitiba!

Mas esse vácuo eu vejo em muitas outras áreas. Pelo menos mais duas idéias de lojas online eu tenho nas mangas que acredito dariam muito certo.

Como ter sucesso como empreendedor na internet?
Não é uma questão de sucesso na Internet... hoje em dia eu gostaria de saber quem tem sucesso em loja física! Na Internet é tudo muito fácil. Nossos produtos estão todos encaixotados num lugar de mais ou menos 40 m2 e não precisamos nem dizer que não precisamos de dinheiro para “investir’ numa loja. Compramos os primeiros produtos e da venda desses, outros e da venda desses outros, mais outros e assim vai. Mas uma loja virtual tem outros benefícios: as pessoas chegam nela gratuitamente e um email marketing ou um post no Twitter te levam para dentro da loja. Tem muitas pessoas que nos perguntam se vamos abrir uma loja de verdade... e esse é o tipo de pergunta que a resposta deveria ser “que século você está, hein?”

Mas o segredo do sucesso na Internet é mercado de nicho. Não dá para concorrer com Submarino, Americanas, nem abrir mais uma loja de DVDs ou mais uma loja de artigos de informática... mas o empreendedor online terá sucesso se abrir uma loja só de cervejas por exemplo, só para veganos, só de produtos gays ou sei lá o que mais. A Internet é local de comunidades.

Ah, outra coisa perfeita para o sucesso na Internet é: NOVIDADE. Se você tiver algo novo você terá publicidade gratuita. Blogueiros e revistas e jornais estão sedentos por novidades. Hoje em dia a gente recebe email pedindo qual vai ser a novidade do começo de dezembro para eles fazerem uma matéria fresca. Já saímos em mais de 200 blogs gratuitamente. Sabemos que logo teremos concorrência, mas ninguém nem lembra o nome do segundo homem que pisou na lua. É uma vantagem sermos os primeiros, principalmente em um segmento que preza pela criatividade. Quem copiar não será tão criativo.

O terceiro segredo de sucesso é relacionamento com os clientes. Tem que ser individualizado, rápido e simpático. Respondemos todos os emails e não usamos emails prontos. E também seriedade como emissão de notas fiscais e responsabilidade pelo envio.

Como consegue tantos itens criativos para comercialização?
Fuçando, fuçando... Ainda nesse ano teremos mais 3 fornecedores novos de perder o fôlego de tão criativos e divertidos!

Existe algum produto mais procurado pelos seus clientes?
Não! Tem cliente para todos os produtos. Claro que os mais baratinhos vendem muito mais, mas não há nada ali que não vende nunca.

O Vitório tem atingido as metas estabelecidas?
Não estabelecemos metas, mas o Vitório está muito melhor que imaginávamos!

Quais ferramentas de marketing são mais usadas pelo Vitório?
No momento só o Twitter. O Google Adwords foi a maior roubada que encontramos e foi a única mídia que resolvemos investir, mas não trouxe resultado. O que fizemos também é um cartão de visita maravilhoso e supercriativo. A cada compra enviamos dois cartões e assim quem comprou pode divulgar para um amigo já que não vemos divulgação melhor do que a de quem experimentou, comprou e recebeu tudo certinho.

O Twitter tem sido um forte aliado. Acredita que ele potencializa vendas ou que melhora o relacionamento com o público alvo?
O Twitter é tudo! O Google Analytics mostra exatamente a data que resolvemos adicionar 2 mil pessoas no Twitter e a ascensão a partir dela. Ele não potencializa as vendas, mas divulga os produtos e a loja. E também ali respondemos dúvidas, nos desculpamos por algum erro e agradecemos os elogios e as opiniões. É o relacionamento com o consumidor escancarado.

Qual o segredo do Vitório?
Nã nã ni nã não! O Vitório é muito tímido e respeitamos sua individualidade.


Abraço,
Flávia

Como aumentar a conversão do seu e-commerce

Dia desses capturei estas dicas. Só não me recordo de qual site. Por favor, se for você me avise para eu dar o crédito. Confira as dicas de Darpan Munjal da LeapMatrix sobre comércio eletrônico.

1. Se você é um e-varejista, o seu foco deveria ser vender os seus produtos e não ganhar uns trocados fazendo propaganda para os outros.

2. Desligue a publicidade. Arranque fora as propagandas que você tem na sua loja, arranque fora o excesso de banners.

3. Mostre o telefone em todas as páginas. O cliente precisa saber o quanto é fácil fazer negócios com você.

4. Ajude os clientes a te encontrar. Não esconda as informações sobre contato com a empresa.

5. Evite entradas duplicadas. Se você perguntou pelo CEP no carrinho, não me faça digitar o CEP novamente no formulário de pedidos.

6. O cliente quer saber o valor completo na tela do carrinho de compras. Se você precisa do CEP para descobrir, pergunte o CEP.

7. Mostre o preço final o quanto antes. Não espere até o final para mostrar o preço com desconto, com impostos, frete etc.

8. E, se um produto recebe muitas críticas negativas, livre-se do produto, não dos clientes.

9. Não mude as resenhas negativas. Mantenha as resenhas negativas sobre os produtos.

10. Pergunte se o pedido chegou como ele esperava, vá além dos e-mails de oferta de produtos baseados em preços.

11. Tome cuidado com o uso de e-mail marketing. Envie e-mails focados, incentive o cliente a escrever resenhas de produtos.

12. Não me mostre uma dezena de recomendações antes de mostrar o carrinho.

13. Não exagere nas recomendações de produtos. Se eu adicionei um produto ao carrinho de compras, por favor mostre-me o carrinho de compras.

14. Você poderia por favor mostrar a data que eu poderia esperar pelo produto na minha casa?

15. Seria legal saber quando o produto vai chegar na minha casa, e não apenas quando ele foi enviado.

16. Estabeleça uma data de chegada para os pedidos.

17. Limpe a sua home page. Não é porque você tem um monte de promoções que você tem que mostrar tudo de uma vez.

18. Você poderia por favor desabilitar essa categoria para que eu não tenha que dar de cara com a mensagem "Nenhum produto encontrado"?

19. Delete categorias sem produtos. Você tem categorias na sua loja virtul sem nenhum item cadastrado? Provavelmente sim.

20. Se você já sabe que não tem o produto em estoque, por que você não mostra na página de detalhe do produto?

21. Não me deixe acrescentar produtos ao carrinho para depois me dizer que estão fora do estoque.

22. Não escreve descrições de produtos para agradar o SEO do Google mas para agradar os seus clientes.

23. Escreve para seres humanos. O Google não é o seu cliente alvo.

24. Não force os consumidores a se registrarem durante o processo de checkout. Não peça por informações que você não vai usar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Inclusão bancária - Bradesco atinge 100% de Brasil


O Bradesco inicia hoje, por meio da mídia de massa (internet, TV e mídia impressa), a comunicação de um feito super inovador para o país: levar o banco para 100% dos municípios brasileiros - dos grandes centros às regiões mais distantes. E, para comunicar isso, foi criada uma campanha com abordagem de comunicação simples e direta, que entrega a mensagem em apenas um olhar.

Na internet, a divulgação está sendo feita com peças de mídia gráfica que levam ao hotsite com o filme da campanha, além de uma diária hoje na home do YouTube e divulgação em redes sociais - sendo o principal meio o Twitter.

O Bradesco também conta com um canal no YouTube que apresenta todos os seus filmes de campanha (youtube.com/bradesco).

Para conhecer o filme da campanha, você pode acessar também o hotsite Bradesco.


A bancarização e a internet vão gerar um casamento duradouro.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Dica- Selecione pela atitude, treine visando a habilidades




Habilidades podem ser ensinadas, mas é difícil treinar alguém a ter uma atitude correta. As organizações de serviços mais bem-sucedidas contratam primeiramente pela atitude e somente em segundo lugar pelas habilidades. Elas treinam seus novos funcionários nas habilidades que necessitam para suas posições.

Todos na organização precisam ter uma atitude voltada para o cliente. Ninguém deve estar isento, nem mesmo funcionários que gastam pouco ou nenhum tempo em contato com clientes. Por exemplo, um programador de software talentoso mas egomaníaco pode retardar a liberação de produtos e tornar a vida insuportável para seus colegas. Se os problemas de atitude do programador permanecem despercebidos, os atrasos vão continuar, e os colegas mais altamente habilitados vão procurar trabalho em um concorrente.


4 Dicas sobre como selecionar as pessoas certas

terça-feira, 17 de novembro de 2009

4 Dicas sobre como selecionar as pessoas certas

Dica 1
Comece com seus critérios de contratação. Faça uma lista de prioridades com os atributos e qualidades mais importantes dos seus funcionários mais bem-sucedidos na prestação de serviços ao cliente.

Dica 2
Encoraje os candidatos a cargos na empresa a fazer uma auto-seleção imaginando-se dentro ou fora de uma posição. Quando os candidatos têm uma visão clara do trabalho, eles ficam mais bem capacitados a decidir por si mesmos se serão bem-sucedidos em um trabalho. Candidatos que não se ajustam ao trabalho provavelmente vão imaginar-se fora daquela posição - antes que você faça uma má contratação.

Dica 3
Considere uma variedade de técnicas criativas de recrutamento, como a de envolver clientes na seleção.

Dica 4
Solicite recomendações das estrelas de sua equipe. Ganhadores atraem ganhadores.

domingo, 15 de novembro de 2009

Marketing não é enganação

O vídeo com o título “O projeto muito louco”, vindo da Austrália, conta o caso de dois caras que compraram e revenderam um mesmo produto, no mesmo meio, usando muita criatividade.

Ele anda circulando por aí sendo contextualizado como estratégia de Marketing:
“Nesse vídeo você confere uma verdadeira aula marketing. Não dá para perder.”

Têm gente séria citando ele:
http://webinsider.uol.com.br/index.php/2009/10/26/como-agregar-valor-ao-vender-um-produto/

Fiz alguns comentários por aí sobre o vídeo, e da minha perspectiva não tem marketing nessa “jogada”, mas pilantragem das boas. Criatividade não falta e ela não é privilégio de pessoas éticas, apenas. Diverti-me com o vídeo e cheguei à conclusão de que aquela máxima onde em terra de cego quem tem um olho é rei pode ser verdadeira.

(citação da dupla): “Você se tornará membro de qualquer clube que já inventaram mundo afora porque você será demais.”
Induzir alguém a erro com a intenção de obter lucro é passivo de punição no Brasil e se sua empresa for usar do mesmo artifício para potencializar suas margens, tome cuidado.

Todas as vezes que algum desavisado ou algum desinformado usa o termo marketing para contextualizar engodo e enganação, fico preocupado. Isso corrobora o que muita gente pensa sobre o marketing quando o confunde com propaganda enganosa.

O vídeo poderia muito bem servir para uma propaganda de BMX usando a mesma temática, porém com o verdadeiro insano falando da surrada bike que resistiu bravamente a toda a pancadaria radical, no intuito de demonstrar a sua resistência, por exemplo.

Amigos, o que tem neste vídeo não é MARKETING e não tente fazer isso em casa ou nos negócios.

Veja o vídeo, dê boas risadas, e faça seus comentários.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Desejo, necessidade e vontade

Lendo um artigo no jornal “Mulher 24 horas”, do sindicato dos bancários do ES, com o título “Consumo: entre o desejo e a necessidade”, de autoria de Marcos Kahtalian, professor de Especialização em Comunicação Publicitária pela Unicamp, deparei-me com o que chamo de distorção sobre nocividade do consumo.

Alguns trechos: “ Por que o ato de comprar um aparelho celular, por exemplo, é mais valorizado do que a compra de produtos de necessidade básica para a sobrevivência do indivíduo?

Esse é um fenômeno da sociedade moderna capitalista, na qual o desejo, estimulado pelo mercado, se sobrepõe à necessidade ou é transformado pelo mercado numa necessidade.” Diferentemente do animal, que se guia pelo instinto, o ser humano busca o seu desejo, e qualquer objeto pode funcionar nesse mundo de fantasia como o que vai completá-lo, trazer-lhe a plenitude, o gozo. Só que isso é impossível, diz Antonio Carlos Félix das Neves, psicólogo.

O objeto desejado busca suprir uma falta estrutural do ser humano, o preenchimento de um vazio”.
Ainda, segundo Félix: “O mercado fala: goza, goza, mas não pergunta se pode.

As consequências são o isolamento, as relações superficiais, a falta de tempo para a familia e doenças como depressão”
-

(Meus, os destaques)


O psicólogo Abraham H. Maslow, o mais conhecido especialista em comportamento humano e motivação, teve seus livros de psicologia atingindo os domínios dos negócios e da gerência com a sua Hierarquia das Necessidades.
Entende-se que a motivação é o resultado dos estímulos que agem com força sobre os indivíduos, levando-os a ação.

Para que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Esta teoria nos dá idéia de um ciclo, o Ciclo Motivacional. Assim, quando os estímulos ou impulsos são internos ao indivíduo são chamados de motivação.


A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la.

Poucas ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se suas necessidades básicas estiverem insatisfeitas.
Dentre as necessidades fisiológicas determinadas por Maslow, também objeto de estudo por Taylor, em seus Princípios da Administração Cientifica, onde anunciou que o indivíduo têm necessidades que vão além das puramente financeiras, há as necessidades mais elevadas (as necessidades de auto realização).

“A necessidade de auto-realização não se extingue pela plena saciação. Quanto maior for a satisfação experimentada por uma pessoa, tanto maior e mais importante parecerá a necessidade (Hampton,1992).”

As necessidades fisiológicas e de segurança são consideradas mais básicas (biológicas e instintivas), sendo as mais primitivas do ser humano. São essenciais para a sobrevivência de qualquer indivíduo ou organismos, mas fatores psicológicos e inconscientes interferem no modo como cada indivíduo irá buscar a satisfação dessas necessidades. Podemos pensar em uma necessidade exagerada por mecanismos de segurança (cadeados, alarmes contra roubos etc.), uma pessoa pode estar sendo motivada a adquiri-los por fatores psíquicos como uma neurose.

Uma pessoa também é muitas vezes levada a alimentar-se exageradamente por compulsão por comida (há pessoas que também aumentam o apetite quando ansiosas), ou ser levada a matar sua fome com um Big Mac por necessidade de prestígio social, que relaciona-se com a auto-estima.
Qual o parâmetro para se determinar o alcoolismo? Qual o parâmetro para se determinar a compulsão por compras?

Isso pode explicar a citação feita anteriormente sobre desejos não realizados como conseqüência de frustrações ou “preenchimento de vazios”.
Balela dizer que o mercado clama pelo consumo sem perguntar se o consumidor pode comprar. Um dos preceitos de mercado é que ele exista.

Ou seja: só há consumo se existir quem compre. Dessa forma, o comportamento “doentio” de determinados consumidores não pode refletir o todo.
Por que não posso usar um telefone celular para suprir minha necessidade de comunicação? Teria de usar sinal de fumaça? Agora, de ter um aparelho celular de 100,00 para satisfazer tal necessidade a outro de 1.000,00, para a mesma função, vai muita diferença e isso deixa de ser necessidade e passa a ser desejo de possuir algo que vai me destacar no grupo.

É o aspecto cultural de cada indivíduo.
Uma das partes mais interessantes do artigo em questão é a afirmação de que existe uma carência de referências simbólicas para o indivíduo, seja o poder simbólico de uma instituição, do Estado, de um sindicato ou da lei. Vai além, dizendo que o que prevalece hoje é o “vale-tudo” do mercado que oferece kits de identidade.

Se, segundo seus autores, o homem é refém de um mercado de consumo, o que dizer de ser refém de “muletas” religiosas? Dezenas de seitas ou igrejas das mais diversas fundamentações vendem desde água milagrosa do Rio Jordão até a segurança celestial no pós-morte.

O que dizer de líderes sindicais como Lula que recentemente disse que a esquerda é coisa antiquada. Coisa do passado? E tudo o que ele pregou até agora? E FHC quando disse: “esqueçam tudo o que falei no passado”? Onde estão as referências simbólicas de um Estado que convive com a miséria humana com total indiferença?
Deixemos a hipocrisia pseudo anti capitalista de lado e sejamos mais coerentes como seres humanos que consomem e comungam de princípios éticos.

Não confundam este profissional de marketing com o “marqueteiro” que aproveita temas religiosos como o natal para induzir o consumo desigual diante daqueles que não podem partilhar das mesmas “comemorações”.


Robert Pulmam disse em seu livro: “Bowling Alone”:


“Comunidade, comunhão e comunicação estão estreitamente relacionadas até do ponto de vista etimológico. A comunicação é um pré-requisito fundamental para conexões sociais e emocionais.”(citando os meios de comunicação eletrônicos). Então, fazemos conexões sociais no dia-a-dia e no consumo de desejos e necessidades.


A música “Comida”, do Titãs, resume muito bem tudo isso:

Bebida é água.
Comida é pasto. Você tem sede de que? Você tem fome de que? A gente não quer só comida, A gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, A gente quer saída para qualquer parte. A gente não quer só comida, A gente quer bebida, diversão, balé. A gente não quer só comida, A gente quer a vida como a vida quer. Bebida é água. Comida é pasto. Você tem sede de que? Você tem fome de que? A gente não quer só comer, A gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, A gente quer prazer pra aliviar a dor. A gente não quer só dinheiro, A gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro, A gente quer inteiro e não pela metade.


Paulo Rubini é Consultor de Marketing.

sábado, 7 de novembro de 2009

Receita de bolo para o sucesso não existe

Outro dia li mais um artigo como muitos outros que enumeram atitudes para alcançar o sucesso. Só que nestes 8 segredos para o sucesso eu vou fazer algumas considerações.

O artigo pondera que mesmo evangelizado pelos segredos, o sucesso não é uma garantia. Concordo.

Primeiro os segredos revelados e logo a seguir, minhas considerações(em itálico).

1- Paixão
Basicamente isso quer dizer que você deve ser totalmente apaixonado pelo que faz, com esse ingrediente, todo o resto é conseqüência. Sem esse ingrediente, seu caminho será infinitamente mais difícil.

Não, não é necessário ser apaixonado para se ter sucesso. Você deve conseguir separar o fazer aquilo que gosta do gostar do que faz, e em ambos os casos o sucesso pode ser conseqüência do trabalho bem executado. Eu mesmo tenho 3 atividades que me remuneram e sou apaixonado por duas delas (bigamia?). Na terceira, procuro fazer bem feito, gostar do que faz, apesar de não estar fazendo o que mais gosto.

2- Trabalho
Roma não foi construída em um dia, nem será sua empresa. Sem injetar uma grande quantidade de energia é impossível sair do lugar.

Isso é inegável. Sem trabalho não se constrói nada, mas uma grande quantidade de energia mal direcionada pode gerar retrabalho, perda de produtividade e desgaste.

3- Ser excelente em algo
Para ser excelente só existe uma opção, praticar muito, aprender com os erros e continuar sempre se aprimorando.

Aqui existe uma confusão de conceito porque excelência é, por definição, o ápice, grau elevado de perfeição. Ora, a busca pelo sucesso não necessariamente passa por ser excelente, ser o melhor (o tal do perfeccionista), mas ser competente naquilo que faz. Você já deve ter ouvido várias vezes que excelentes pilotos de F1 acabaram suas carreiras sem uma única vitória. Eram especialistas, mas não tinham uma boa equipe e/ou um bom carro para competir. Um piloto de F1 que anda a 300 km/h e contribui para o desenvolvimento tecnológico dos automóveis que utilizamos, nunca será medíocre mesmo sem vitórias nas pistas.

4- Foco
Você tem recursos limitados, não saia atirando pra todos os lados. É muito tentador aproveitar todas as oportunidades que aparecem, mas só focando você conseguirá a verdadeira excelência.

Sem dúvida, concentrar-se em um objetivo de cada vez é o ideal para melhor aproveitar seus recursos. O único porém é saber qual é a melhor oportunidade para mirar.Troque a metralhadora giratória pelo fuzil de precisão, seja um sniper.

5 - Esforço
É o que falei antes, não é fácil alcançar o sucesso. Ir sempre mais longe é uma ótima forma de chegar mais longe, por mais óbvio que isso possa parecer.

É o que também falei antes, esforços mal direcionados podem resultar em perdas irremediáveis. Ir muito longe pode incorrer em falta de combustível para retornar, se estiver no caminho errado.

6- Servir
Se você quer que as pessoas te dêem dinheiro, faça por merecer. Antes de ficar pensando no seu retorno, dê um jeito de entregar valor para os outros, isso é o que te fará bem sucedido.

Marketing é conquistar e manter clientes que pagam. Você não deve ser um serviçal, mas um fornecedor consciente e que se relaciona com os clientes certos, de modo que o valor entregue será percebido por quem realmente irá valorizá-lo, e pagar por ele. Assim, devemos planejar o retorno sobre os esforços empreendidos e não fazer filantropia com aquilo que nos proverá.

7- Idéias
Pessoas bem sucedidas tem boas idéias e as colocam na prática, simples assim.

Simples assim”. O que mais tem no mundo são pessoas com idéias boas, mas os que conseguem colocá-las em prática são poucos. Mais ainda, dos que conseguem executar as boas idéias, pouquíssimos obtém sucesso. Eu mesmo tenho um bloquinho chamado “caderno de insights” onde coloco idéias e ações. Quem se habilita em conhecê-lo e aproveitar algumas das idéias? Por falar em criatividade, dizem que ficar olhando para o logo da Apple é inspirador. Particularmente, o que me inspira é ver o Jimmy Page tocando Dazed and Confused na sua Gibson Les Paul, usando um arco de violino.

8- Persistência
A vida não te dará as coisas de mão beijada, aceite isso. Falhar não é um problema, desde que você continue tentando.

Meu pai sempre dizia: nada é de graça. As conquistas são vitórias muitas vezes duras e demoradas. Entretanto, insistir num erro é um erro ainda maior. Falhar não é um problema desde que você tenha discernimento para entender a hora de mudar de rota.

Sendo pragmático em relação a essas fórmulas “secretas”, acredito que receita de bolo para o sucesso não existe, o que existe é a mão do confeiteiro capaz de descobrir o ponto certo da massa.

Sucesso é uma coisa muito relativa
Aquele piloto que alcançou o topo da carreira automobilística, chegando à fórmula 1, mesmo sem ter conquistado uma vitória, também atingiu o sucesso. Para muitas pessoas, sucesso é morar numa região preservada, junto à natureza, de maneira simples e sustentável.

Procure saber qual é o sucesso que você busca e pra não dizer que estou sendo radical, anote ai

Frases favoritas sobre Sucesso




“A maioria das pessoas deixa passar uma oportunidade porque ela aparece vestida de macacão e lembra trabalho“ – Thomas Edison

“Não existe segurança nesse mundo. Só existem oportunidades” – Douglas Macarthur

Pessoas medíocres às vezes conseguem um sucesso extraordinário porque não sabem quando jogar a toalha. A maioria das pessoas obtém sucesso porque tem determinação” – George E. Allen

Sempre que alguém acha que atingiu o sucesso, cessa o progresso” – Thomas J.Watson Jr.

“Não existe nada mais inútil do que fazer com eficiência o que nem deveria ser feito” – Peter Drucker

A essência do sucesso é que nunca é necessário ter uma idéia nova sozinho. Muito melhor é esperar que outra pessoa a tenha e copiá-la nos mínimos detalhes, com exceção dos erros” – Aubrey Menen

Não seja insubstituível – Se não puder ser substituído, não poderá ser promovido” – Dilbert (Scott Adams)

“Não conheço o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar a todo mundo” – Bill Cosby

O mau artesão põe a culpa na ferramenta” - Anonimus

E a sua frase preferida sobre o sucesso? mande para nós.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Como criar um verdadeiro case de Marketing

A revista Marketing completa 43 anos de muita informação inteligente. E para comemorar a data, convidou 43 nomes de destaque no segmento para responder a questão: Como criar um verdadeiro case de marketing?

Especialistas do naipe de Ivan Zurita (Nestlé), “Boni” (ex-globo e TVVanguarda), José Vicente Marino (Natura), João De Simoni (o “papa” da promoção no Brasil), Beatriz Galloni (MasterCard Brasil), Raphael Klein (Casas Bahia), Regis Dubrule (Tok&Stok), Amália Sina (Sina Cosméticos), entre outros que falaram para a edição comemorativa de setembro/09.

Pontos de vista variados em razão da posição ocupada pelo convidado no mercado, mas a quase totalidade dos entrevistados pela revista concordou que sem planejamento estratégico de longo prazo, só com muita sorte. Além disso, alguns aspectos julgados de suma importância para se conseguir sucesso em marketing. Vamos aos pontos:

- Produtos e serviços devem ser vistos como globais;
- Sustentabilidade é palavra de ordem;
- Inovação, uma busca constante;
- Novos nichos para novos posicionamentos (cauda longa);
- Conhecimento do consumidor em profundidade e proatividade nas decisões;
- Visibilidade estratégica da marca nos PDVs;
- Comunicação inteligente e com visão de longo prazo;
- Criatividade que desafie o óbvio

Destaques

Francisco Madia de Souza (MadiaMundoMarketing) disse que: – fazendo menção à história antiga (Plutarco 50 anos a.C) – “Comunicar-se é preciso, viver não é preciso”, numa alusão ao fato de que as empresas têm muita dificuldade quando o assunto é comunicação, criando “túmulos” para excelentes produtos desconhecidos por falha na comunicação. Frâncico Madia termina sentenciando: “que descansem em paz os que viveram em permanente silencia.”

Regis Dubrule (Tok&Stok) acredita que um case de marketing acontece sem pensar. Que uma boa idéia parte essencialmente da convicção íntima e profunda da falta ou da necessidade de um produto ou serviço. Mas esta convicção deve ser testada por você mesmo, o seu melhor cliente potencial. Como disse Sócrates (filósofo grego), “conhece-te a ti mesmo”. Não é só importante para a busca da serenidade, mas também para o bom marketing porque confere se sua proposta é mesmo irresistível para o consumidor que você é.

Paulo Koelle (P&G Brasil) alerta que um case de marketing só será conquistado a partir da combinação de execução e resultados. Tem de tocar a vida das pessoas (execução) e mudar a realidade anterior (resultados). Ele cita o exemplo da Duracell, que definiu uma estratégia clara baseada no consumidor. Duracell dura mais, é isso que o consumidor busca e é isso que oferecemos; desenvolva uma idéia inovadora e flexível.

Destaque também para o pensamento 2.0 onde o consumidor pertence a muitas tribos porque pode estar na TV, na internet ou no PDV. Ser uno é ser diverso, o que requer abordagem muito mais ampla do marketing que tem de conviver com redes sociais onde o primeiro público aproveita a experiência do segundo, sendo, assim, nossos melhores vendedores.

A melhor abordagem, em minha opinião, foi dada por Fernando Mussa (Ogilvy & Mather):

“Acredito que para a construção de um case de marketing a melhor dica é não começar o trabalho tendo como objetivo ‘fazer’ um case de marketing. Faça um case para seu consumidor. Um case para dentro da própria empresa, questionando aquilo que você já fez no passado e procurando fazer o novo. Questione paradigmas internos e externos. Questione e provoque o trabalho até o final. Faça dos seus objetivos os objetivos de todos aqueles que se envolverem no projeto; dê espaço e estimule o erro. E, finalmente, uma última dica: não acredite em dicas.”

Vai construir seu case de marketing?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Marketing vai em busca do “novo” universitário

jornal O Estado de S. Paulo 26/10/2009 - Marili Ribeiro

Os universitários de baixa renda somam 73% dos quatro milhões de jovens que frequentam as universidades do País. Um contingente que inexistia há 10 anos e que se expandiu vertiginosamente com a criação das chamadas "Unis", as escolas com mensalidades compatíveis com o bolso de estudantes de famílias que ganham entre R$ 1.064 e R$ 4.591 por mês. Mas esse universo, embora gigantesco, começa só agora a atrair a atenção das áreas de marketing de algumas empresas.

"A maioria quer se relacionar com os universitários da classe AB", diz Caio Romano, sócio e diretor da agência Mundo Universitário, que há seis anos se dedica ao segmento. "A questão básica é que, se focarmos apenas nessa faixa de alto poder de consumo, o impacto de cada ação ficará limitado e o efeito final, reduzido. O cliente também deve entender que buscar qualificar e fidelizar sua marca com esses jovens de classe baixa, mesmo que isso no momento não reverta em vendas, pode ser um investimento", acrescenta.

O raciocínio de Romano parte de uma constatação matemática. No tradicional câmpus da Universidade Mackenzie, há 40 mil alunos, a maioria deles com bom poder aquisitivo. Porém, as redes Uninove ou Uniban somam o dobro disso, assim como as Universidades Estácio de Sá e Anhanguera, que abrigam, cada uma, cerca de 200 mil estudantes. As quatro últimas são voltadas para universitários da classe C. Suas mensalidades oscilam entre R$ 250 e R$ 500, ante R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil nas classificadas como de "primeira linha".

Os bancos têm sido os mais ativos nas ações e mensagens publicitárias para cativar esse público. "No Santander temos até uma divisão global voltada para atender o público dos campi", conta Mônica Bari, superintendente do Santander Universidades, área responsável por produtos de marketing e canais de contato com esse público. "No Brasil, temos 20% de participação no segmento de contas correntes de universitárias." Uma das razões está no fato de o custo médio para a manutenção da conta ser um quinto do valor cobrado dos outros correntistas.

Mais do que isso, no ano passado, a partir da observação da disparada da base de estudantes de baixa renda, o Santander lançou uma linha de crédito de R$ 2 mil, com carência de dois meses e pagamento em até dois anos, para esses jovens adquirirem, por exemplo, computador. Faz todo o sentido. Como captou uma pesquisa recente feita pela empresa de serviços de marketing A Ponte, 81% deles procuram cursos de informática. "Os garotos da classe de maior renda nascem com laptops em casa", diz o sócio da empresa de pesquisa, André Torretta.

Assim como os bancos, as montadoras também marcam presença entre os universitários. A Fiat, com o único objetivo de promover contato com a marca, promove, desde 2004, o Rally Universitário Fiat. Já ocorreram 34 provas em 22 cidades. Não é necessário ser dono de um carro da marca para participar. "Nem cobramos inscrição, o que o torna acessível a jovens de todas as classes", diz João Ciaco, diretor de marketing da companhia. "É uma competição que começou como uma iniciativa de relacionamento, porque a Fiat investe na imagem de ser uma marca jovem".

"O assustador é perceber que, apesar da participação crescente dos universitários da classe C, há desconhecimento sobre eles e seu potencial de consumo", diz Torretta, que recorre à metodologia que define por "antena" para conhecer melhor esse público. Ou seja, treina jovens do próprio meio pesquisado para que revelem a realidade com menos distorção. Entre as informações que colheu está, por exemplo, a de que a grande maioria desses universitários (77%) leva quatro anos para conseguir entrar na faculdade após o término do segundo grau. A explicação está no fato de 65% deles dependerem do que ganham para pagar o curso.

Orgulhosa por ser a primeira pessoa da família a fazer uma faculdade, Daniele Lima, 24 anos, acaba de concluir os dois anos de Design & Moda na Uniban. "Trabalho na confecção Nova Fibra há cinco anos e, depois que voltei a estudar, fui promovida a assistente de produto", diz ela, cujo atual objetivo é aprender inglês e, no futuro, fazer pós-graduação em gestão de negócios de moda.

"A educação acaba por refletir na renda", diz Marcos Caetano, diretor de marketing do Banco Itaú. "Há uma projeção que considera que aumenta em 70% a chance de uma pessoa melhorar de renda quando termina o 2º grau." Por isso mesmo, Caetano diz que no Itaú, ao contrário do comportamento habitual do setor, a tendência é não pensar em ações de marketing do ponto de vista da segmentação por renda.

Torretta acha que, para além da atuais iniciativas de marketing, as empresas que quiseram se aproximar desse novo universitário devem se lembrar que eles são práticos e objetivos em suas escolhas, pois trabalham desde cedo e se orgulham de ser batalhadores.

domingo, 1 de novembro de 2009

Os hábitos de consumo de mídia






B2B Magazine 07/10/2009
REF: Pesquisa de Marketing - Comportamento do Consumidor - Mídia


O cenário contemporâneo é marcado pela convergência das mídias, pela alta tecnologia e pela disseminação de vasta quantidade de informação. Pensando na conexão entre pessoas, marcas e meios, o IBOPE Mídia apresenta o estudo inédito Conectmídia: Hábitos de consumo de mídia na era da convergência.

Destaque no MaxiMídia 2009, evento voltado para o segmento da indústria de comunicação, que acontece em São Paulo entre os dias 6 e 8 de outubro, a pesquisa propõe uma reflexão sobre os impactos da chamada era do conhecimento. "A conectividade leva os usuários a um patamar de participação nunca antes imaginado. As personagens dessa nova história interagem, disseminam conteúdo, intervêm e opinam com muito mais vigor e velocidade", afirma Juliana Sawaia, gerente de marketing do IBOPE Mídia.

Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia, destaca que o espectador transformou-se em colaborador com a evolução das formas de comunicação. "As pessoas reportam novidades e trocam informações, mas o que as diferencia é o potencial de influência e decisão em seu círculo de relacionamentos", explica.

A exposição múltipla aos meios revela consumidores mais exigentes, bem informados e concorridos: 81% deles importam-se mais com a qualidade da informação do que onde a encontram. "O conteúdo torna-se o grande protagonista, independente da plataforma em que está exposto", expõe Juliana. "Para conectar-se à nova realidade é necessário interagir com o tempo que é escasso, lidar com o volume de informações que é crescente, monitorar o padrão de consumo que é dinâmico e desvendar os desejos que estão cada vez mais singulares", completa.

Informação

A pesquisa Conectmídia aponta que 53% das pessoas sentem-se pressionadas com a quantidade de informação disponível nos dias atuais. Junto ao público feminino, este índice é de 56%.

Dois terços da população, porém, afirmam que conseguem absorver toda a informação e tecnologia disponíveis, principalmente, entre o público jovem de até 24 anos. ?Transformar quantidade em qualidade e excesso em aprendizado são os grandes desafios?, destaca Dora.

Tempo

A interação com esse crescente volume de dados envolve questões como instantaneidade e tempo, elemento que estará, segundo praticamente metade da população paulistana (46%), escasso em 2020. Na lista de limitações constam ainda recursos naturais( 81%), saúde (65%) e trabalho (56%).

A identificação com a frase "Sinto meus dias passarem muito mais rápido do que antigamente" é comum a 90% das pessoas. Entre as mulheres e jovens entre 25 e 34 anos, esse índice cresce para 93%.

A busca da individualidade é determinada como resposta à fluidez e extinção do tempo: 86% gostariam de ter mais tempo para si.

Comportamento midiático

No que diz respeito ao consumo das mídias, 82% da população paulistana afirma dedicar-se a um meio de cada vez. Entre os consumidores jovens, porém, a convergência de outros meios com a internet é representativa: quase metade deles acessam a web enquanto assistem à TV ou enquanto ouvem rádio. Outra realidade latente para o público de 18 a 24 anos é o download de filmes e séries: 45% possuem esse hábito, contra uma média de 22%.

Já o público adulto de 25 a 34 anos, além de ser mais preocupado com a qualidade da informação, destaca-se no consumo simultâneo de mídia impressa e televisão, e também de mídia impressa e rádio. "O consumo simultâneo de mídia é inevitável e já faz parte da rotina de uma parcela considerável da população. A sinergia entre os meios de comunicação é fundamental", destaca Dora.


Consumo

Entre as necessidades que imprimem ritmo às mudanças no padrão de consumo, o celular tem papel fundamental. Na lista de itens mais importantes no dia-a-dia figuram como prioridade a televisão (77%), o telefone celular (70%), o computador com acesso à internet (58%) e o rádio (46%), respectivamente.

Do total da população, 30% são a favor da propaganda no celular. "O aparelho celular firma-se cada vez mais como uma multiplataforma de comunicação", afirma Juliana.

Jovens, internet e as redes de relacionamentos Os relacionamentos pessoais são cada vez mais importantes na era da convergência e as redes sociais são plataformas de grande expressão: 45% das pessoas acreditam que elas já fazem parte da rotina. Este índice sobe para 72% entre os jovens de 18 a 24 anos e 49% para o público masculino.

A preferência pelos relacionamentos virtuais em relação aos interpessoais é realidade para 16% dos consumidores, que concordam com a questão "Prefiro falar com meus amigos/ família/ colegas de trabalho por computador a falar pessoalmente". Junto ao público jovem entre 10 e 17 anos, este índice é de 29% e dois terços deles utilizam regularmente serviços de mensagens instantâneas.

Entre as principais categorias comentadas pelos jovens na internet figuram: celular, eletroeletrônico, roupas, automóvel, vida saudável e alimentos.

Supermodernidade

Para compor a fotografia da supermodernidade, o estudo considera dois eixos que caracterizam o universo contemporâneo: informação e tecnologia, que ao interagirem com hábitos e comportamentos subdividem-se em quatro pilares: muita informação, pouca informação, alto nível de tecnologia e baixa tecnologia. A distância que separa um segmento dos outros é reflexo da predisposição em participar ou não do movimento contemporâneo.

O estudo também capturou quais os desejos dos públicos a partir dos perfis de informação e tecnologia. Os produtos de uso individual, por exemplo, figuram no topo do ranking dos indivíduos alta informação, alta tecnologia.