Mostrando postagens com marcador Hábitos de consumo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hábitos de consumo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O PODER DA PERCEPÇÃO NO CONSUMO


PERCEPÇÃO



Existe uma máxima na antiga filosofia do estoicismo que diz: “Não há mau nem bom, apenas a percepção”, que mais tarde foi ecoada num verso famoso de Shakespeare: “Não há nada bom ou nada mau, mas o pensamento o faz assim”.
Segundo os dicionários, a percepção tem alguns significados, como o ato ou efeito de perceber pelos órgãos dos sentidos; ideia ou compreensão de algo; recebimento de ordenado, honorários etc.
Para a Psicologia, percepção diz respeito ao processo pelo qual os objetos, as pessoas, situações ou acontecimentos reais se tornam conscientes. É através da percepção que o ser humano conhece o mundo à sua volta de forma completa e complexa. A percepção distingue-se da memória, porque diz respeito a acontecimentos presentes e também é diferente da inteligência e pensamento na medida em que se refere a situações concretas.
Como vimos no mito da caverna, uma figura e seu fundo que gerou a sombra podem sofrer modificações, dependendo de diversos fatores relacionados com a percepção. A estimulação é fundamental na definição do que constitui a figura e no que constitui o fundo.
Para a ciência cognitiva, a função cerebral que atribui significado a estímulos sensoriais o faz a partir de histórico de vivências passadas que consistem na aquisição, interpretação, seleção e organização das informações obtidas pelos sentidos e é através da percepção que um indivíduo organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio.
Assim como um objeto pode dar margem a múltiplas percepções, também pode ocorrer de um objeto não gerar percepção nenhuma: Se o objeto percebido não tem embasamento na realidade de uma pessoa, ela pode, literalmente, não percebê-lo. Os primeiros relatos dos colonizadores da América relataram que os índios da América Central não viram a frota naval dos colonizadores que se aproximava em sua primeira chegada. Como os navios não faziam parte da realidade desses povos, eles simplesmente não eram capazes de percebê-los no horizonte e eles se misturavam à paisagem sem que isso fosse interpretado como uma informação a considerar.
Somente quando as frotas estavam mais próximas é que passaram a ser visíveis. Qualquer pessoa nos dias atuais de pé em uma praia espera encontrar barcos no mar. Eles se tornam, portanto, imediatamente visíveis, mesmo que sejam apenas pontos no horizonte. A presença e a condição do observador modificam o fenômeno.
O processo de percepção tem início com a atenção que não é mais do que um processo de observação seletiva; ou seja, das observações por nós efetuadas. Esse processo faz com que nós percebamos alguns elementos em desfavor de outros. Deste modo, são vários os fatores que influenciam a atenção e que se encontram agrupados em duas categorias: a dos fatores externos (próprios do meio ambiente como a intensidade, o contraste, o movimento e a incongruência) e a dos fatores internos (próprios do nosso organismo como a motivação, a experiência anterior e o fenômeno social).
Como vimos, somos diversos e podemos perceber em um mesmo objeto vários significados, daí a importância da percepção do seu negócio em relação ao público-alvo. Você está sendo percebido da forma correta? Uma marca não é o que diz ser, não é a missão afixada na parede do hall de entrada. Uma marca é o que o público percebe.


Aprenda e aplique a força da percepção ao seu negócio. Leia o ebook: A Fórmula da Satisfação do Cliente. Tá tudo lá!

domingo, 1 de novembro de 2009

Os hábitos de consumo de mídia






B2B Magazine 07/10/2009
REF: Pesquisa de Marketing - Comportamento do Consumidor - Mídia


O cenário contemporâneo é marcado pela convergência das mídias, pela alta tecnologia e pela disseminação de vasta quantidade de informação. Pensando na conexão entre pessoas, marcas e meios, o IBOPE Mídia apresenta o estudo inédito Conectmídia: Hábitos de consumo de mídia na era da convergência.

Destaque no MaxiMídia 2009, evento voltado para o segmento da indústria de comunicação, que acontece em São Paulo entre os dias 6 e 8 de outubro, a pesquisa propõe uma reflexão sobre os impactos da chamada era do conhecimento. "A conectividade leva os usuários a um patamar de participação nunca antes imaginado. As personagens dessa nova história interagem, disseminam conteúdo, intervêm e opinam com muito mais vigor e velocidade", afirma Juliana Sawaia, gerente de marketing do IBOPE Mídia.

Dora Câmara, diretora comercial do IBOPE Mídia, destaca que o espectador transformou-se em colaborador com a evolução das formas de comunicação. "As pessoas reportam novidades e trocam informações, mas o que as diferencia é o potencial de influência e decisão em seu círculo de relacionamentos", explica.

A exposição múltipla aos meios revela consumidores mais exigentes, bem informados e concorridos: 81% deles importam-se mais com a qualidade da informação do que onde a encontram. "O conteúdo torna-se o grande protagonista, independente da plataforma em que está exposto", expõe Juliana. "Para conectar-se à nova realidade é necessário interagir com o tempo que é escasso, lidar com o volume de informações que é crescente, monitorar o padrão de consumo que é dinâmico e desvendar os desejos que estão cada vez mais singulares", completa.

Informação

A pesquisa Conectmídia aponta que 53% das pessoas sentem-se pressionadas com a quantidade de informação disponível nos dias atuais. Junto ao público feminino, este índice é de 56%.

Dois terços da população, porém, afirmam que conseguem absorver toda a informação e tecnologia disponíveis, principalmente, entre o público jovem de até 24 anos. ?Transformar quantidade em qualidade e excesso em aprendizado são os grandes desafios?, destaca Dora.

Tempo

A interação com esse crescente volume de dados envolve questões como instantaneidade e tempo, elemento que estará, segundo praticamente metade da população paulistana (46%), escasso em 2020. Na lista de limitações constam ainda recursos naturais( 81%), saúde (65%) e trabalho (56%).

A identificação com a frase "Sinto meus dias passarem muito mais rápido do que antigamente" é comum a 90% das pessoas. Entre as mulheres e jovens entre 25 e 34 anos, esse índice cresce para 93%.

A busca da individualidade é determinada como resposta à fluidez e extinção do tempo: 86% gostariam de ter mais tempo para si.

Comportamento midiático

No que diz respeito ao consumo das mídias, 82% da população paulistana afirma dedicar-se a um meio de cada vez. Entre os consumidores jovens, porém, a convergência de outros meios com a internet é representativa: quase metade deles acessam a web enquanto assistem à TV ou enquanto ouvem rádio. Outra realidade latente para o público de 18 a 24 anos é o download de filmes e séries: 45% possuem esse hábito, contra uma média de 22%.

Já o público adulto de 25 a 34 anos, além de ser mais preocupado com a qualidade da informação, destaca-se no consumo simultâneo de mídia impressa e televisão, e também de mídia impressa e rádio. "O consumo simultâneo de mídia é inevitável e já faz parte da rotina de uma parcela considerável da população. A sinergia entre os meios de comunicação é fundamental", destaca Dora.


Consumo

Entre as necessidades que imprimem ritmo às mudanças no padrão de consumo, o celular tem papel fundamental. Na lista de itens mais importantes no dia-a-dia figuram como prioridade a televisão (77%), o telefone celular (70%), o computador com acesso à internet (58%) e o rádio (46%), respectivamente.

Do total da população, 30% são a favor da propaganda no celular. "O aparelho celular firma-se cada vez mais como uma multiplataforma de comunicação", afirma Juliana.

Jovens, internet e as redes de relacionamentos Os relacionamentos pessoais são cada vez mais importantes na era da convergência e as redes sociais são plataformas de grande expressão: 45% das pessoas acreditam que elas já fazem parte da rotina. Este índice sobe para 72% entre os jovens de 18 a 24 anos e 49% para o público masculino.

A preferência pelos relacionamentos virtuais em relação aos interpessoais é realidade para 16% dos consumidores, que concordam com a questão "Prefiro falar com meus amigos/ família/ colegas de trabalho por computador a falar pessoalmente". Junto ao público jovem entre 10 e 17 anos, este índice é de 29% e dois terços deles utilizam regularmente serviços de mensagens instantâneas.

Entre as principais categorias comentadas pelos jovens na internet figuram: celular, eletroeletrônico, roupas, automóvel, vida saudável e alimentos.

Supermodernidade

Para compor a fotografia da supermodernidade, o estudo considera dois eixos que caracterizam o universo contemporâneo: informação e tecnologia, que ao interagirem com hábitos e comportamentos subdividem-se em quatro pilares: muita informação, pouca informação, alto nível de tecnologia e baixa tecnologia. A distância que separa um segmento dos outros é reflexo da predisposição em participar ou não do movimento contemporâneo.

O estudo também capturou quais os desejos dos públicos a partir dos perfis de informação e tecnologia. Os produtos de uso individual, por exemplo, figuram no topo do ranking dos indivíduos alta informação, alta tecnologia.