sexta-feira, 26 de julho de 2019

O Mito da Caverna e a percepção do consumidor



No atual mundo dos negócios definitivamente não existe mais espaço para amadores e a formação de bons profissionais, na maioria das vezes, é conseguida depois de anos de erros e acertos gerando custos desnecessários.
Desde a filosofia de Platão com seu Mito da Caverna até as redes sociais na internet, a percepção sempre foi a de uma realidade muito pessoal, coercitiva e tendo íntima ligação com a expectativa que é gerada nas mentes das pessoas. É essa percepção que determina o sucesso ou insucesso de uma marca, a satisfação e lealdade do consumidor.
O lucro nos negócios vem do cliente cativo, do cliente que fala bem de seu produto ou serviço e que traz os amigos com ele.
Aqueles que conseguem se comunicar melhor, estabelecer laços de empatia e motivar sinceramente seu público é que terão maiores chances de sucesso.
Escolhi como preâmbulo um texto filosófico antes do estudo deste complexo e fascinante assunto a fim de construir um melhor entendimento sobre o consumo de bens, serviços e o comportamento do consumidor de acordo com o tripé: percepção, expectativa e realidade.
Considerada uma das metáforas mais brilhantes já produzidas, O Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna, narrada por Platão no livro VII de A República, tornou-se um dos trechos mais lembrados no mundo filosófico pela forma com que destaca a prisão dos homens a conceitos que lhes são impostos.         
No livro, A Fórmula da Satisfação do Cliente, de maneira bem direta, você vai entender como funciona a satisfação na mente do consumidor e o que deve ser feito para conquistar e manter esses clientes com base em uma fórmula simples e eficiente.

Paulo Rubini - Escritor

sábado, 20 de julho de 2019

A Fórmula da Satisfação do Cliente



O lucro nos negócios vem do cliente cativo, do cliente que fala bem de seu produto ou serviço e que traz amigos com ele. Aqueles que conseguem se comunicar melhor, estabelecer laços de empatia e motivar sinceramente seu público é que terão as melhores oportunidades de sucesso. 

Neste livro, de maneira bem objetiva, você vai entender como funciona a satisfação na mente do consumidor e o que deve ser feito para conquistar e manter esses clientes com base em uma fórmula simples e eficiente. O ebook está disponível na Amazon onde você poderá degustar de uma parte, gratuitamente. 

Foram anos de estudo e pesquisa. Espero que gostem. 

LINKs para ePub e eBook
Amazon
Clube de Autores 

domingo, 6 de janeiro de 2019

ENTENDENDO O MITO E SUA FUNÇÃO


O mundo é mais fácil do que se pensa e mais difícil do que se pode explicar.

O paradoxo dessa afirmação reside no fato de que tudo o que podemos falar sobre o mundo, não é nada do mundo, ele mesmo. Todavia, o mais próximo que se pode chegar dessa relação entre falar e apreender o mundo, está nos mitos.

O mito surge entre os antigos analogamente ao aparecimento da linguagem. Era a maneira de dar razão aos fenômenos naturais, o nascer do sol ou a chuva que caia. O mito em sua essência é uma tentativa de explicar o homem em si. Decifre o mito e estará decifrando a si mesmo.

Os mitos resultam diferentes de uma sociedade pra outra. Mas sua essência é a mesma e inteligível para todas as comunidades. Alguns temas são, portanto, recorrentes em diferentes culturas, diversos mitos.

Toda sociedade tem ou teve, por exemplo, seu mito de criação e destruição e divindades que de uma forma ou de outra desempenham papéis semelhantes. Os mitos fazem então, a estruturação social creditada à função paterna. Dão sentido a essa função.

São, por isso, vetores totêmicos de aglutinação dos grupos humanos submetidos à civilização. Entende-se totem aqui como uma representação simbólica da função paterna que só existe porque há um mito que explica sua razão de estar lá. Entender isso é começar a sacar como o mundo funciona; como funcionamos nele, como nos articulamos com ele.

Na pós-modernidade temos uma falência de grandes estruturas totêmicas que nos explicavam o mundo. Instituições como igreja, a família como constituição tradicional, escola, Estado, partidos políticos, o fim das grandes utopias. Com isso o que se tem são outras entidades fazendo esse papel de forma mais contundente, sendo as marcas um grande exemplo disso.

Sarah Palin (política dos Estados Unidos e autora), por exemplo, tem a imagem pública desdobrada competentemente de sua vida pessoal – simultaneamente ex-modelo e líder administrativa livre da influência masculina; não é difícil identificar aí uma articulação do mito de Atlanta, a corredora bela que nunca se deixava vencer pelos homens. Shakespeare utiliza a mesma estrutura em sua obra “A Megera Domada” (The Taming of the Shrew). Crentes de poderem eventualmente domá-la, alguns machos se permitem seduzir por ela.

Mais flutuante do que o acadêmico, o publicitário contemporâneo pode tanto reproduzir mitos para sustentar uma campanha política quanto para a popularização do iPhone

Apple

Como explicar que um smartphone é desejável antes mesmo de serem conhecidos seus recursos, apenas porque há nele o logo de uma maçã?
Comunicação eficiente que nestes casos articulam desejos inconscientes para todos. Articulam os mesmos mitos essenciais com os quais Claude Lévi-Strauss pode – sem falar português ou qualquer língua indígena – conviver, conversar e ser admirado pelos povos nativos que conheceu. Os mitos têm linguagem universal. Algo das publicidades, também. A construção da marca contemporânea consiste então, em dar significados particulares a estes valores universais.
Os mitos pensam os homens antes que estes saibam dos mitos.

Isso serve também para as marcas. Por isso, um abacaxi mordido não atenderia aos desejos inconscientes que uma macã mordida pode evocar. A maçã seduziu Eva, Hera, Vênus e Atena, os homens vieram depois da primeira mordida. Quem não desejaria, então, possuir tal maçã? Freud perguntou: O que quer a mulher? Steve Jobs deu a melhor resposta: Uma maçã que capture os desejos masculinos. É mais do que o hardware. É publicidade capturando o mito.
A Vitória de Samotrácia (do gr. NIKE) é o exemplo mais óbvio. Símbolo de que a batalha é apenas para os fortes, suas asas terminam por constituir o logo estilizado da empresa de artigos esportivos.

JOHNNIE WALKER E PROMETEU

Quando Johnnie Walker passou seu legado ao filho, Alexander e este aos sucedâneos, o mantra “Keep Walking” estava já inscrito à marca. O mito do herói que morre, mas passa seu legado vem desde os gregos. Prometeu foi o primeiro. O jovem Feidípedes ao correr na batalha de Marathôn / Marathónas e pagar com a vida por isso. Demonstra que o homem teme a morte, mas teme mais a vergonha de ser esquecido.

Prometeu, na mitologia grega, foi aquele que criou o homem e também foi aquele que lhe ensinou o fogo.

Fogo é uma simbologia para conhecimento e com o conhecimento o homem foi capaz de coisas incríveis. Foi capaz primeiramente de andar em pé, sair do chão e olhar para frente. E olhando para frente foi capaz de inventar coisas, aperfeiçoar ferramentas, ou seja, progredir.

O mito de Prometeu é um dos mais emblemáticos para nossa cultura. Ele é poderosíssimo no sentido que é na sua essência o desejo universal de todos nós, sermos melhores do que somos hoje. De não nos conformarmos com o bom e procurarmos o ótimo.

BOLSONARO, O MITO... A MARCA



O primeiro passo do ser humano para a criação do sobrenatural foi com a natureza, onde o mito era algo maior, e o humano um mero instrumento ao bel-prazer dos deuses da natureza. A quantidade de religiões mortas que devem ter existido e hoje não são conhecidas por falta de registro deve ser enorme. Conforme a tecnologia e o conhecimento do ser humano foram evoluindo, ele deixou de ter um comportamento tribal para se assentar e desenvolver a agricultura.

A relação com os deuses também mudava, pois agora o ser humano começava a entender o funcionamento do mundo e seu poderio sobre a natureza desabrochava. A partir de então, começávamos a entender o que os seres superiores queriam de nós.

Com o estabelecimento das primeiras civilizações, a guerra ideológica dos mitos era vencida pelas crenças que tinham mais adeptos. Os mitos criados começavam a ganhar ares de religião formal. O apogeu das primeiras grandes civilizações, como a mesopotâmica e a egípcia, teve muito a ver com o sucesso das religiões com os adeptos cada vez mais numerosos. Isso foi elevado exponencialmente com a invenção da escrita.

Cada vez mais o mito deixava de ser algo assustador e temido para tornar-se curioso e respeitado. Os adeptos buscavam mais conhecimento, e os intermediários entre os mortais e os divinos ficaram mais numerosos. As religiões convertiam-se em forças motrizes para o arrebanhamento de fiéis e manipulação de multidões.

Sem entrar numa discussão de religiões, é inegável que a maior parte delas (se não todas) evoluiu de crenças simples elaboradas ou recebidas de alguma forma por um grupo pequeno de indivíduos de milhares anos atrás.

Como pudemos ver, a essência do mito está incrustada em todos nós e os marketeiros da campanha de Bolsonato tiveram a sensibilidade de captar isso. Claramente havia a incrível coincidência de que o nome em si já era um signo de progresso para a construção do mito, de uma marca forte que vende tudo. Sabemos que o mito é criado antes que as pessoas o percebam e neste caso, ao que parece, a personificação do pensamento de milhões de pessoas sobre vários temas como religião; sexualidade; segurança; equidade de gênero, raça e cor; dentre outros, estava em um único homem: Bolsonaro.  

Criou-se a necessidade premente de a população se ver livre da corrupção no país (e isto é legítimo) atribuindo a uma sigla partidária e seus membros toda a responsabilidade pelas mazelas nacionais. Tudo isso expressado na cor vermelha, símbolo de tudo o que é ruim para a sociedade, ao mesmo tempo em que se valorizam os símbolos nacionais como a bandeira. Ou seja: vermelho é mal e amarelo é bom. Além disso, mesmo nunca tendo sido uma nação socialista – O Brasil é capitalista na economia e democrático na política – criou-se a caracterização de que os maus são, além de vermelhos, socialistas e fundamentalistas marxistas, enquanto que o modelo neoliberal imperialista (no sentido de domínio econômico internacional) estadunidense é o objetivo a ser atingido pela sociedade brasileira com o “apoio” do também midiático Trump.  
O mito é uma projeção da psique humana frente ao “desastre”, tentando dessa forma explicá-lo ou tornar aquele fenômeno mais pessoal, de forma ao indivíduo assimilar melhor a experiência a ser vivida.

Saber qual o melhor momento para aderência do mito e qual seria a melhor “marca” para o eleitorado aderir não deve ter sido fácil e nem rápido. A construção do mito muitas vezes é executada sem que seu símbolo máximo tenha conhecimento disso. Bolsonaro talvez nunca tenha imaginado chegar aonde chegou depois de 30 anos de vida publica inexpressiva e possivelmente, mesmo “mitando” pelas redes sociais, não tenha a exata noção de onde está neste momento e a importância de manter acesa a chama do mito para que o planejamento antes determinado seja levado a cabo.  

Um mito não é um conto de fadas ou uma lenda.

Um mito é diferente de lenda, porque uma lenda pode ser uma pessoa real que concretizou feitos fantásticos, como Pelé, Elvis Presley, Einstein etc. Um mito é um personagem criado, como Zeus, Hércules, Hidra de Lerna, Fênix...

domingo, 21 de outubro de 2018

Porque diferenciar cliente e consumidor

Algumas vezes você é cliente, noutras consumidor e também ambos em muitas situações de consumo.











Do latim cliens, o termo cliente permite fazer alusão à pessoa que tem acesso a um produto ou serviço mediante pagamento. A noção tende a ser associada a quem recorrer ao produto ou serviço em questão com assiduidade, ainda que também existam os clientes ocasionais (ou pontuais).

Dependendo do contexto, a palavra cliente pode ser usada como sinônimo de comprador (a pessoa que compra o produto), utilizador (a pessoa que utiliza o serviço) ou consumidor (quem consome um produto ou serviço).
Exemplo: uma criança matriculada numa escola particular cujo pai é quem paga a mensalidade. Neste caso, a criança é o utilizador e o pai, o cliente comprador do serviço. Cliente é sempre quem paga, mas nem sempre quem consome.
Confuso? Não. A distinção é necessária para que a abordagem de comunicação do planejamento de marketing seja correta, direcionada ao player de interesse da ação.

Cliente ou Consumidor?

Antigamente quando ainda não existia a internet e o comércio girava em torno de poucos estabelecimentos por segmentos, a figura do freguês era notória; indivíduo que tinha por hábito fazer compras ou usar os serviços do mesmo estabelecimento, e muitas vezes com o fiado anotado na “cadernetinha”.  
O tempo passou e o cliente não é mais fiel, mas sim o dono do mercado de consumo. É ele quem decide tudo, inclusive se seu negócio vai se manter de pé. É de suma importância identificar quem tem o poder de decisão pela aquisição e quem tem o poder de escolha do bem ou serviço, em todos os pontos de contato, dentro ou fora da internet, para que direcione acertadamente sua comunicação com ele.  
Tipos de Clientes

Os especialistas em marketing e vendas fazem a distinção entre diferentes classes de clientes. Os ativos, aqueles que compram com freqüência. Os inativos, que não realizam compras há algum tempo e que provavelmente o estejam fazendo na concorrência.

Outra classificação reúne os clientes em clientes satisfeitos ou clientes insatisfeitos. Ou seja, os clientes têm necessidades que a empresa ou o vendedor tem todo o interesse em satisfazer e que, quando da realização da compra do produto ou do pagamento do serviço, o cliente tem expectativas quanto àquilo que adquiriu. Se as necessidades não forem satisfeitas ou as expectativas não forem cumpridas, é muito provável que o cliente deixe de comprar.

Este princípio básico de marketing deu lugar à famosa expressão “O cliente tem sempre razão”. A empresa deve, portanto, centrar os seus esforços na satisfação do cliente, tendo em conta que um cliente satisfeito acaba não só por voltar, mas também por continuar a comprar e gastar o seu dinheiro, além de trazer novos clientes para sua empresa.

Finalmente, satisfaça a necessidade de cliente e de consumidor de forma distinta para que suas chances de fidelização (quase uma utopia nos dias atuais) cresçam.

- Trecho do livro “A Fórmula da Satisfação do Cliente” , que será publicado em breve.

Paulo Rubinipcrubini@gmail.com
Consultor de Marketing e Planejamento Estratégico

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Retorno com publicidade


Estes caras cunharam as frases:

William Edwards Deming : “O que não pode ser medido, não pode ser gerenciado” 

Peter Drucker: “O que pode ser medido pode ser melhorado”


Em suma, uma e outra dizem a mesma coisa, só se podem administrar resultados daquilo que se pode medir.


Especificamente no campo da publicidade, onde muitas agências se vendem por conquistas de prêmios, muito se gasta e nada se mede.


Uma linda propaganda de TV não significa lindos resultados no gráfico de sua empresa.


Quando você contrata uma empresa de publicidade deve ter em mente o que pretende com sua propaganda. Quer melhorar a lembrança na mente do consumidor? Quer maior participação no seu mercado? Quer melhorar o resultado de vendas?


Muitos empresários, e principalmente os pequenos, se descuidam no aspecto resultados do gasto com publicidade.


Não façam mais isso! Estamos atravessando um atoleiro econômico que parece não ter fim e cada real gasto de seu budget tem de dar resultado ou você deve mudar a estratégia.



Faça contas e não se empolgue com agências que ganham muitos prêmios dentro de concursos promovidos por publicitários. Decerto, muitas são eficientes e já mostram as projeções esperadas e se o resultado foi alcançado.


De maneira simples, faça o seguinte se seu propósito for aumentar numero de vendas individuais por meio de uma propaganda de TV em 90 dias, por exemplo: hoje vendo 100 itens X/ mês, a 1000 reais cada um com uma margem liquida de 20%, o que lhe dá 20.000 reais.


Quero aumentar minhas vendas do item X em 20%, indo para 120 itens X/mês.
Para alcançar o objetivo esperado vai ter de vender 60 itens X a mais nesses 90 dias, resultando em 12.000 reais de lucro liquido.


Se sua meta foi alcançada e seu gasto com publicidade ficou abaixo do ganho liquido, valeu a pena não apenas por ter alcançado o objetivo determinado, mas por ter conseguido, indiretamente, maior participação no mercado e melhor visibilidade da marca ao longo do tempo.


Este foi somente um exemplo primário para alertar de que tudo deve ser medido dentro de sua empresa, desde a quantidade de clips gastos até o valor destinado a promoção de sua marca.

Logo, eu diria que: “Se não pode ser medido não deve ser feito”.


Paulo Rubini

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Quanto vale um consumidor?



Gosto de exercícios físicos e quando não estou no Dojô, pratico caminhadas e corridas leves.  Recentemente, em visita a Buenos Aires, comprei o “inovador#springblade da #Adidas +adidas , para a prática das corridas e caminhadas. Adquiri o tênis na loja Stockcenter do Shopping Abasto, aproveitando o cambio favorável uma vez que o tênis tinha um preço razoável aqui no Brasil. 


+adidas  sempre foi uma marca presente na minha vida.

Surpreendentemente, com poucos dias de uso a parte do solado do #springblade começou a descolar (fotos).  Parece que há uma falha na construção do projeto #springblade +Adidas Springblade Exclusive, porque as hastes são soldadas à sola e não um único corpo: solado e hastes.

#springblade +adidas #solado #descolando

Mesmo tendo adquirido um produto original da marca fora do país, achei legítimo buscar uma reparação, tendo em vista ser uma marca global (e há jurisprudência que concorda comigo) e por entender que a marca teria interesse em analisar o tênis a fim de melhorar o projeto em um possível #springblade2 e/ou fazer um recall para saber quantos estão com o mesmo problema. 

Para minha surpresa constatei que a marca entrega demandas como esta para o pessoal do SAC, que responde seguindo scripts prontos.

Bem, o Brasil conta com 95 milhões de processos judiciais em tramitação e decidi não ajuizar mais um porque todo processo é desgastante e acredito que a @adidas irá rever sua posição amadora diante dessa situação. 


Branding?

Empresas perdem clientes com o passar do tempo, mas são poucas as que sabem quantos ou tentam entender os motivos da perda e, pior, continuam cometendo os mesmos erros. Ironicamente, investe-se muito tempo, esforço e dinheiro no relacionamento inicial com o cliente, para, em seguida, depois que a venda já foi feita, permitir que as interações entrem no campo da reatividade. A maneira mais fácil de fazer um negócio crescer é mantendo os atuais clientes. A partir de agora, @Adidas perde um antigo cliente.

Muitas empresas fazem um excelente trabalho de venda inicial e, em seguida, se acomodam com a entrada do novo cliente e vão atrás de prospects. Para fidelizá-lo e assegurar as referências que ele pode trazer, demonstram com ações de cortesia, que a sua empresa realmente se importa com ele. Isto é, agradecem pela transação realizada, lembram-no do porque fechou negócio com a sua empresa, para que ele tenha certeza que tomou a decisão certa. Já aconteceu algo semelhante comigo e uma marca mundial de relógios de pulso, onde o próprio diretor da empresa no Brasil se encarregou de contatar-me para a solução do problema, diferentemente do que estou relatando aqui. Não que tenha julgado primordial ser atendido pelo diretor da empresa, mas ficou registrada a importância que a empresa dá a seus consumidores.

Fidelização requer uma comunicação constante com seus clientes. Por isso, é importante ter controle dessas interações, com a programação de ligações ou envio de e-mails para convidar para eventos, fazer ofertas especiais, follow up’s, agradecer e, inclusive, fornecer feedbacks. Este seria um caso de @adidas dar satisfação sobre a falha estrutural de seu produto ao consumidor.

Essa rotina é muito comum antes e durante a venda, porém, muitas vezes, negligenciada no momento crucial da fidelização: o pós venda. Reconhecer seus clientes, mantê-los informados, responder às suas dúvidas em tempo hábil e reforçar a razão pela qual eles estão fazendo negócio com você são algumas das ações que fazem com que eles se sintam parte do seu negócio, de forma que irão querer sempre voltar. Não adianta fingir que se aproxima do cliente, tem de existir envolvimento verdadeiro.

Dependendo de cada tipo de negócio ou perfil do cliente, pode ser que eles não saibam como reclamar, não possuam tempo para isso ou apenas não acreditem que isso fará alguma diferença. Dessa forma, a empresa pode perdê-lo (e todas as possíveis indicações que ele poderia fazer), antes mesmo de saber que ele estava insatisfeito.

Por isso, é importante implantar métodos capazes de medir a insatisfação deles. É uma ótima oportunidade para trabalhar os pontos falhos e ser proativo, mostrando o que todos gostam de saber: que você está atuando para resolver os problemas do seu cliente.

Como aqui revelado, @Adidas #Adidas não quis saber de minha insatisfação e muito menos a repercussão que isso pode ter.

Então, respondendo ao titulo deste texto, este consumidor não vale um par de tênis.

#Adidas #springblade, #never #again!





sábado, 25 de abril de 2015

Karatê e planejamento

Um dia perguntaram-me se lutava Karatê. Respondi que não, mas que eu praticava Karatê. A resposta é perfeitamente apropriada para mim, como seria para outros que lutam Karatê, como prática esportiva de competição, o que não é meu caso.
Karatê é uma filosofia de vida que conjuga muitas coisas, dentre essas, o hábito da perseverança e o da disciplina. Karatê é para toda a vida, um dia de cada vez.
"O segredo do combate reside na arte de dirigi-lo" - Funakoshi
A frase do mestre denota não apenas a percepção sobre o Karatê dentro do tatame, mas como devemos guiar nossas vidas.
A conclusão de um ciclo é o cumprimento de um objetivo dentro de um grande plano que inclui o sensei e os parceiros de dojô aos quais devo gratidão.

Não devemos ter sonhos, mas metas. Com planejamento, dedicação e correção de desvios, atingiremos nossos propósitos quer seja na prática esportiva ou na vida.

Osu 

domingo, 12 de outubro de 2014

Final de campeonato

A disputa presidencial brasileira, pela polarização dos dois candidatos, mais parece uma final de campeonato brasileiro de futebol com torcidas emocionais e muitas vezes violentas.

Só que não se trata de futebol.

O que está em jogo pode parecer ser apenas o resultado do dia 26, mas não é só isso! também o futuro de um país está em jogo. Muitos não sabem, mas o pensamento ideológico de um candidato é antagônico ao do outro. Ou seja, não será trocando Dilma por Aécio que teremos um paraíso. Não digo isso porque acredito mais no modelo de Dilma, mas digo isso porque com a saída de Dilma não se apagarão os graves problemas a serem enfrentados de um dia para o outro. Se Aécio for vitorioso, toda a política de governo mudará.

Mudança representa um plano de ação, uma estratégia de governo, e não apenas uma palavra vazia ou uma pessoa. Não será apenas a troca do mandatário maior do país, mas toda uma política de governo para educação, saúde, investimento em infraestrutura, política externa e etc.

Capital Vs Social, estes dois são os times que estão em campo. De um lado, a distribuição de renda e de outro, o mercado. Posso falar isso porque, diferentemente de um cenário com Marina, que pregou uma terceira via, Aécio representa um modelo que já foi testado e Dilma, um modelo que ai está.

A frente do BC, Arminio Fraga, futuro ministro da fazenda de eventual governo Aécio, deixou o governo FHC em 2002 com inflação de dois dígitos e dólar a quase R$ 4, além do risco Brasil avaliado pelas agências internacionais, de cócoras.  Com o “lobo de Wall Street” novamente à frente da economia do Brasil, o PSDB não passará de um cavalo de tróia em cuja barriga estufada se acomodará a galera do rentismo travestido de defensores da “responsabilidade fiscal”, com arrocho salarial, altas taxas de juros e poucos investimentos públicos.  

Quanto ao governo do PT, os números falam por si e não adianta muito citá-los novamente aqui, mas gostaria apenas de ressaltar que o Brasil enviou milhares de estudantes para estudar no exterior com tudo pago. Boa parte das instituições de ensino privado do país tem a maior parte de suas receitas oriundas de repasses do governo federal em razão do PROUNI, FIES e etc. Foram mais de 400 Institutos Federais, mais de 20 novas universidades Federais em contrapartida quase nada do modelo neoliberal de FHC, que Aécio quer repetir.  

Nesta eleição, até o Zé Dirceu estaria no segundo turno contra Dilma. A maior parte dos eleitores de Aécio não vota nele, mas contra o PT. Algo como torcer para que outro time vença para que o seu seja favorecido no campeonato. Todo esse ódio destilado pela grande mídia é resultado da incompetência do atual governo em não criar a lei dos meios por uma imprensa livre e democrática.

De qualquer forma, ganhe quem ganhar, será uma escolha de modelo econômico. Será uma escolha democrática do ponto de vista das urnas, mas certamente a eleição acintosamente mais criminosa de todos os tempos pela falta de isenção da mídia, dos organismos de pesquisas e de parte do judiciário.

Sendo Dilma ou Aécio, estarei aqui e continuarei com meu ideal de esquerda. Tudo parece ser cíclico e se tiver que passar por um novo ciclo de privatizações, altas taxas de juros e desemprego, apenas para se manter a taxa de inflação dentro da meta, que seja e toda a sorte do mundo para o Brasil.  
   
#Dilma13


sábado, 30 de agosto de 2014

Dois passos à frente.


Não estive lá, mas conta o livro que Jesus passou por um perrengue danado por desagradar alguns caras maus de Roma.


Os ingleses queriam ver Gandhi reduzido a pó.
Dalai Lama não pode nem pensar em pisar na China.  

Madre Teresa de Calcutá estava envolvida em tramóias “filantrópicas”, dizem.

Se for seguir o cardápio religioso, poucos escaparão! Gays, lésbicas, adúlteros e etc.

Não tente agradar a todos. Você não vai conseguir!

Antes de seguir, quero esclarecer que este recadinho não se trata de qualquer tipo de desabafo ou coisa do gênero, mas apenas uma constatação de quem já gastou alguma sola de sapato e porque as pessoas gostam de você pelo que você é, e não pelo que pensa ser. Então, Keep Calm and...(complete a sentença). 

Palavras do piloto, ex-piloto, comentarista de TV e filósofo Rubinho Barrichello, quando de sua recente primeira vitória na Stock car: “A minha teoria é que 33% das pessoas gostam de você, 33% delas não gostam e 33% não se importam. Teve amigo me falando que disseram para ele que eu só ganhei a corrida porque era para ir atrás do milhão, porque sou mercenário - só para ter idéia do nível de bobeira que as pessoas podem chegar a falar.”.

..............................................Rápido o Rubinho, não?

Só políticos precisam de popularidade. Como mero coadjuvante nessa vida, quem sou eu para preocupar-me com as pessoas que não gostam de mim (segundo o Rubinho, 33%). Isso é um problema exclusivamente delas.

Esteja próximo das pessoas de quem mais gosta.

Agradar a todos é impossível, todavia algumas pessoas possuem esse sonho utópico e infelizmente vivem sofrendo por isso. Sem dúvidas, se alguém busca ter uma vida própria e convicções únicas, é fundamental ter personalidade e não se deixar levar pelas teorias alheias. Tome partido, posicione-se sobre o que quiser. Tenha ideal ou simplesmente deixe-se levar pelos ideais dos outros, mas não seja indiferente porque vai parecer um ornamento e não um ser dotado de inteligência.

Ninguém é perfeito em sua visão de mundo (e ninguém é de ferro para tolerar insultos, exceto o iron man do cinema), e como diz um velho ditado: “você deve ser a causa das coisas, não o resultado delas”. Uma atitude passiva fará de você o objeto da ação de outra pessoa e te fará dependente do resto do mundo.

Escolha suas companhias porque o caminho é curto.

Um dos maiores bens que você pode dar a alguém é o seu TEMPO. Dar o seu tempo é dar uma porção da sua vida que nunca mais vai voltar. Portanto, escolha bem as pessoas que farão parte dessa jornada para não perder seu precioso tempo.

Não podemos ser o que não somos. Um dia a máscara cai. Mas, como somos seres sociáveis devemos buscar o máximo em nossos relacionamentos, aqueles que nos interessam verdadeiramente. Então, com esses (os outros 33% citados pelo filósofo Rubinho) tente ser:
- imparcial nas avaliações;
- solícito;
- empático;
- bem-humorado;
- equilibrado nas ações e emoções;
- fiel às pessoas de quem mais gosta.

Cada um de nós deve seguir seu caminho conforme sua vontade e disposição para arcar com suas escolhas, pois “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

Fannie Flagg disse: “Lembre-se, se as pessoas falarem por suas costas, quer dizer apenas que você está dois passos à frente.”.


terça-feira, 24 de junho de 2014

Contra Burocracia

Acredito que o Brasil seja um dos países mais burocráticos do planeta. É carimbo para tudo!



Imagine que um cidadão empossado de "fé publica" tem o poder de dizer que você é mesmo você com um simples carimbo sob assinatura; mais até que sua própria palavra ou sua persona. Aliás, nosso regime cartorário remonta ao tempo do império de Don João.

A burocracia é um dos maiores culpados pelo custo Brasil; muito mais do que o sistema tributário. Não há velocidade para nada e como sabemos: time is money!

Acabei de ler um livrinho sobre as idéias de Charles Handy, o profeta das mudanças no mercado de trabalho, e nele Handy fala da burocracia nas empresas em um de seus 4 fatores sobre como uma organização cresce. 

Em o Crescimento pela Coordenação, uma organização terá de passar pelo momento evolutivo que culminará numa crise de burocracia e para prevenir-se contra a paralisia porque nessa fase mais e mais processos são criados para exercer controle - sobre tudo, de gastos a planejamento -, para descobrir o que está acontecendo e manter padrões de eficiência. Essas boas intenções desembocam rapidamente em mais práticas: preenchimento de formulários, procedimentos escritos, obtenção de autorizações, reuniões sem fim. 

A empresa torna-se uma burocracia paralisada.

Para romper o gargalo da burocracia e prevenir-se contra sua retomada, lembre-se sempre do SSI (Simplifique, Seu Idiota) e siga práticas antiburocracia o tempo todo.

CONTRA BUROCRACIA:
  1. Faça uma limpeza anual, usando o seguinte principio: todo procedimento administrativo é desnecessário a menos que se prove o contrário.
  2. Sempre que possível, use confiança em vez de controle.
  3. Autorize as pessoas a não irem a reuniões em que não tenham contribuição a dar ou contestar o valor de formulários e relatórios.
  4. Recompense departamentos administrativos por forças-tarefa bem-sucedidas em melhorar ou eliminar procedimentos.
  5. Premie idéias para cortar burocracia e custos administrativos.
  6. Seja corajoso e radical ao fazer reformas.



Veja o brilhantismo das regras cunhadas na missão da empresa varejista Nordstrom:
  • Use sempre seu melhor critério;
  • Não há outras regras.
Elimine a #burocracia de sua vida, de sua empresa, e aproveite seu tempo.