terça-feira, 23 de novembro de 2010

Chip transformará o telefone em um cartão de pagamento

jornal Folha de S. Paulo 15/11/2010 - Julio Wiziack e Toni Sciarretta

Prestação de serviços de telefonia, um mercado aberto recentemente pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

As novas regras da agência permitem que qualquer empresa se associe às operadoras móveis do mercado usando a infraestrutura delas para prestar serviços de telefonia diretamente a seus clientes. Por isso, as interessadas foram batizadas de "teles virtuais".

A Anatel permitirá que os bancos escolham dois caminhos. No primeiro, as instituições comprarão no atacado milhões de minutos das teles e depois venderão (ou repassarão como prêmio) aos clientes. Na segunda opção, alugam a rede da operadora e prestam o serviço

No início deste mês, a Folha revelou que BB, Bradesco, Itaú e Santander já estão com projetos em andamento para 2011. Com isso, deve ocorrer a massificação do uso do celular como cartões de débito e crédito, uma mudança nas formas de pagamento eletrônico no país.

Esse sistema funcionará como a recarga de um celular pré-pago. Para carregar o celular de dinheiro bastará fazer transferências da conta corrente via internet, agência, caixa eletrônico ou pela central de atendimento.

A Caixa já começou a fechar sua estratégia de atuação e teria decidido iniciá-la atendendo as 12,3 milhões de famílias do Bolsa Família. Futuramente, haverá outros serviços via celular a todos os correntistas do banco.

Com o serviço, não mudaria a gestão do Bolsa Família, dividida entre municípios, Estados e União. A diferença seria a transferência de valores pela Caixa para o celular do beneficiário.

Ainda não se sabe quanto a instituição terá de investir nesse serviço. Isso porque ele exigirá a oferta de celulares e minutos gratuitos.

Mas, segundo apurou a Folha, esse custo será muito menor do que levar agências ou caixas eletrônicos às localidades descobertas.

BANCO MÓVEL

Atualmente, boa parte dos beneficiários do programa vive em localidades onde não existe agência da CEF, tampouco caixas eletrônicos que aceitem o cartão Bolsa Família para saques.

Na telefonia, há cobertura de celular em quase todos os municípios. Onde falta, ela chegará até o final deste ano.

Com a possibilidade de virar uma "tele virtual", a CEF e outros bancos chegarão -via celular- em locais onde não há agências.

Os novos chips que equiparão celulares, máquinas de débito e caixas eletrônicos "conversarão" entre si e já começaram a ser trocados pelas empresas responsáveis pelas máquinas de cartões.

Bastará aproximar o celular desses terminais e efetuar pagamentos ou saques.

O caixa de um banco concorrente também poderia liberar o dinheiro (cobrando uma taxa por isso), como fazem hoje os caixas 24 horas. Para isso, os bancos ainda precisam fechar acordos. O crédito seria transferido via celular para o banco concorrente automaticamente.

Nos estabelecimentos comerciais, as máquinas de débito também aceitarão o celular como pagamento. Onde não existe máquina, poderá ocorrer uma transferência de créditos entre celulares.

NOVAS BARREIRAS

O único problema para que o uso do celular como forma de pagamento avance no país é a pressão que as teles estão fazendo na Anatel para que os interessados em prestar serviços de telefonia a seus clientes sejam obrigados a se associar a somente uma operadora.

A proposta inicial dava liberdade para que uma companhia se associasse a quantas operadoras quisesse. Na semana passada, um conselheiro da Anatel pediu vistas e paralisou o processo.

Na avaliação de especialistas, a exclusividade das operadoras poderá levar o serviço ao fracasso.

Isso porque, em sua maioria, os correntistas de um banco já têm um celular. Associar-se a somente uma operadora poderia levar o cliente a mudar de banco só para ter o serviço, caso sua operadora fosse diferente daquela com que o banco fechou contrato.

Esse modelo também traria problemas de cobertura, já que existem localidades atendidas hoje por somente uma operadora e que possuem mais de um banco.
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Esperar para ver.
Acredito que se abre ai um grande e novo mercado.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estratégia no Varejo - Pão de Açucar altera política de parcelamento

jornal Valor Econômico 12/11/2010 - Daniele Madureira
O maior varejista do Brasil mudou sua política de vendas parceladas. Desde o mês passado, o consumidor das bandeiras Extra e Ponto Frio do Grupo Pão de Açúcar encontra condições diferentes na hora de fazer suas compras de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. A média de 9,5 vezes fixas no cartão de crédito caiu para 7,5 vezes. Já as compras com juros, parceladas em até 24 vezes, receberam uma taxa de 2,99% ao mês, contra a de 4,99% praticada anteriormente.

A mudança representa uma mudança de paradigma para o varejo, que é muito dependente das vendas no cartão de crédito. Quanto maior o número de parcelas, mais as redes desembolsam na antecipação do pagamento de recebíveis para os bancos, o que compromete o seu capital de giro. Com a redução do número de vezes parceladas fixas, o Pão de Açúcar deseja reduzir as despesas financeiras e, ao mesmo tempo, ter mais dinheiro em caixa.

"Nós estávamos oferecendo crédito de graça para quem não precisa", diz o vice-presidente do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem. "Quem comprava um produto de R$ 2,4 mil em dez vezes de R$ 240 pode perfeitamente pagá-lo em oito vezes de R$ 300", afirma. "Quem precisa de crédito compra com juros e, para esse consumidor, diminuímos a taxa", diz.

Trata-se de uma mudança fundamental para o varejo, uma vez que as redes se tornaram de certa forma dependentes das vendas no cartão. "Essa prática, de parcelar no cartão, foi iniciada com Casas Bahia há pouco mais de cinco anos, e se mostrou um tiro no pé, uma vez que o carnê, que era mais vantajoso para as empresas, perdeu força", diz o especialista em varejo Eugênio Foganholo.

Segundo ele, a oferta de dez vezes sem juros pela Casas Bahia no passado forçou todos os varejistas a seguir a mesma prática. "Era preciso que o varejista tivesse um poder de compra muito bom para, em uma base ligeiramente menor de custo de mercadoria, oferecer o sem juros no cartão", diz Foganholo. "Para acompanhá-los, o varejista chegava a trabalhar com rentabilidade negativa". Agora, se o líder muda, todos devem seguir a nova política.

E o Pão de Açúcar tem bons motivos para mudar. Na divulgação dos resultados do terceiro trimestre, o grupo registrou queda de 30% no lucro líquido, para R$ 115,1 milhões em comparação ao mesmo período de 2009. O resultado teve impacto de despesa financeira líquida do grupo e da Globex (que reúne os ativos de Ponto Frio e, a partir do próximo trimestre, também de Extra Eletro e Casas Bahia).

De julho a setembro, as despesas financeiras líquidas somaram R$ 191,7 milhões, um aumento de mais de 184% sobre o mesmo período do ano passado, quando somaram R$ 67,4 milhões.

Segundo Bethlem, o aumento da dívida líquida foi provocado pelas aquisições, como a do Ponto Frio, e da expansão orgânica. Do lado da Globex, houve ainda uma despesa financeira de desconto de recebíveis, que acabou sendo adequada à política do Grupo Pão de Açúcar.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida) consolidado correspondeu a R$ 493,5 milhões entre julho e setembro, o que significa elevação de 41,8% perante os R$ 348,1 milhões somados em igual intervalo de 2009. A margem Lajida passou de 5,7% para 7%.

As vendas brutas consolidadas somaram R$ 7,939 bilhões no trimestre, com expansão de 15,6% em relação aos três meses até setembro de 2009. As vendas líquidas subiram 16,6%, atingindo R$ 7,1 bilhões.

No conceito "mesmas lojas" (pontos com no mínimo 12 meses de operação, que inclui Ponto Frio), as vendas brutas cresceram 12,5% em relação ao terceiro trimestre de 2009 e 7,2% em termos reais (deflacionadas pelo IPCA). Nesse conceito, as vendas líquidas nominais cresceram 13,1%.

Para a analista Juliana Campos, da Ativa, o resultado está em linha com o esperado. "O problema está nas despesas financeiras, principalmente do Ponto Frio, mas a empresa já sinalizou que isso pode melhorar, com a captação de FDIC [fundo de investimento de direitos creditórios], oferecido a uma taxa bem inferior à de mercado", afirma.

Juliana elogia a redução do parcelamento sem juros, mas lembra que há a preocupação de a medida tirar parte da competitividade da empresa. Daniela Bretthauer, analista da Raymond James, pensa o mesmo. "Pode ser que a medida certa retração nas vendas em um primeiro momento, porque o brasileiro se acostumou às dez vezes sem juros, mas é uma mudança fundamental para o varejo".

Bethlem garante que não houve recuo nas vendas. "Em outubro, quando começamos a implantar essa política, as vendas cresceram 7%", diz.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Consumo - Pesquisa mostra que classes C e D já representam um mercado de mais de R$ 800 bilhões

portal Cidade Biz 09/11/2010

A melhoria da renda do brasileiro aumentou o potencial de consumo das classes C e D, que já representam um mercado de R$ 834 bilhões, segundo levantamento feito pelo Instituto Data Popular. Só os jovens movimentam, de acordo com a pesquisa da empresa de consultoria, em torno de R$ 96 bilhões. E para cada R$ 100 em mercadorias vendidas no mercado varejista, R$ 41 se destinaram a produtos comprados por mulheres.

Os dados foram divulgados hoje pelo sócio-diretor do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, na abertura da primeira edição do Congresso Nacional sobre Mercados Emergentes, que ocorre até amanhã na capital paulista. O encontro reúne executivos de grandes redes varejistas e pequenos comerciantes e tem o objetivo de debater os anseios dessa nova clientela e novas estratégias de venda.

De acordo com Meirelles, engana-se quem acredita em uma nova demanda onde a escolha é ditada apenas pelo preço que cabe no bolso. Ele disse que a população de baixa renda que ingressou recentemente nas classes C e D sabe dar valor a cada centavo gasto e prefere aplicar o dinheiro em itens com preço e qualidade em uma faixa intermediária.

O executivo ponderou que os produtos mais baratos, incluindo os “piratas”, são desprezados porque duram pouco e os mais sofisticados e caros estão fora da lista de compras porque comprometem a renda desse consumidor. “Se o mundo corporativo quiser uma fatia desse mercado, é fundamental que exercite a humildade de se colocar no lugar do outro e entenda que o novo consumidor fala uma língua muito diferente da língua falada pela elite”, disse Meirelles.

Algumas informações que o executivo considera peculiares dessa faixa de consumo são o interesse por itens com referências da cultura negra e da cultura popular; o uso de cores; e produtos voltados para o sexo feminino, já que houve grande ascensão das mulheres nessa nova classe média brasileira.

De acordo com ele, esses consumidores emergentes já detém 69% dos cartões de crédito e consomem 76% de tudo o que é vendido nos supermercados. A maioria, 85%, prefere fazer compras no próprio bairro onde reside.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Marketing de Guerrilha - Seja um Guerrilheiro!

Você não tem que ser formado em marketing ou publicidade para criar ou implementar uma campanha de marketing de guerrilha. Só que, além de conhecer muito bem sua marca, é preciso CRIATIVIDADE, AMBIÇÃO e OUSADIA para criar métodos novos e apresentar sua empresa.

Ressaltando, ENFATICAMENTE, que a criação de um plano de marketing é vital. Não se estresse. Criar uma estratégia é o ponto básico do seu negócio para ajudá-lo a traçar uma trajetória para os seus planos de marketing. Aprofunde-se no seu negócio, antes de tudo. Faça as seguintes perguntas a si mesmo:

  • Quem eu estou tentando abordar? Quem são os prováveis clientes? Para melhor posicionar-se, primeiro identifique quem poderia se beneficiar diretamente do seu produto e parta daí.  

  • O que estou tentando dizer ou vender? O que você quer? Você quer que eles comprem alguma coisa? Visitem o site? Falem com os amigos? Esclareça o que você quer comunicar para que possa criar sua mensagem adequadamente.

  • Qual o melhor local para abordá-los? Onde está esse pessoal evasivo que você está tentando alcançar? Eventos esportivos? Corte e costura? Repetindo, olhe especificamente para onde os clientes mais fáceis de alcançar estão e amplie a sua busca a partir daí.

  • Qual é o melhor horário para abordá-los? Digamos que o seu produto seja para ajudar a dormir. O horário da manhã provavelmente não é um bom horário para tentar abordar os seus clientes. Quando você tenta comunicar-se com seu público, quando eles estão dispostos a ouvir?

  • Por que eles se interessariam no seu produto, marca ou serviço? O que você está trazendo que é diferente de qualquer outra coisa? A resposta para esta pergunta irá ajudá-lo a criar uma mensagem que seja persuasiva e efetiva.

  • Como posso fazer algo que se sobressaia dos outros que também fazem? Considere o que está sendo feito pelos concorrentes e tente descobrir uma maneira de fazer os seus esforços superarem os daqueles que estão atrás dos mesmos clientes.
Então, meus caros, saibam que marketing de guerrilha é uma forma de marketing que leva a mensagem para os clientes em potencial de um modo envolvente e totalmente inesperado.

Assim, como usado nos períodos de guerra, as estratégias de guerrilha envolvem a escolha de oportunidades onde o oponente não espera o ataque. Sob vários aspectos, estes são os princípios essenciais do marketing de guerrilha. As táticas seguem um plano básico similar de ataque:
1.     Identifique o seu alvo (público)
2.     Crie estratégias para saber onde eles estão e como você pode causar a impressão mais efetiva.
3.     Atinja-os de uma maneira completamente inesperada e impactante.


Glossário de Marketing de Guerrilha

- Marketing de Guerrilha é - ou pelo menos deveria ser - praticado na maioria das vezes por empresas pequenas e médias. Estas empresas não têm o mesmo fôlego financeiro para lançar campanhas publicitárias caríssimas na televisão, por isso apelam pro marketing de guerrilha para criarem ações de impacto que caiam na boca do povo e que virem notícia. Para isso preferem utilizar mídias mais alternativas.

- Marketing de Emboscada (Ambush Marketing): São ações de guerrilha criadas em torno de algum evento no qual sua empresa não é patrocinadora oficial, buscando criar um vinculo, e associar sua marca com o evento. Um exemplo de evento que sofre bastante emboscada é a Copa do Mundo de Futebol.

- Marketing de Boca a Boca (Buzz Marketing): Campanhas de marketing que utilizam o seu público alvo como disseminadores de sua mensagem. Através do boca a boca sua empresa encontra uma maneira bem barata de divulgação.

- Marketing Viral: o marketing viral se utiliza às vezes para descrever algumas classes de campanhas de marketing baseadas na internet, incluindo o uso de blogues, de sites aparentemente amadores, e de outras formas de astroturfing para criar o rumor de um novo produto ou serviço.

- PR Stunt: São ações de guerrilhas que são realizadas para gerar interesse da imprensa. Você potencializa sua ação fazendo uma assessoria de imprensa para que isso gere notícias em diversas publicações e meios de comunicação.

- Ação de Rua: Criar eventos na rua para passar sua mensagem, como apresentações com malabaristas, teatro de rua, passeatas, protestos, seja na rua, na praia, ou num shopping center. São ações que entram diretamente em contato com o seu público alvo de uma forma diferente.

- Marketing Invisível (Stealth Marketing): São ações de guerrilha onde você expôe a sua mensagem de uma forma não comercial. O seu público-alvo nem é abordado de uma maneira mais criativa e sua mensagem é passada com sucesso. Exemplos são interações em fóruns online como o Orkut, blogs ou até mesmo ações offline com abordagens discretas no público-alvo.

- Community Marketing: Formando ou apoiando comunidades que possam criar interesse sobre a marca (como fan clubes, fórum de discussões) providenciando ferramentas, conteúdo, e informação para apoiar estas comunidades.

- Grassroots Marketing: Organizando e motivando voluntários a participarem em projetos pessoais ou de alcance local.

- Evangelist Marketing: Cultivando evangelistas, voluntários que são incentivados a tomarem um papel de liderança ativamente espalhando mensangens no seu nome.

- Product Seeding: Colocando o produto certo, nas mãos certas, na hora certa. Providenciando informações e amostras a pessoas influentes.

- Influencer Marketing: Identificando comunidades chave e lideres de opinião que podem se interessar em falar sobre sua marca e tem habilidade de influenciar outras pessoas.

- Cause Marketing: Apoiando causas sociais para ganhar respeito e apoio daqueles que se identificam com a causa.

- Conversation Creation: Anúncios interessantes ou engraçados, emails, jingles, entretenimento ou promoções feitas para começar a atividade de boca a boca.

- Brand Blogging: Criando blogs e participando na blogosfera, no espírito de comunicação aberta e transparente compartilhando conteúdo de valor que a comunidade de blogueiros possa querer falar a respeito.

- Referral Programs: Criando ferramentas que permitem clientes satisfeitos indicarem você aos amigos deles.

sábado, 6 de novembro de 2010

Decisões de Marketing de Varejo

Decisões de localização

Localização é uma das decisões mais importantes da administração varejista. Neste caso, de forma diferente da indústria, o estabelecimento deve estar localizado próximo aos consumidores e, portanto, a estratégia de localização deve considerar, dentre vários aspectos, a concorrência, que também persegue os mesmos objetivos. O ponto de venda na configuração espacial do mercado escolhido poderá determinar o sucesso de muitos empreendimentos. Conforme é sabido da literatura varejista, três fatores são básicos para uma loja:
1 – Localização
2 – Localização
3 – Localização

Estratégias de localização comercial:

Dominância regional. É quando o varejista decide concentrar-se numa determinada região do país. Tal concentração lhe permite conhecer melhor os anseios e desejos dos consumidores, bem como obter economia de escala em mídia, logística e administração do negócio. Ex: lojas Colombo (eletrodomésticos) na região sul

Saturação de mercado. É similar à dominância regional, só que a concentração se restringe a uma área metropolitana onde existe maior número de lojas. Isso acaba por canibalizar o volume de vendas de algumas lojas, mas a rede como um todo sai ganhando. É comum, em alguns segmentos de varejos, como drogarias, instalação em pontos desocupados, próximos aos já estabelecidos ou na mesma área de influência, visando bloquear a entrada de novo concorrente.

Pequenas comunidades. São áreas de baixo grau de concorrência, porém com oportunidades de compras. São maercados fáceis de compreender e satisfazer. Essa estratégia foi utilizada pelo Wal-Mart, que instalou lojas em pequenos municípios onde havia relativamente poucas lojas. O crescimento verificado posteriormente fez aumentar a fatia de mercado nos municípios e atraiu outras comunidades das redondezas, o que levou outros varejistas a reformular suas estratégias ou mesmo abandonar os negócios.

Erros na seleção do local.

Entusiasmo por determinada loja desocupada. É comum o comerciante entusiasmar-se por uma loja desocupada, quer pelo seu tamanho, quer pelas condições estruturais, quer por outro motivo qualquer. Começar pelo produto “loja” não é o mais recomendável. O correto é fazer um estudo do local e uma análise do mercado, para determinar a área viável.

Aluguel baixo. Muitos comerciantes com limitações de recursos para começar um investimento sentem-se atraídos pelo baixo custo do aluguel. Uma loja com aluguel baixo, no ponto adequado é, sem dúvida, o ideal; porém, fora de seu mercado, o barato pode tornar-se caro, caso não haja fluxo de clientes e não venda o suficiente. 

Muitos concorrentes. Concorrência demasiada, principalmente formada por comerciantes tradicionais no local, pode prejudicar os negócios. Localizações mais afastadas destas áreas, nestes casos, são melhores alternativas.

Análise de preferência de Consumidores












Análise do potencial de Marcado. Para analisar os mercados, utiliza-se um modelo de quatro dimensões básicas, a saber: GEOGRAFIA DO MERCADO, PORTE DO MERCADO, DENSIDADE DO MERCADO e COMPORTAMENTO DO MERCADO.

IPC – Índice de Potencial de Mercado. Ferramenta útil para a análise do potencial da área a ser escolhida. Várias instituições pesquisam esse indicador, como por exemplo a Florenzo Markeging (www.florenzano.com.br)

IPM – Índice de Potencial de Mercado. Mostra maiores e menores concentrações de pessoas com recursos disponíveis para gastar. Leva em consideração dados referentes a população, renda e venda ou posse de bens, os quais, ponderadamente, indicam o potencial para exploração de mercados.

ISV – Índice de Saturação Varejista. Serve para determinar os mercados com potencial a ser explorado pelo varejista. O índice agrupa o número de consumidores residentes numa área, seus gastos no varejo e o grau de concorrência aí existente. O local que tiver o maior ISV será o mais adequado por apresentar maiores possibilidades de negócios. A fórmula para o cálculo é

ISV = (C X Gi) /Av

Onde: C é o número de consumidores numa determinada área, Gi é o gasto individual nesse mercado para um determinado bem ou conjunto de bens; e Av é o total da área das lojas aí existentes.

Aspectos Físicos do Ponto. Na avaliação dos aspectos físicos do ponto devem-se considerar alguns detalhes, tais como estacionamento, acessibilidade, visibilidade, existência de calçada, atração e história do ponto, e restrições da prefeitura.

  
Muito importante!

Atração do ponto. Existem quatro fatores de atração de um ponto:
  • Atração geradora – decorrente da proposta inicial de compra planejada; ou seja, o consumidor se desloca com o objetivo de atender às suas necessidades.
  • Atração suscetível – acontece por impulso ou coincidência durante o deslocamento.
  • Atração por negócios compartilhados – atração geradora de vizinhos, como ocorre quando o consumidor, ao ir à padaria de manhã, resolve comprar o jornal numa banca próxima.
  • Atração cumulativa – é o caso dos shopping centers, que agregam um tenant-mx (composição de inquilinos lojistas) criteriosamente planejado, combinando várias lojas no mesmo espaço e criando uma forte sinergia que atrai mais consumidores do que se as lojas estivessem em locais separados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Voto sustentável

Nunca tivemos uma guerra de informações tão grande quanto na atual eleição presidencial. É fogo de todos os lados!

Verdades, mentiras, intrigas, calúnias, incitações...
Reluto na maioria das vezes em repassar alguma coisa relacionada a tais informações por razões diversas, mas, principalmente, por acreditar que a disseminação massiva de tal conteúdo pode gerar ódio, preconceito e coisas do gênero.

Também resolvi me posicionar nesta reta final porque acredito nas pessoas que têm posicionamento claro e que têm convicções, independentemente de quais sejam.

Assim, declaro meu voto em Dilma e aproveito para fazer das palavras do autor do texto a seguir, as minhas, para explicar as razões.

Semear ódio não ajuda

26.10.2010
Há momentos de posições declaradas. E há limites para tudo.
Segundo o vídeo de Arnaldo Jabor, está sendo preparada uma ditadura, e os culpados seremos nós, se votarmos na Dilma.


Isto com dramático acompanhamento musical, o Jabor parecendo aqueles antigos personagens do Tradição, Família e Propriedade dos anos 1960 anunciando a apocalipse política.


Caso mais sério, segundo a CBN, o futuro governo Dilma seria dirigido pelo José Dirceu, isto dito em tom pausado de reportagem séria.


Nos e-mails religiosos aprendo que o futuro governo vai matar criancinhas. Quanto à Veja, não preciso ser informado, pois já a capa mostra um monstruoso polvo que vai nos engolir.


E naturalmente, temos o aborto, último reduto da direita, instrumento político de profunda covardia, para quem sabe o que é a indústria do aborto clandestino.


Aborto aliás já utilizado na campanha do Collor contra o Lula, anos atrás. Argumentos patéticos desta mídia podem ser rejeitados como fruto de uma fase histérica de quem quer recuperar o poder a qualquer custo.


Mas há uma dimensão que assusta. Muitos dos textos e vídeos exalam e estimulam um ódio doentio. E são produzidos e reproduzidos aos milhões, coisa que as tecnologias modernas permitem.


Os grandes grupos da mídia, e em particular as quatro grandes famílias que os controlam, não só aderiram de maneira irresponsável à fogueira ideológica, como jogam com gosto lenha e gasolina, ainda que sabendo que se trata de comportamentos vergonhosos em termos éticos, e perigosos em termos sociais.


O poder a qualquer custo, vale a pena? Semear e estimular o ódio é perigoso. Porque com o atual domínio de tecnologias de comunicação, o ódio pode ser espalhado aos grandes ventos, e os órgãos que controlam a mídia não se privam.


Espalhar o ódio pode ser mais fácil do que controlá-lo. O tom da grande mídia se assemelha de forma impressionante aos discursos às vésperas da ditadura.
Que aliás foi instalada em nome da proteção da democracia. Fernando Henrique Cardoso, que não teve grandes realizações a apresentar, entregou o governo dizendo que tinha consolidado a democracia. Herança importante.


Vale a pena colocá-la em risco? O governo Lula tem méritos indiscutíveis. Abriu espaço não só para os pobres, mas para todos. À dimensão política da democracia acrescentou a dimensão econômica e social.


Tornou evidente para o país que a massa de pobres deste país desigual, é pobre não por falta de iniciativa, mas por falta de oportunidade.


E que ao melhorar o seu nível, pelo aumento do salário mínimo, pelo maior acesso à universidade, pelo maior financiamento da agricultura familiar, pelo suporte aos municípios mais pobres, e até por iniciativas tão elementares como o Bolsa Família ou o Luz para Todos, mostrou que esta gente passa a consumir, a estudar, a produzir mais. E com isto gera mercado não só no andar de baixo, mas para todos.


Esta imprensa que tantas manchetes publicou sobre o “aerolula”, hoje sabe que a diversificação do nosso comércio internacional, a redução da dependência relativamente aos Estados Unidos, e a prudente acumulação de reservas internacionais, que passaram de ridículos 30 bilhões em 2002 para 260 bilhões atualmente, nos protegeram da crise financeira internacional.


Adquirimos uma soberania de verdade. E no plano ambiental, só em termos da Amazônia o desmatamento foi reduzido de 28 para 7 mil quilómetros quadrados ao ano.


Continua a ser uma tragédia, mas foi um imenso avanço. Realização onde o trabalho de Marina Silva foi importante, sem dúvida, como foi o de Carlos Minc. Mas foi trabalho deste governo, que nomeou na área ambiental realizadores e não ministros decorativos.


E a sustentabilidade ambiental não é apenas verde. Os investimentos do PAC nas ferrovias e nos estaleiros são vitais para mudar a nossa matriz de transporte, hoje dependente de caminhões.


A construção de casas dignas é política ambiental, que não pode ser dissociada do social. Os investimentos em saneamento do programa Territórios da Cidadania, em cerca de 2 mil municípios, articulam igualmente soluções ambientais e sociais, como o faz o programa Luz para Todos.


Tentar dissociar o meio ambiente e o progresso social é um feito real que a direita conseguiu, divide pessoas que batalhavam juntas por um futuro mais decente. Mas é ruim para todos.


O bom senso indica claramente o caminho da continuidade, equilíbrando as dimensões econômica, social e ambiental. Absorver a dimensão crescente dos desafios ambientais, e expandir as dinâmicas do governo atual articulando os três eixos.


Mas discutir isto envolveria uma campanha política em torno de argumentos e programas, onde a direita só tem a oferecer o argumento de que seria mais “competente”. O importante, é saber a serviço de quem seria esta competência.


A continuidade das políticas é vital para o Brasil. O que tem a direita a oferecer? Mais privatizações? Mais concentração de renda? Mais pedágios de diversos tipos? Leiloar o Pre-Sal?


A última iniciativa do Serra foi tentar privatizar a Nossa Caixa, felizmente salva pelo governo federal. Como teria sido o Brasil frente à crise sem os bancos públicos?


Os jornalistas sabem, mas quando falam, como Maria Rita Kehl, e escrevem o que sabem, são sumariamente demitidos. Que recado isto manda para o jornalismo? A opção adotada foi bagunçar os argumentos políticos, buscar a desestabilização, assustar as pessoas, semear ódio.


Qualquer coisa que tire da eleição a dimensão da racionalidade, da opção cidadã. Porque pela racionalidade, o próprio povo já sabe onde estão os seus interesses, e os resultados são evidentes.


O caminho adotado é baixar o nível, sair da cabeça, ir para as tripas. Não o próprio candidato, porque este precisa parecer digno. Mas os esperançosos herdeiros de poder em torno dele, ou a própria família.


O ódio que esta gente espalha está aí, palpável. E funciona. A maior vítima desta campanha eleitoral ainda pode ser o resto de credibilidade deste tipo de mídia, e os restos de ilusão sobre este tipo de política.


Eu voto na Dilma com a consciência tranquila. Fiz inúmeras avaliações de governos, profissionalmente, no quadro das Nações Unidas.
E fiz a avaliação de políticas sociais do governo de FHC, a pedido de Ruth Cardoso, nas reuniões que tínhamos com pessoas de peso como Gilberto Gil e Zilda Arns.


Sem remuneração, e com isenção, como o faço hoje. Eram políticas que nunca se tornaram políticas de governo, porque a base política não permitia que ultrapassassem a dimensão da boa vontade real da primeira dama.


A base política do candidato Serra, desde a bancada ruralista até os negociantes das privatizações, é a mesma. E se assumir o vice, como tantas vezes já aconteceu, não será apenas um atraso generalizado para o país, será uma vergonha mundial. (Fonte: Carta Capital).


Ladislau Dowbor é formado em economia política pela Universidade de Lausanne, Suiça;
Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976).
Atualmente é professor titular no departamento de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, nas áreas de economia e administração.


domingo, 17 de outubro de 2010

O Darwinismo no Marketing

Sou um apaixonado pelo Marketing de Guerrilha. Fico sempre encantado com o que algumas agências fazem de maneira inusitada e criativa, às vezes com parcos recursos e promovendo um ROI também acima da média. Ressaltando que MG não é sempre barato e muito menos de baixa qualidade; entretanto, seu retorno pode ser superior ao investimento em comunicação convencional em face, por exemplo, da mídia espontânea que uma ação pode gerar em determinados horários de TV que custam uma fortuna.

Mas não quero me aprofundar no assunto guerrilha neste momento, até porque o tema é controverso e extenso; quero apenas lincar o MG com o que costumam chamar de “Darwinismo no marketing”.

O mundo do marketing de guerrilha gera todo tipo de maneiras novas e interessantes de criar visibilidade e percepção para um produto ou marca. Mas isso é uma tendência de propaganda que vai durar?

A beleza do marketing de guerrilha está definitivamente, no olhar do observador. Se estas formas alternativas de marketing continuarão ou não a se proliferar e prosperar depende de para quem você pergunta.

Os céticos ainda são céticos, tirar vantagem de práticas únicas permite a estes profissionais de marketing de guerrilha desfrutarem de um cantinho exclusivo no mercado.

As marcas sempre usarão o que funcionar e, quando o que estão fazendo não funciona, encontrarão alguma outra coisa que funcione. Os consumidores informarão às marcas e, em retorno, as marcas informarão as agências se elas tiverem falhando na sua missão, com ambas as partes pagantes levando seus negócios para outro lugar. É o Darwinismo no marketing, o que ajudará a garantir o desenvolvimento de soluções inovadoras de marketing indefinidamente. É algo primitivo e frio, mas esta idéia de seleção natural possibilita a existência de uma indústria inconstante e em movimento que é eletrizante de se observar e, melhor ainda, de se participar.   
Para os “dummies”, sugiro a leitura do manual prático da guerrilha chamado “Marketing de Guerrilha para Leigos”, donde tirei o termo “Darwinismo de Marketing”..

Os autores são celebridades no meio guerrilheiro: Jonathan Margolis e Patrick Garrigan, com prefácio luxuoso de Jay Conrad Levinson, o pai do Marketing de Guerrilha.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não perca tempo com modinhas passageiras

Ótimo artigo do site "Saia do Lugar" falando sobre o processo de difusão de conhecimento como uma permanente fonte de  stress pela quantidade e não obrigatoriamente qualidade das informações recebidas e como contornar os modismos.


Vamos a ele!



O universo empresarial vive em permanente mutação. O processo de difusão de conhecimento, evolução tecnológica e de práticas de gestão simplesmente desconhecem a expressão “pausa” ou “estabilidade”. O resultado é um bombardeio semanal de novidades e mudanças, que se tornam obsoletas antes mesmo de serem totalmente absorvidas. Isso é um fato, e com ele temos que conviver. Até aí tudo bem.

O pior é a sensação de permanente defasagem, que muitas pessoas experimentam ao ler sobre a mais recente novidade, na mais recente edição de uma revista de negócios qualquer, onde esses assuntos são sempre apresentados como sendo a última onda, a última solução, a cartada final. Sim, até a próxima semana, quando outra novidade imperdível ocupará o lugar da anterior. Simples assim. Descartável, volúvel.

O resultado é uma ansiedade permanente, que tenta a todo momento nos tirar o foco daquilo que buscamos ou acreditamos.

Então, se você é um empreendedor, ou executivo empreendedor na sua empresa, e precisa a todo custo manter a sua produtividade e a cabeça no lugar, selecionamos aqui algumas dicas pra você não perder o foco com modas passageiras:

1 – Evite aprofundar a conversa com pessoas permanentemente ávidas pelos últimas modinhas de gestão. Eles estão sempre fora do eixo e não admitem que alguém possa atuar de forma concentrada e focada.

2 – Entenda que nem sempre toda evolução vem para ajudar. O Nazismo, um dia, também foi considerado uma evolução no pensamento político. Portanto, tenha cuidado.

3 – Nunca, jamais, de forma alguma ou por nenhum dinheiro abandone o seu senso crítico. A cultura de massa faz de tudo para eliminá-lo, mas para permanecer saudável, não basta mantê-lo, é preciso desenvolvê-lo. Ele é a sua maior proteção, contra modinhas, bobagens corporativas sem utilidade, e as últimas ondas que nunca se concretizam na realidade.

4 – Aprenda a selecionar as informações que você consome diariamente. E uma vez diante delas, separe o importante do descartável.

5 – Escreva. O máximo que puder. Isso ajuda a organizar as ideias e destacar informações importantes.
Por fim, não abandone a sua curiosidade, sendo sempre crítico, com uma desconfiança saudável, questionando tudo aquilo que estiver muito distante da compreensão comum.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Dinheiro Mail entra no pagamento móvel

portal Convergência Digital 01/10/2010

Plataforma de pagamentos online, a Dinheiro Mail lança na primeira quinzena de outubro, um serviço para fomentar o uso do celular. Para simplificar o acesso, decidiu aposta no WAP e não em aplicativo. "Posso garantir que a transação será mais barata do que um SMS", revela o diretor da empresa no Brasil, Marcos Bueno.


Empresa está finalizando a integração da sua plataforma à OLX, empresa voltada para classificados gratuitos que está ampliando a participação no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo também trabalha com o site de comércio eletrônico Clube Urbano - recém-lançado no país - há dois meses - mas já com grande aceitação como meio de compras online - para a oferta via celular. O projeto, conta Bueno, é o de permitir o "One click to buy".


"O pagamento móvel tem que ser bastante simples e acessado por toda a camada de usuários. Por isso, inclusive, apostamos no WAP. A nossa página será extremamente simples. É clicar e confirmar. E para o usuário será mais barato do que o envio do serviço via SMS", destaca Bueno. Apesar da prioridade ao WAP, a forte demanda para o iPhone não foi esquecida. A empresa também trabalha no desenvolvimento de um aplicativo para a plataforma.


Fundada em 2004, a Dinheiro Mail atua no Brasil, Argentina, México, Chile e Colômbia, acredita que o pagamento online é uma tendência irreversivel e que o desafio é o de simplificar cada vez mais o processo. Um dos diferenciais da empresa, inclusive, é a oferta do serviço por 0800.


Hoje, no Brasil, a Amway, de venda de produtos com revendedores diretos, é a usuária. "O serviço tem grande presença, especialmente, na região Nordeste. A nossa ideia é expandir o produto para outras redes", salienta Bueno. A expectativa da Dinheiro Mail é de transacionar na sua plataforma US$ 110 milhões em 2010. Em 2009, o montante ficou em US$ 55 milhões. Isso significará cerca de 2 milhões de transações até dezembro.


A adesão ao pagamento online possui ainda características próprias no Brasil. Aqui, reporta a empresa, 60% dos usuários utilizam o cartão de crédito; 49% efetuam o pagamento à vista ou em uma parcela e 51% preferem comprar em até 5 parcelas. O pagamento móvel, acredita Bueno, crescerá significativamente a partir de 2011.


"Não tenho dúvida em afirmar que o celular será um forte aliado no meio de pagamento. Ele será usado por quem não tem acesso ao cartão. Favorecerá o comércio eletrônico", completa o diretor da Dinheiro Mail no Brasil.