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domingo, 28 de setembro de 2008

Experimente minha marca

Li um artigo da HSM deste mês e resolvi compartilhar.

George Stalk (diretor da Boston Consulting Group do Canadá e professor da Rotman School of Management), acrescenta um item muito importante no conceito de branding, na atualidade. Trata-se de da experiência total do cliente com produtos e serviços.

Para a maioria das empresas, Branding significa posicionamento, propaganda, embalagem, logotipos e slogans de impacto. Isto tudo já não basta, é preciso atrair o cliente ganhar sua confiança e tornar a experiência de consumo tão agradável que ele fique orgulhoso de sua escolha e conte aos outros sobre a sua experiência com a marca.

Poderíamos citar exemplos e exemplos de boas e más experiências com marcas, como adquirir o automóvel dos sonhos e ter a garantia de bons serviços agregado, o que pode ser uma frustração no primeiro problema com o veículo, podendo acabar com a impressão positiva antes percebida.

Os consumidores atuais Têm pressa, Têm sede de relacionamento de afinidade – apesar do pouco tempo disponível, estão carentes de relacionamentos, necessidade de pertencimento a algum lugar, como cafés e restaurantes. – São “paparicados” e céticos – devido a muitas escolhas, podem comprar marcas próprias em detrimento de marcas renomadas, pelo baixo custo e alta qualidade das primeiras. – Têm pouco dinheiro – não desperdiçam dinheiro com fornecedores que não cumprem o prometido.

Mais do que nunca, agora, as empresas não podem se dar ao luxo de esquecer que a experiência do cliente é parte integrante do branding. Stalk chama a isso de “ganho de ponta a ponta na cadeia”, porque o cliente está aprendendo quem e o que realmente somos. Eles estão aprendendo sobre nós com base no que fazemos e não no que dizemos. Essa experiência empírica é durável – então é melhor termos certeza de que sabemos o que estamos ensinando a eles.

Stalk enumera alguns questionamentos que devemos fazer antes do lançamento da próxima campanha publicitária para sabermos se ela afetará a experiência do cliente, e se todos dentro da empresa – de atendentes a executivos – estão cientes de quanto o valor da marca depende da qualidade da experiência propiciada aos clientes:

- Você consegue descrever a experiência de ponta a ponta (conhecer-comprar-pegar-usar-pagar-atender) que os diferentes segmentos de clientes vivenciam?
- Você conseguiria apresenta-la em vídeo para os funcionários?
- Você tem medidas específicas que permitem rastrear sua capacidade de vencer as insatisfações (longas esperas para entrega e consertos ou incorreções nos pedidos e cobranças) pelas quais os clientes passam?
- Você consegue mapear os efeitos secundários dos problemas, desde argumentos enganosos de marketing e descontrole do consumidor até telefonemas de assistência a devoluções de produtos? Você consegue medir as implicações econômicas de resolver esses problemas?
- Qual é o valor em dinheiro de proporcionar uma experiência que produza sempre “propagadores da marca” e elimine os “detratores da marca”?

Somente as marcas que cumprem o que dizem é que têm êxito. Apenas o aumento do investimento em publicidade não vai fazer a agulha das vendas se mover: em vez disso, reoriente seu gerenciamento de marca para os resultados que mais importam - os que afetam a vida de seus clientes.

Lembre-se: Numa empresa só existem centros de custos. O único centro de lucros é o cliente, e quando este quer vender sua marca seus lucros potencializam.

Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Michael Porter mostra como resolver o desafio de incorporar a responsabilidade social na estratégia da empresa

Muitas organizações monitoram seus investimentos sociais e publicam relatórios de sustentabilidade. Poucas empresas, entretanto, integram as questões sociais e ambientais em sua estratégia, de maneira a reforçar a vantagem competitiva para o negócio. Essa foi a avaliação de Michael Porter, um dos mais conceituados especialistas em estratégia do mundo, ao falar para uma platéia brasileira durante o Fórum Mundial de Estratégia, realizado em São Paulo pela HSM.

Diretor do Institute for Strategy and Competitiveness, da Harvard Business School, Porter vê três fases na história da responsabilidade social empresarial. Na primeira, as empresas reagiam às pressões exercidas pela sociedade, como campanhas feitas por organizações não-governamentais em defesa do meio ambiente ou contra a discriminação racial. Na segunda fase, que vivemos agora, as ações estão voltadas para a filantropia e para o investimento social privado, havendo também uma preocupação com a imagem da empresa. A terceira, que está começando agora, é a da responsabilidade social estratégica. "É a responsabilidade social do valor compartilhado, em que se cria valor tanto para a sociedade quanto para os negócios", afirma Porter. Para chegar a ela, segundo Porter, é preciso descobrir onde os impactos das atividades da empresa são substanciais e quais os ambientes externos que a afetam. "A partir daí, identificamos as poucas áreas em que podemos fazer uma grande diferença. É nesse ponto que a RSE começa a ser eficiente", diz Porter.

Atualmente, de acordo com Porter, há quatro justificativas básicas para que uma empresa desenvolva ações de responsabilidade social: obrigação moral, sustentabilidade, licença para operar e reputação. Todas elas, entretanto, estão mais direcionadas a minimizar conflitos e não criam valor - nem econômico, nem social - para o negócio. Por isso, segundo ele, a RSE é reativa, em vez de criar uma agenda positiva, além de pouco focada. As empresas investem em diversos tipos de projetos, que têm muito pouco a ver com seu negócio, apenas por reagirem a pressões sociais. Algumas se preocupam demais em ficar bem colocadas nas pesquisas de avaliação de empresas feitas por algumas organizações. Segundo Porter, isso é um erro: "A preocupação com esses rankings colocou nossa estratégia de RSE na mão dos outros". As quatro justificativas - obrigação moral, sustentabilidade, licença para operar e reputação - estão mais focadas na tensão entre os negócios e a sociedade do que na interdependência entre eles. Deixar-se guiar por elas pode levar a equívocos. "Essas linhas genéricas dão pouca orientação específica ou prioridades para as ações das empresas", avalia.

Para Michael Porter, incorporar a responsabilidade social à estratégia significa incluir a dimensão social à proposta de valor da empresa. Isso começa pela mudança de mentalidade: "Pensar a economia e a questão social separadamente é um terrível erro. Precisamos de boas condições sociais e ambientais, caso contrário a empresa poderá ter sucesso por um ou dois anos, mas não no longo prazo". Segundo ele, há três pontos fundamentais que as empresas devem entender sobre seu papel em relação às questões sociais. Primeiro: as empresas não podem resolver todos os problemas sociais, nem arcar com o custo de fazê-lo. Segundo: as empresas precisam abordar sua agenda social de maneira proativa e estratégica. Terceiro: as empresas precisam agir nas questões sociais em que podem agregar maior valor.

De acordo com Michael Porter, o desafio de cada empresa é descobrir em que áreas ela pode criar valor com suas competências. Para implementar uma agenda social corporativa, o primeiro passo é perceber as categorias da atuação com responsabilidade social, segundo a definição de Porter:

- Questões sociais gerais. Embora importantes, não são diretamente afetadas pelas atividades da empresa nem têm influência na competitividade no longo prazo. Estão ligadas à boa cidadania corporativa;

- Impactos sociais na cadeia de valor. É preciso definir as áreas nas quais a empresa tem grande impacto social ou ambiental, como grande consumo de água, produção de efluentes, utilização de madeira como matéria-prima ou realização de testes de produtos em animais;

- Dimensões sociais do contexto competitivo. Deve-se perceber em que medida os ambientes externos afetam a empresa. Para um fabricante de automóveis, por exemplo, um fator importante é a condição das ruas e estradas no mercado em que opera.

Um dos grandes equívocos que as empresas cometem, segundo Michael Porter, é aplicar a maior parte de seus recursos em ações de boa cidadania corporativa. Segundo ele, esse investimento deveria corresponder a menos de metade dos gastos nessa área. A estrutura destinada a direcionar a aplicação de dinheiro doado ou trabalho voluntário deve ser simples e pode ser deixada sob controle de um comitê de funcionários, e não de um grande departamento da empresa. "Os funcionários sabem melhor onde e como querem colaborar. Doe o dinheiro e deixe que eles resolvam", aconselha Porter.

Para começar a pensar a responsabilidade social de maneira estratégica, o primeiro passo é olhar a cadeia de valor da empresa e descobrir que aspectos sociais e ambientais sofrem maior impacto de suas atividades. É o caso, por exemplo, da emissão de poluentes ou da possibilidade de que algum fornecedor explore trabalho infantil. Mitigar os impactos negativos, sociais ou ambientais, é obrigação, e algo que deve ser feito tendo como base as melhores práticas do mercado.

A partir daí, segundo Michael Porter, o grande salto da incorporação da responsabilidade social à estratégia acontece nas áreas em que a empresa pode fazer uma grande diferença. Para explicar o que isso significa, ele cita o exemplo da atuação da Nestlé na região de Moga, na Índia, desde 1962. As condições locais eram de extrema pobreza, degradação ambiental e má saúde do gado leiteiro. A Nestlé implantou centrais de compra de leite nas cidades e investiu no que Porter classifica de "aperfeiçoamento do contexto competitivo". Ofereceu assistência técnica aos fazendeiros, enviando equipes de veterinários, nutricionistas e agrônomos. Promoveu cursos de treinamento aos produtores e melhorou o fornecimento de água aos animais, por meio de ajuda técnica e financeira para a perfuração de poços.

Hoje, a Nestlé compra leite de mais de 75 mil fazendeiros daquela região, que, segundo Porter, apresenta melhores condições sociais e um padrão de vida superior ao de regiões semelhantes da Índia. "Esse trabalho da Nestlé causou um impacto fenomenal na vida das famílias e no meio ambiente e diminuiu as doenças causadas pela água poluída. Foi um impacto social de grandes proporções, e eles não fizeram isso com um programa de caridade", avalia Porter. "Isso é responsabilidade social estratégica, é valor compartilhado. Não é ter uma boa colocação em rankings nem mostrar para quantas entidades a empresa doa dinheiro - é o impacto social do próprio negócio."


Fonte.

domingo, 21 de setembro de 2008

RSE - Parte final

Cada vez mais a sociedade está expressando a clara necessidade de práticas ambientalmente sustentáveis. Uma das maneiras de a empresa demonstrar o seu compromisso com o meio ambiente é através da mudança dos “métodos tradicionais” com relação às questões ambientais:

DEPARA :

Uso de Recursos ineficazes
► Produtividade de Recursos

Tecnologia End-of-Pipe*
► Produção mais Limpa

Relações Públicas
► Controle Corporativo

Reativo
► Pró-Ativo

Sistemas de Administração
► Ciclos da Vida, Projeto de Negócio.

Comunicação Unilateral e Passiva
► Multiplicidade de participantes e Diálogo Ativo

Fonte: Site The Global Compact – www.pactoglobal.org.br


Eis as razões pelas quais a empresa deve pensar sobre a melhoria no seu desempenho ambiental:


  • - Aplicação de uma produção mais limpa e demonstração de eficiência ecológica levam a uma melhor produtividade dos recursos.

    - Novos instrumentos econômicos (impostos, encargos, alvarás comerciais) recompensam empresas limpas.

    - Regulamentação ambiental rigorosa.

    - As seguradoras preferem fazer negócio com empresas mais limpas e de risco mais baixo.

    - Os bancos tendem a fazer mais empréstimos para empresas cujas operações não onerem o banco com processos na área ambiental ou contas de liquidação.

    - A administração ambiental tem um efeito positivo para a imagem da empresa.

    - Os empregados preferem trabalhar para empresas ambientalmente responsáveis, pois, geralmente, essas empresas apresentam registros de boa saúde e segurança para o trabalhador.

    - A poluição ambiental ameaça a saúde humana.

    - Os clientes exigem produtos mais limpos.

A sustentabilidade e, nesse âmbito, a necessidade de ser genuína e não generosa. Trata-se de um elemento de negócios que pode trazer impactos positivos à empresa se for adotado verdadeiramente.

Pense nisso quando alguém vier falar com você sobre RSE.

* end-of-pipe: tipo de solução que não atinge a raiz do problema. Também conhecida como solução fim-do-tubo. Ex: Um determinado processo industrial gera um tipo de resíduo perigoso. A princípio, é mais fácil colocar um filtro na saída do tubo em que o resíduo é emitido, do que reprojetar todo o processo, ou pesquisar novas fontes alternativas de matéria-prima, para que não exista mais a possibilidade de geração de resíduos perigosos. Uma decisão end-of-pipe torna, aparentemente, as coisas menos ruins, mas não boas. O que fazer então, com o filtro contaminado?

Leia também:


A verdade sobre Responsabilidade Social Empresarial.

RSE - parte 2

Paulo Rubini, Consultor de Empresas.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ganho acumulado na Bovespa permanece mais alto do que na Bolsas de NY ou na Nasdaq

SÃO PAULO - Os papéis das empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York (ADRs) não vão escapar do pessimismo dos investidores.


A
turbulência no mercado acionário deve continuar e a crise americana deve levar mais de um ano para ser depurada. Quem investiu no mercado de ações, para não perder dinheiro, deve ter comportamento de monge budista e esperar por pelo menos um a dois anos para voltar a ter ganhos com seus investimentos em ações. A boa notícia para quem investe em ações no Brasil é que, mesmo com tanta oscilação, o ganho na Bovespa nos últimos seis anos é maior que na Bolsa de Nova York ou na Nasdaq.


Os analistas acham difícil prever até onde o preço das ações pode cair, seja na Bolsa de Nova York ou na Bovespa. A falência do banco de investimento Lehman Brothers e os problemas da seguradora AIG coloca lenha numa fogueira que está longe de se apagar. Quem tem dinheiro para investir não deve, neste momento, procurar os pregões. O melhor é procurar um porto mais seguro.


Em maio, quando estava em 73.000 pontos, o mercado apostava que o Ibovespa poderia romper facilmente a barreira dos 75 mil pontos. Os mais otimistas previam que o índice poderia chegar até a 90.000 pontos. De maio até agora o Ibovespa já caiu 20% e está em cerca de 50.000, o mesmo nível de um ano atrás. E a previsão é de mais queda.


Para o consultor financeiro Carlos Daniel Coradi, da Engenheiros Financeiros Consultores (EFC) as turbulências podem desvalorizar o Ibovespa em
mais 20%.

- Acredito que para que a crise nos EUA seja depurada seja necessário um ano ou mais. Portanto, acho que a Bovespa pode chegar a uma queda de 40% em relação a maio deste ano. Lá fora, a tendência é que os papéis de empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York (ADRs) também sejam atingidos pelo pessimismo dos investidores - diz o consultor.

Do ponto de vista do investidor brasileiro, o consultor tem uma notícia positiva em relação ao Ibovespa, segundo um cálculo feito por Carlos Coradi.

Desde o início do governo Lula, quem colocou o equivalente a US$ 1 dólar no Ibovespa tem hoje US$ 3. Se tivesse colocado o mesmo dólar na Bolsa
de Nova York, no Índice Dow Jones, teria US$ 1,25 ou US$ 1,50 se tivesse escolhido o Índice Nasdaq. Ou seja, mesmo com as perdas verificadas desde
maio, o mercado brasileiro ainda oferece um bom ganho.

- Quem conhece o mecanismo da Bolsa permanece com o dinheiro aplicado em ações. Certamente, o Brasil será o primeiro lugar que os investidores

estrangeiros virão procurar após a crise amainar. E aí há boas oportunidades de valorização. Agora, aquela pessoa que vendeu carro ou casa e até tomou empréstimo para colocar dinheiro na Bolsa, pode ser melhor realizar o prejuízo porque mais turbulência deve vir por aí - diz Coradi.


Para o investidor que se sente inseguro, Coradi recomenda aplicar no Tesouro Direto (títulos do governo), que deve oferecer um bom rendimento e com segurança.


O economista-chefe do Banco Pátria, Luis Fernando Lopes, lembra que de 2003 a 2007, o Ibovespa ofereceu um ganho médio de 42% ao ano e atraiu
uma série de novos investidores.


- Agora isso acabou. As previsões de um Ibovespa a 75.000 pontos já estão sendo revistas. Chegou a hora de o investidor avaliar se está disposto a
ficar na renda variável. Se não tiver estômago, o melhor é ir para títulos do governo, que oferecem um ganho de até 15%, sem os sobressaltos da renda
variável - diz o economista.


A tendência, na avaliação do economista, é que o governo eleve ainda mais a taxa básica de juros nas próximas reuniões, o que pode melhorar o rendimento dos títulos públicos.


Luis Fernando Lopes acredita que a taxa Selic deve ficar em 15% na maior parte dos meses de 2009 e começar a cair no fim do ano.

De acordo com o economista do Banco Pátria, a crise financeira deve reduzir um pouco o crescimento da economia brasileira este ano - em vez de crescer 5% ou 6%, o país deve crescer 4% -, o que não deve afetar de forma traumática o desempenho das empresas, mesmo com uma elevação da taxa de juros. Para ele, a volatilidade do mercado vai continuar, mas é impossível saber por quanto tempo ela vai durar.


- Hoje não existe condições para prever quanto tempo a crise vai durar.

Fonte

sábado, 13 de setembro de 2008

Surfe e cerveja combinam?


Claro que não quero aqui dar uma de puritano contra a loira gelada, mas achei muito equivocada a "união" cerveja e surf. Parece o velho tempo das propagandas de cigarros aliadas a esportes radicais.


"Nova Schin divulga apoio ao surfe."


A Y&R criou anúncios para divulgar o patrocínio oficial da Nova Schin ao Super Surf, campeonato nacional de surfe profissional.


As peças dão continuidade à campanha “Pega Leve” da marca, mas com foco nos simpatizantes, praticantes e amantes do esporte.


A primeira peça já está sendo veiculada e traz o título: “Acordar às 5 da matina para surfar é pegar leve. Pegar pesado é acordar às 9 para trabalhar”.


Já a outra tem previsão de estréia em setembro, e traz a questão: “A parafina não deixa a prancha escapar? Parafina na latinha, então”.


A próxima etapa do Super Surf 2008 acontecerá de 24 a 28 de setembro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.


Me passam a idéia de que surfar é coisa de quem não tem o que fazer e "trabalhar" não têm ligação com o esporte que movimenta bilhões de dólares pelo mundo exatamente pelo seu profissionalismo:


Acordar às 5 da matina para surfar é pegar leve. Pegar pesado é acordar às 9 para trabalhar”


Com cerca de 3,5 milhões de consumidores, o surfe movimenta no Brasil aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano, segundo cálculos do consultor Tomás Burguete, do site Camerasurf. A grandiosidade dos números vem levando cada vez mais empreendedores a ingressarem no mercado de artigos relacionados ao surfe. No varejo, já são pelo menos 800 empresas ligadas diretamente à prática do esporte, fora outros segmentos que buscam relacionar-se com essa tribo.

Jornal do Commercio 19/11/2007



Surfar e beber não combinam. Muito pelo contrário, pesquisas indicam que adeptos do esporte e simpatizantes da cultura que envolve essa tribo são adeptos de uma vida mais saudável:


"A parafina não deixa a prancha escapar? Parafina na latinha, então”


Segundo pesquisa desenvolvida pelo departamento de marketing da Quicksilver brasileira, os consumidores encaixam-se no seguinte perfil:

A grande maioria dos consumidores de surfwear são simpatizantes (95%), enquanto os praticantes resumem-se a 5% do total.


As opções de lazer mais procuradas pelos surfistas são os bares(49%) e housepartys(festas particulares - 35%), o que mais uma vez comprova o estilo de vida particular do surfista, que busca lugares mais tranqüilos em comparação aos simpatizantes. As bebidas mais apreciadas pelos surfistas também demonstram uma

preocupação com a saúde. Água e refrigerantes são os preferidos de 48%.



Não carrego nenhuma visão distorcida, até porque gosto da danada da cerveja, mas estratégicamente não vejo adesão da marca etílica com o surfe.


Paulo Rubini, Consultor de Empresas e apreciador moderado de cerveja.

domingo, 7 de setembro de 2008

RSE - parte 2

A verdade sobre Responsabilidade Social Empresarial – parte 2

Praticar a RSE correta e honestamente é construir uma marca solidária e necessária para a sociedade de consumo que estamos construindo. Dando seqüência a uma série de postagens que pretendo fazer acerca do assunto - leia a primeira parte , vamos fazer considerações sobre a RSE e outras ações muitas vez confundidas como tal.

Se considerarmos apenas as ações voluntárias da comunidade empresarial, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2001, mais de 60% das empresas pesquisadas realizam investimentos na área social em forma de doações e/ou parcerias com organizações não-governamentais.

Podemos dizer, de outra forma, utilizando o ditado popular, que a empresa ao praticar RSE, ensina a sociedade a pescar enquanto a filantropia dá o peixe. Eis aí a grande diferença entre as duas práticas.

Primeiro vamos entender a diferença entre três conceitos: ação social, investimento social e responsabilidade social empresarial:


Ação Social


Um bairro é atingido por enchente que destrói tudo. A empresa resolve doar cestas básicas e agasalhos para a população prejudicada.

Essa atitude é considerada uma “ação social”. Teve como foco a comunidade e foi executada num momento específico para resolver uma questão pontual.

Foco: Comunidade / Ações Pontuais



Investimento Social Privado

Uma empresa quer aplicar R$ 2 milhões em projetos que envolvam inclusão social e esportes. Ela pesquisa três bairros e decide apoiar a Associação Azul de Atletismo e a Creche Doce-Lar, em aulas de reforço escolar, durante um ano, e patrocínio de material esportivo como bolas, tênis etc.

Essa atitude é considerada um investimento social privado, pois teve como foco a comunidade, mas a ação passou por um planejamento que definiu público específico, foco de atuação, estratégias etc.

Foco: Comunidade / Ações Planejadas



Responsabilidade Social Empresarial

Um grande restaurante resolve sua atividade à produção ecológica e à educação ambiental. Então passou a adquirir de seus fornecedores somente produtos de propriedades que não empregassem mão de obra infantil ou escrava, e que não agredissem o meio ambiente. Pelo menos uma vez no mês, convida as famílias de seus empregados para almoçar no restaurante e, nesse dia, as crianças participam da Oficina Ecológica.


Agora as sobras dos alimentos não vão mais para o lixo, viram alimentos alternativos para doação a famílias carentes. Todas as ações são documentadas e avaliadas mensalmente pelos três sócios e divulgadas para o cliente, inclusive para sensibiliza-lo a colaborar com doações de produtos ou de tempo/habilidade para as chamadas “Aulas pelo Bairro”, que abordam reciclagem, coleta seletiva e a importância do bom uso da água.

Foco: Abrange todos os públicos de relacionamento da empresa, caracteriza-se pelo engajamento dos stakeholders nas soluções de problemas / Ações Totalmente Planejadas


As empresas que já praticam RSE estão utilizando o novo paradigma de gestão – Triple Botton Line - o tripé da sustentabilidade, equilíbrio entre os interesses social, econômico e ambiental assegurando o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade justa.

A Responsabilidade Social Empresarial reflete o desejo comum de que as empresas estejam ativamente envolvidas na melhoria do ambiente social, dimensão esta que vai, portanto, além das funções básicas tradicionalmente esperadas da atividade empresarial, podendo ser considerada como uma extensão da dimensão ética.



Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Promoção ou esculhambação?

Este post eu estou repercutindo lá do comunicadores porque achei de suma importância.

A comunicação com o mercado deve ser sempre muito bem elaborada para o atingimento de seu objetivo e o texto fala exatamente do resultado negativo que uma promoção...digamos, de gosto duvidoso.

Veja isto, como diz o Tas, do CQC.



A promoção é uma das técnicas mais importantes que o Marketing deve ter e saber fazer. Ela faz com que um produto ou uma empresa seja reconhecida pelos consumidores e futuros consumidores.

Podemos dividir Promoção em algumas ferramentas: Propaganda, Publicidade, Vendas pessoais, Relações públicas e Promoção de vendas. E para fazer um trabalho de comunicação integrada, todas essas ferramentas devem ser exploradas com muito afinco. E se em alguma delas houver uma falha, a venda ou divulgacão pode não acontecer.

“O objetivo da comunicação integrada de marketing é manter um diálogo com os clientes e outros grupos de interesse, permitindo que a empresa responda de forma rápida às suas necessidades e desejos em constante mutação” (NICKLES E WOOD, 1999, P. 320)

Segue um exemplo para ser discutido: Uma loja do Ceará usou uma técnica de promoção para chamar a atenção do público, colocando essas 2 figuras, que devem ser famosas por lá, para cantar - muito mal - e convidar todos a visitarem a loja e aproveitar suas ofertas:

Com certeza foi um apelo de tentar se comunicar com o “povão”, pode até ter atingido um certo público-alvo e atraído uns ou outros para a loja, porém no jogo do Mercado e Vendas não é só o dono da loja que dita as regras e sim os distribuidores e as empresas que colocam seus produtos lá.

O que o representante da Brastemp deve ter achado dessa promoção? Será que é esse tipo de divulgação que ele quer para vender um produto que ele vêm trabalhando com propaganda séria?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Empresas com vida longa

Empresas com vida longa (foto)
Pesquisa mostra melhora considerável nos índices de sobrevivência das Micro e Pequenas Empresas n
o Brasil. Confira.

Estudo realizado pelo SEBRAE mostra que empresários brasileiros têm muito a comemorar. A pesquisa foi feita pela Vox Populi, no primeiro semestre de 2007, e analisou o índice de mortalidade de Micro e Pequenas Empresas que possuem de dois a quatro anos de existência.

Os resultados são animadores. O percentual de empresas que sobreviveram pelo menos dois anos cresceu 27% de 2001 a 2005. Segundo a pesquisa, há diversos fatores para esse aumento.

O primeiro deles diz respeito à capacitação de empresários, ou seja, subiu consideravelmente o número de empresários com curso superior. O percentual de profissionais com experiência anterior em empresas privadas também subiu de 34% para 51%.

Outros fatores importantes estão relacionados ao quadro econômico do país. Além do controle da inflação e das taxas de juros, o aumento do poder de compra das classes C, D e E e o aumento de crédito para pessoas físicas também contribuíram.

Planejamento agora é palavra chave para Micro e Pequenas Empresas, passando a ser preocupação de 71% dos empresários em 2005 contra apenas 24% em 2002. A área de relações humanas também cresceu consideravelmente, de apenas 3% para 38%.

Esses índices colocam o Brasil em posição de destaque no ramo empresarial, junto com países como Austrália, Inglaterra, Cingapura e Estados Unidos.

Veja pesquisa na íntegra