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sábado, 26 de março de 2011

Sustentabilidade - 11 tendências sustentáveis

Sem esse papo de ecochatice. A sustentabilidade é a palavra da hora e, antes de tudo, sinal de bom senso e sentido de vida em comunidade. Saiba como as empresas estão comunicando a sustentabilidade no mundo e, principalmente, o que e de que modo vão comunicar o tema nos próximos anos.



O site Idéia Sustentável – usando a sua metodologia OTS (Observatório de Tendências em Sustentabilidade) – mapeou e identificou 11 tendências. São elas:


1) Consumidores exigentes, mais comunicação 
Esse é um movimento que tende a se expandir em todo o mundo em resposta ao crescente interesse dos consumidores e às demandas por mais transparência. 
O estudo sobre marcas verdes ImagePower (Cohn&Wolfe, Landor Associates e Penn Schoen Berland, em parceira com a Esty Environmental Partners), realizado em 2010  com 9 mil entrevistados em 8 países, incluindo o Brasil, revelou que 60% dos consumidores querem comprar produtos de empresas sustentáveis.

2) Inovação puxa comunicação de produtos 
A valorização da sustentabilidade como vantagem competitiva tem levado cada vez mais empresas a comunicar não só aspectos convencionais como reciclagem e pegada de carbono, mas também iniciativas amplas relacionadas a produtos verdes.

Assim, compromissos efetivos com soluções para as mudanças climáticas seguem em alta nos Estados Unidos e na Europa, em virtude da relevância da questão e da crescente sensibilidade dos consumidores em relação a ela.


3) A velha história da lição de casa primeiro…
Cada vez mais empresas estão preocupadas em melhorar o desempenho em sustentabilidade antes de comunicá-la. A ideia parece óbvia, mas a história recente mostra que, contrariando o bom senso, muitas companhias quebraram a cara por botar o discurso a léguas da prática. Você, leitor, certamente conhece pelo menos uma empresa brasileira que cometeu esse equívoco. Arrisque fazer a sua listinha.



4) Mensagem valoriza o desempenho do produto, o bolso do consumidor e a contribuição para o planeta. Tudo ao mesmo tempo.
O desempenho do produto aliado à sustentabilidade é outra tendência que apareceu no radar. As primeiras ações de comunicação, adotavam um tom mais institucional. Agora, elas estão tratando a produção dos produtos e ainda contam com a “vantajosa” interação do consumidor.

Em um recente estudo sobre a comunicação da sustentabilidade no ponto de venda, a consultoria canadense Stratos identificou um crescimento no número de empresas que procuram “vender” ao consumidor a ideia de um benefício muito claro para a escolha de produtos mais sustentáveis. É o caso da P&G, com o seu papel-toalha Bounty Select a Size, que permite ao consumidor selecionar o tamanho das folhas de modo a evitar desperdício.


5) Simples é melhor
Considerando ainda o ponto de venda, observa-se uma tendência pela simplificação da mensagem da sustentabilidade. Um exemplo ilustrativo dessa tendência é a Marks&Spencer, maior rede de lojas de departamento do Reino Unido.



A rede britânica implantou uma campanha chamada Plano A, na qual transforma 100 compromissos em cinco pilares (Mudanças Climáticas, Resíduos, Matéria-Prima Reciclável, Parcerias Justas e Saúde), devidamente identificados por ícones. “Cinco anos. Cinco compromissos. 100 coisas para mudar. Porque temos apenas um mundo. E o tempo está acabando”.
A intenção é comunicar rápido e de modo simples, com o intuito de fortalecer vínculos com consumidores cada vez mais bombardeados por informação verde. Uma inspiração para empresas varejistas brasileiras.


6) Verificação externa funciona como avalista
Cada vez mais empresas estão recorrendo à verificação externa e independente para validar suas estratégias verdes e metas de sustentabilidade corporativas. Na França, Alemanha e China, por exemplo, os consumidores se orientam quase que exclusivamente pelos selos de certificação.



7) Natural em alta
Tudo o que é “natural” segue em alta. Cada vez mais empresas se socorrem no procedimento de comunicar, nos rótulos, o “quão natural” é o produto.
Reconhecida como a “marca mais verde” dos EUA, segundo o estudo ImagePower-2010, a Burt´s Bees, empresa de produtos de cuidados pessoais, informa em suas embalagens o percentual preciso de “naturabilidade” de cada um deles e apresenta aos consumidores os benefícios de produtos naturais em relação aos convencionais.
Em conjunto com a Natural Products Association, a Burt`s Bees desenvolveu ainda um padrão para produtos de cuidado pessoal naturais, com o objetivo de sensibilizar consumidores num contexto caracterizado pela inexistência de regulação oficial.


8 ) Redes sociais, aí vamos nós! 
Cada vez mais empresas vêm utilizando as ferramentas de mídia social para dialogar com públicos de interesse e ampliar o alcance de sua comunicação da sustentabilidade. Os vídeos on-line estão em alta entre os norte-americanos.



9) Preferindo o todo, em vez das partes
Cresce o número de empresas que estão trocando ações pontuais por um posicionamento mais amplo de sustentabilidade. A Timberland é apontada como emblemática dessa tendência, graças à iniciativa do Green Index Label (Rótulo de Índice Verde). A partir de três critérios: emissões de carbono, utilização de produtos químicos e consumo de recursos (a porcentagem, em peso, de materiais reciclados, orgânicos e renováveis), a empresa qualifica de 1 a 10 a “sustentabilidade” do produto.

As informações são registradas em uma etiqueta e disponibilizadas aos consumidores no ponto de venda.


10) O que focam as mensagens
Uma análise do que está sendo mais comunicado no ponto de venda revela uma ênfase à mudanças climáticas e energia – consumo de energia no ciclo de vida e uso do produto, matérias-primas com padrões éticos e ambientais; produtos químicos com segurança, materiais naturais, orgânicos e produtos químicos excluídos; gestão e uso da água; ações relacionadas a causas locais e globais, tais como o comércio justo, que proporcionem algum tipo de economia ao cliente e resultados financeiros para organizações.



11) Marcas sustentáveis mobilizam consumidores, empregados e parceiros
Parece crescer a consciência de que a sustentabilidade é um componente ético fundamental na construção de marcas. E, ainda, que marcas sustentáveis geram uma aura de simpatia e interesse. Criam audiências, favorecem proximidade e despertam confiança.



Ricardo Voltolini é publisher da revista Ideia Sustentável e diretor da consultoria Ideia Sustentável. Twitter: @ricvoltolini. Topblog: http://www.topblog.com.br/sustentabilidade.
Fonte: Agenda Sustentável.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

E-commerce sem embalagens

Em tempos de produtos mais “verdes” e de maior conscientização das marcas em relação à sustentabilidade e responsabilidade ambiental, deparamo-nos, muitas vezes, com visões distorcidas sobre ações rumo aos objetivos ambientalmente corretos, como no caso das sacolas plásticas tão criticadas por organismos de defesa do meio ambiente, (exemplo de bom uso das sacolas plásticas: (http://uotblog.blogspot.com/2008/08/uot-na-era-das-sacolas-oxi.html)quando na verdade o que a sociedade precisa é da diminuição de embalagens para uma menor geração de lixo doméstico, resultando em menor uso de sacolas plásticas para depositar tais lixos.

A embalagem é um recipiente ou envoltura que armazena produtos temporariamente e serve principalmente para agrupar unidades de um produto, com vista à sua manipulação, transporte ou armazenamento. Outras funções da embalagem são: proteger o conteúdo, informar sobre as condições de manipulação, exibir os requisitos legais como composição, ingredientes, etc. e fazer promoção do produto através de gráficos.
Embalagem como ferramenta de marketing

Não quero ser contraditório e nem paradoxal em relação á embalagem porque acredito na sua importância para a comunicação da marca. Como a briga entre marcas é cada vez maior no ponto-de-venda, e as relações de custo e benefício são freqüentemente calculadas na hora da compra, a embalagem, único meio de comunicação presente nesse momento, ajuda a montar a percepção de qualidade versus preço necessária para se tomar qualquer decisão.

O projeto da embalagem de consumo deve ser voltado para a conveniência do consumidor, ter apelo de mercado, boa acomodação nas prateleiras dos varejistas e dar proteção ao processo. A embalagem dos produtos de consumo precisa chamar a atenção no ponto de venda, informar as características e atributos do produto e despertar o desejo de compra no consumidor.  A embalagem tem de garantir a comunicação dos benefícios, emocionais ou funcionais, e do diferencial do produto em relação aos seus concorrentes. Essa tarefa não necessariamente significa utilizar somente palavras, mas, mediante meios mais fáceis, rápidos e amigáveis, como símbolos e cores, convencer o consumidor de que esse produto é mais adequado do que o outro.

Se ela falhar nesta função o produto corre o risco de desaparecer do mercado. Pesquisa da AC Nielsem apresentada no Congresso Brasileiro de Embalagem mostrou que cerca de 80% dos produtos lançados no Brasil saem do mercado em até dois anos. A embalagem é uma poderosa ferramenta de marketing que pode ajudar o produto a conquistar a preferência do consumidor e garantir seu lugar no mercado

A embalagem faz parte da experiência do consumidor com o produto. Aqui, a percepção é realidade e a embalagem contribui fortemente para a definição de uso do produto. Por exemplo, uma caixa de bombons em uma linda embalagem negra brilhante pode ser utilizada para presentear alguém. Já o mesmo chocolate em uma caixa de papelão pode ser um companheiro para tardes em frente à TV.

Classificação dos tipos de embalagens
Embalagem de venda ou embalagem primária: envoltório ou recipiente que se encontra em contato direto com os produtos. Ex.: frasco ou blister de remédio;
 
Embalagem grupada ou embalagem secundária: é a embalagem destinada a conter a embalagem primária ou as embalagens primárias. Ex.: caixinha de remédio que contém o pote de remédio; 
Embalagem de transporte ou embalagem terciária: utilizada para o transporte, protege e facilita a armazenagem dos produtos, Ex: pallet.

São usados os mais diversos tipos de materiais em embalagens para o uso na logística, desde o papelão tradicional até plásticos. Porém, existem tendências emergentes, tais como:

Embalagens tipo sleeves, um tipo de embalagem aplicado sobre garrafas frascos e potes, constituído por uma manga de filme termo-encolhível (o que permite que após a sua exposição ao calor se adapte a forma da embalagem primária: garrafa, pote etc) este filme primeiramente decorado permite a empresa ter o maior canal de comunicação com seus consumidores. Este tipo de embalagem já foi adotado por grandes empresas para todo tipo de produtos principalmente os das indústrias lácteas e refrigerantes. 

Embalagens retornáveis sempre fizeram parte dos sistemas logísticos. Tais embalagens geralmente são de aço ou plástico. A decisão de investir num sistema de embalagem retornável requer estudo da quantidade de ciclos de embarques e de custos de transporte versus custos de compra e descarte de embalagem sem retorno, bem como os custos futuros de separar, rastrear e limpar as embalagens para reutilização. Neste caso, a própria transportadora poderia recolher a embalagem após o recebimento do produto pelo consumidor e reconduzi-la ao fornecedor.

Embalagem shrink-wrap é uma embalagem a vácuo. Ela é executada colocando-se uma película pré-esticada sobre a carga unitizada de embalagens secundárias, película essa que é encolhida por meio de aquecimento, para fazer as embalagens aderirem à plataforma como um volume único.

Embalagem stretch-wrap é uma embalagem também a vácuo. Ela é executada envolvendo-se a carga a uma película plástica esticada, fazendo-se a carga rodar e ser envolvida pela película, o que resulta numa carga única, embalada sob pressão.

Fim da embalagem secundária

Agora que sabemos a importância da embalagem como objeto de comunicação eficiente e do potencial diferencial na “hora da verdade” para com o consumidor, que na maioria das vezes é fortemente influenciado por ela, vamos falar da falta que ela não faz na decisão de compra no comércio eletrônico.

Diferentemente do que acontece nas lojas de tijolos, quando compramos pela internet vemos imagens e características do próprio produto, sem embalagem. Daí,a pergunta que não quer calar?

Se comprarmos os produtos visualizando diretamente suas características, por que recebê-los com as embalagens usadas nos PDVs tradicionais?

Existe todo um movimento visando economizar recursos naturais como os Ipad em substituição às revistas de papel, jornais online e etc. Para ter idéia do nível de preocupação ambiental, um documento radical, apoiado por organizações do segmento e pelos principais designers e consultorias, planeja definir um novo padrão de sustentabilidade em design denominado de “O Acordo de Designers" , que já foi assinado por milhares de designers e continua sendo assinado por muitos outros, inclui em seu comitê consultivo, Paul Hawken, autor "best-seller” e fundador do Natural Capital Institute (Instituto do Capital Natural), o CEO da IDEO, Tim Brown, entre outros. 

O Acordo dos Designers surgiu na época do crescente interesse e demanda por produtos, serviços e práticas de negócios sustentáveis, mas em uma era de incerteza contínua sobre como definir ou medir o nível "ecológico" e a crescente impaciência dos consumidores com as falsas declarações ecológicas de algumas empresas. Embora ainda seja cedo para estimar seu impacto, o acordo tem o potencial de alterar de forma drástica a prática do design e as práticas de negócios dos milhares de empresas que trabalham com consultorias de design. Um dos pontos do acordo diz respeito a embalagens.

Para obter uma lista completa dos princípios e mais informações sobre o Acordo dos Designers, acesse designersaccord.org.

No e-commerce deveriam existir, observadas as devidas exceções, apenas embalagens de transporte ou embalagens terciárias com ênfase em logística para o transporte das embalagens primárias, eliminando-se, assim, as embalagens secundárias, aquelas que mencionamos como ferramentas de comunicação. Dessa forma, se conseguiria grande economia de custos em escala; economia de recursos naturais; além, é claro, de substancial diminuição do lixo doméstico. 

Exemplo? Ao comprar uma pasta de dentes na gôndola do supermercado lemos atentamente sobre suas características e benefícios na embalagem que envolve o tubo (embalagem secundária). Entretanto, se formos comprar a mesma pasta na internet teremos todas as informações exibidas na tela do computador.

Então, para que a embalagem? – calma, ainda vai chegar o dia em que comprará um simples creme dental pela web.  

Em logística existe a “unitização”, que é o agrupamento de caixas numa carga única, formando um só volume. Bingo! Mais economia para o comércio eletrônico. Se for comprar 10 itens de varejo no walmart.com.br, nada mais econômico e responsável que recebê-los numa única embalagem, guardadas as devidas proporções. 

As cargas unitizadas apresentam muitas vantagens. São reduzidos o tempo de descarga e o congestionamento no ponto de destino, é facilitado o manuseio de materiais pela verificação das mercadorias, em sua entrada e no rápido posicionamento para a separação de pedidos.

Acredito que muita gente deve estar pensando a mesma coisa sobre embalagens e gostaria que as empresas varejistas que atuam no comércio eletrônico se sensibilizassem iniciando um movimento exigindo de seus fornecedores a diferenciação de embalagens entre as lojas convencionais e as lojas online, bem como a mudança de paradigma logístico, pela diminuição da pegada ecológica.

De minha parte tenham certeza que passaria a consumir produtos com menos embalagens. E você?

Espalhe esta idéia. Vamos criar o movimento “e-commerce sem embalagem”

Cole o selo no seu site



 










Design e funcionalidade apenas para o produto, comunicação eficiente online, e nada de embalagem desnecessária.

Paulo Rubini
Apaixonado por sustentabilidade sem frescura

sábado, 28 de março de 2009

Sustentabilidade. Estratégia é apenas o começo

Saiba mais sobre os cinco princípios básicos para a sustentabilidade no dia-a-dia das empresas.

Há uma porção de pensamentos estratégicos a respeito de sustentabilidade corporativa no mundo. Contudo, há pouca ou nenhuma ação para esta estratégia, no chão de fábrica. Este é um grande problema, uma vez que a licença para operar é ganha ou perdida nesse local. Para uma planta distante do escritório corporativo, a estratégia é vista como uma ordem infundada. Se as empresas são independentes de um escritório corporativo, então, há pouquíssimo tempo para a estratégia.

A situação financeira mundial atual paralisou as estratégias de sustentabilidade em muitas empresas. É hora de voltar ao básico “redução de custos” e “tornar operações mais eficazes e eficientes”. É esse foco atual sobre a "parcialidade" do negócio que tem sido bem sucedida operacional para muitas pessoas por mais de uma década.

Há cinco princípios básicos para a sustentabilidade no dia-a-dia das empresas:

1. Continuidade de atividades e gestão de risco
2. Responsabilidade
3. Compliance
4. Desempenho
5. Melhoria contínua

Estes princípios são raramente observados em estratégias de sustentabilidade. A seguir, confira mais explicação sobre cada um desses princípios.

Continuidade de atividades – representa o pensamento de longo prazo. Plano de negócios para todos os tipos de calamidades: tornados, furacões, incêndios, inundações, quedas de energia e greves. Estes eventos representam riscos operacionais para a empresa. Gestores, trabalhadores e stakeholders têm pouco preparo para o risco. Estrategistas em sustentabilidade passam todo seu tempo produzindo resultados na linha de produção, para promover a mudança, mas uma calamidade pode eliminar seus ganhos em um fatídico segundo.

É necessária mais atenção à gestão de riscos operacionais, regulamentários e de reputação. Há normas de gestão de risco que podem ser utilizadas para esta finalidade. Destinar atenção à gestão de riscos deverá ajudar a garantir a continuidade do negócio mesmo com as flutuações na economia, alterações das normas sociais, novas leis e grandes acontecimentos climáticos.

Responsabilidade – as operações compreendem claramente o conceito de responsabilidade. Em sustentabilidade, há uma responsabilidade pelo ambiente, pelas pessoas da empresa e da comunidade, e a responsabilidade de contribuir para a vitalidade econômica da comunidade. É impossível separar estas responsabilidades porque estão interligadas de muitas formas. O triple bottom line foi originalmente concebido como um eufemismo. A sustentabilidade ambiental é, na verdade, administração ambiental e claramente representa apenas uma das três responsabilidades.

Compliance – negócios sustentáveis esforçam-se no cumprimento de normas ambientais, sociais e regulamentos econômicos.

Gestores ambientais, de saúde e segurança não têm um monopólio sobre o compliance. As plantas geralmente estão em conformidade com sistemas de garantia incorporados ao sistema de gestão empresarial. Qualquer bom sistema de gestão de negócios irá conduzir estas considerações para o negócio principal, tornando-os parte do que cada empregado faz a cada dia.

Desempenho – Há um grande número de ferramentas de excelência empresarial utilizadas em todo o mundo que aumentam o desempenho. As empresas que utilizam essas ferramentas têm demonstrado um desempenho financeiro duas vezes superiores àquelas que não o fazem. Estes mecanismos utilizam indicadores de liderança e de condução do desempenho. Eles trabalham bem com programas de compliance.

Melhoria contínua – ambos os programas de compliance e desempenho exigem uma melhoria contínua. Melhoria de processos é utilizada para satisfazer a demanda. Uma empresa não pode continuar sua jornada para a sustentabilidade sem demonstrar uma melhoria contínua.


Por Robert B. Pojasek (Ph.D. o líder de Práticas de Sustentabilidade Empresarial na First Environment Inc. e uma autoridade internacionalmente reconhecida sobre o tema da sustentabilidade empresarial e de melhorias de processos).
Fonte: BiO2 (www.bio2.com.br)
18/03/2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Dicas para ser “verde”


Confira as dicas para você implantar ações sustentáveis com baixos custos de investimentos.

Existem dezenas de iniciativas que podem ser implantadas para reduzir os resíduos, utilizar menos energia, melhorar a eficiência e envolver os colaboradores na diminuição dos impactos ambientais da sua empresa.

Muitas destas iniciativas não exigem elevados investimentos. Para exemplificar, a seguir, estão algumas opções.

Tenha uma base
"Você não pode reduzir o que não foi primeiro medido", declara Allison Hannon, gerente regional para o The Climate Group, uma organização sem fins lucrativos que ajuda empresas e governos a resolver questões sobre o aquecimento global.

Medir a sua pegada de carbono pode parecer muito complexo, mas existem muitas ferramentas fáceis e gratuitas disponíveis para que as empresas possam obter uma medida rápida de suas emissões de carbono, diz Tommy Linstroth, diretor de sustentabilidade para Melavar, uma empresa de desenvolvimento sustentável imobiliário de Savannah, Ga.

Depois de medir a sua pegada de carbono, você pode identificar as áreas com maior impacto e maior potencial para a mudança. Uso de eletricidade e transporte de trabalhadores podem representar os maiores impactos e oportunidades de redução em um edifício de escritórios, ou aterro de resíduos e de mercadorias de uma fábrica de operação.

Mergulho no Lixo
"Se você quer que as pessoas pensem sobre os resíduos que produzem a cada dia, mostre a eles", aconselha Jim Hartzfeld, diretor de Interface Raise, a unidade de consultoria sustentável da Interface, de Atlanta.

Quando a Interface começou a falar em posturas mais ecológicas e na sustentabilidade com foco empresarial, no início dos anos 90, Hartzfeld diz que todos pensaram que eles eram loucos. "Mas ninguém poderia argumentar com a idéia de redução de resíduos", diz ele. "Nós só precisava de uma maneira de torná-lo visível."

Diminua o fluxo
Todos já ouviram falar, e - e esperamos que já usem – das lâmpadas de alta eficiência nos escritórios. Mas você sabia que você pode fazer o mesmo tipo de mudança nas torneiras do seu banheiro e obter um retorno sobre investimento ainda mais rápido?

"O caudal da maioria das torneiras de banheiro é de 2,2 litros por minuto", diz Linstroth. "Essa é a mesma quantidade de água que você usa para tomar uma ducha. É um sobreuso ridículo e desnecessário."

A Melavar substituiu todas os arejadores das torneiras (controlam o fluxo de água) dos banheiros para versões de 0,5 litros por minuto. "Por US$ 3/torneira, reduzimos nosso uso da água de 50 a 75%. Se cada empregado lava as suas mãos três vezes ao dia, esse é um montante substancial de poupança de água, ao longo de um ano", diz ele. "Não há nem o que pensar."

Mude
Quando realizou uma auditoria de suas emissões de gases do efeito estufa, Melavar descobriu que um dos seus maiores culpados foi a gasolina usada para que os empregados fossem e voltassem do trabalho. Para lutar contra esse impacto, o grupo Linstroth lançou uma série de incentivos para transporte.

Para incentivar a carona, uma parceria com a empresa Atlanta"s Clean Air concede aos “caroneiros” mensais dois cartões. Além de brindes, também são designadas vagas preferenciais nos estacionamento mais próximo ao edifício para Caronas e veículos híbridos. Nenhum destes programas custa para implantar.

Transforme Resíduos em lucro
Quando você pensa nos resíduos que sua empresa produz, olhe além da convencional reciclagem de um meio para um fim, sugere Bill Hoffman, da rede Waste to Profit Network. Trata-se de uma base de informações que interliga empresas que têm necessidade de matérias-primas ou de partes que, de outra forma seriam jogados fora.

"Reunimos pessoas de diferentes indústrias que normalmente não falam uns com os outros e fazemos com que trabalhem em conjunto", diz ele.

Envolva todo mundo
Todos os especialistas concordam que o envolvimento dos trabalhadores é fundamental para tornar uma iniciativa verde de longo prazo num sucesso. A melhor forma de fazê-lo é tornar divertido, diz Christina Page, diretor de clima e energia no Yahoo.

O Yahoo tentou tornar suas iniciativas verdes divertidas no Dia da Terra, em 2007, quando desafiou os seus empregados a reduzir o consumo energético em 20% dentro de uma semana. O incentivo?

"Se eles atingissem essa meta, os co-fundadores prometeram lutar sumô no gramado de entrada", disse. "Foi uma forma fácil, divertida, criativa, de envolver as pessoas", afirma Page.

Não esqueça seus clientes
Incentivar e premiar os clientes para participar de programas ambientais, tais como faturamento sem papel ou usar sacolas de pano em vez das de plástico, pode ajudar as empresas a reduzir seus impactos ambientais e promover a lealdade entre os consumidores ambientalmente conscientes.

Um exemplo dessa estratégia inovadora foi recentemente implantada pela rede varejista Marks & Spencer, em Londres, que lançou no mês passado uma parceria com a Scottish and Southern Energy.

O programa chamado M&S Energia buscou incentivar os clientes na redução do seu consumo de energia. Aqueles que reduzirem sua utilização anual de energia em 10% no primeiro ano receberão vales da M&S no valor de £ 15 (equivalente a R$ 50,00). "O setor de energia pode ser bastante complexo e queremos torná-lo mais simples para os nossos clientes", diz Carl Leaver, diretor da M&S.



Por Sarah Fister Gale
Fonte: BiO2 (www.bio2.com.br)
18/03/2009

domingo, 21 de setembro de 2008

RSE - Parte final

Cada vez mais a sociedade está expressando a clara necessidade de práticas ambientalmente sustentáveis. Uma das maneiras de a empresa demonstrar o seu compromisso com o meio ambiente é através da mudança dos “métodos tradicionais” com relação às questões ambientais:

DE ► PARA :

Uso de Recursos ineficazes
► Produtividade de Recursos

Tecnologia End-of-Pipe*
► Produção mais Limpa

Relações Públicas
► Controle Corporativo

Reativo
► Pró-Ativo

Sistemas de Administração
► Ciclos da Vida, Projeto de Negócio.

Comunicação Unilateral e Passiva
► Multiplicidade de participantes e Diálogo Ativo

Fonte: Site The Global Compact – www.pactoglobal.org.br


Eis as razões pelas quais a empresa deve pensar sobre a melhoria no seu desempenho ambiental:


  • - Aplicação de uma produção mais limpa e demonstração de eficiência ecológica levam a uma melhor produtividade dos recursos.

    - Novos instrumentos econômicos (impostos, encargos, alvarás comerciais) recompensam empresas limpas.

    - Regulamentação ambiental rigorosa.

    - As seguradoras preferem fazer negócio com empresas mais limpas e de risco mais baixo.

    - Os bancos tendem a fazer mais empréstimos para empresas cujas operações não onerem o banco com processos na área ambiental ou contas de liquidação.

    - A administração ambiental tem um efeito positivo para a imagem da empresa.

    - Os empregados preferem trabalhar para empresas ambientalmente responsáveis, pois, geralmente, essas empresas apresentam registros de boa saúde e segurança para o trabalhador.

    - A poluição ambiental ameaça a saúde humana.

    - Os clientes exigem produtos mais limpos.

A sustentabilidade e, nesse âmbito, a necessidade de ser genuína e não generosa. Trata-se de um elemento de negócios que pode trazer impactos positivos à empresa se for adotado verdadeiramente.

Pense nisso quando alguém vier falar com você sobre RSE.

* end-of-pipe: tipo de solução que não atinge a raiz do problema. Também conhecida como solução fim-do-tubo. Ex: Um determinado processo industrial gera um tipo de resíduo perigoso. A princípio, é mais fácil colocar um filtro na saída do tubo em que o resíduo é emitido, do que reprojetar todo o processo, ou pesquisar novas fontes alternativas de matéria-prima, para que não exista mais a possibilidade de geração de resíduos perigosos. Uma decisão end-of-pipe torna, aparentemente, as coisas menos ruins, mas não boas. O que fazer então, com o filtro contaminado?

Leia também:


A verdade sobre Responsabilidade Social Empresarial.

RSE - parte 2

Paulo Rubini, Consultor de Empresas.


domingo, 7 de setembro de 2008

RSE - parte 2

A verdade sobre Responsabilidade Social Empresarial – parte 2

Praticar a RSE correta e honestamente é construir uma marca solidária e necessária para a sociedade de consumo que estamos construindo. Dando seqüência a uma série de postagens que pretendo fazer acerca do assunto - leia a primeira parte , vamos fazer considerações sobre a RSE e outras ações muitas vez confundidas como tal.

Se considerarmos apenas as ações voluntárias da comunidade empresarial, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2001, mais de 60% das empresas pesquisadas realizam investimentos na área social em forma de doações e/ou parcerias com organizações não-governamentais.

Podemos dizer, de outra forma, utilizando o ditado popular, que a empresa ao praticar RSE, ensina a sociedade a pescar enquanto a filantropia dá o peixe. Eis aí a grande diferença entre as duas práticas.

Primeiro vamos entender a diferença entre três conceitos: ação social, investimento social e responsabilidade social empresarial:


Ação Social


Um bairro é atingido por enchente que destrói tudo. A empresa resolve doar cestas básicas e agasalhos para a população prejudicada.

Essa atitude é considerada uma “ação social”. Teve como foco a comunidade e foi executada num momento específico para resolver uma questão pontual.

Foco: Comunidade / Ações Pontuais



Investimento Social Privado

Uma empresa quer aplicar R$ 2 milhões em projetos que envolvam inclusão social e esportes. Ela pesquisa três bairros e decide apoiar a Associação Azul de Atletismo e a Creche Doce-Lar, em aulas de reforço escolar, durante um ano, e patrocínio de material esportivo como bolas, tênis etc.

Essa atitude é considerada um investimento social privado, pois teve como foco a comunidade, mas a ação passou por um planejamento que definiu público específico, foco de atuação, estratégias etc.

Foco: Comunidade / Ações Planejadas



Responsabilidade Social Empresarial

Um grande restaurante resolve sua atividade à produção ecológica e à educação ambiental. Então passou a adquirir de seus fornecedores somente produtos de propriedades que não empregassem mão de obra infantil ou escrava, e que não agredissem o meio ambiente. Pelo menos uma vez no mês, convida as famílias de seus empregados para almoçar no restaurante e, nesse dia, as crianças participam da Oficina Ecológica.


Agora as sobras dos alimentos não vão mais para o lixo, viram alimentos alternativos para doação a famílias carentes. Todas as ações são documentadas e avaliadas mensalmente pelos três sócios e divulgadas para o cliente, inclusive para sensibiliza-lo a colaborar com doações de produtos ou de tempo/habilidade para as chamadas “Aulas pelo Bairro”, que abordam reciclagem, coleta seletiva e a importância do bom uso da água.

Foco: Abrange todos os públicos de relacionamento da empresa, caracteriza-se pelo engajamento dos stakeholders nas soluções de problemas / Ações Totalmente Planejadas


As empresas que já praticam RSE estão utilizando o novo paradigma de gestão – Triple Botton Line - o tripé da sustentabilidade, equilíbrio entre os interesses social, econômico e ambiental assegurando o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade justa.

A Responsabilidade Social Empresarial reflete o desejo comum de que as empresas estejam ativamente envolvidas na melhoria do ambiente social, dimensão esta que vai, portanto, além das funções básicas tradicionalmente esperadas da atividade empresarial, podendo ser considerada como uma extensão da dimensão ética.



Paulo Rubini, Consultor de Empresas.