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domingo, 11 de novembro de 2007

O amor pela marca

Kevin Roberts, CEO mundial da Saatchi & Saatchi, uma das maiores empresas de publicidade do mundo, e autor dos livros Lovemarks: O futuro além das marcas e Sisomo: the future on Screen, empolgou a platéia em sua apresentação sobre "Como criar e manter marcas poderosas", ontem no ExpoManagement 2007. “O poder das marcas foi mudado. Agora o poder é do consumidor. É ele quem manda”, revelou.

O executivo pontuou as sete idéias que, em sua opinião, podem fazer a diferença de uma marca comum para uma marca amada, ou lovemark. Para ele, não importa se o negócio é B2B ou B2C, o que importa é que trata-se de um negócio P2P, de pessoa para pessoa e por isso deve ter emoção. “O sucesso de uma empresa é igual ao tempo inverso que você passa fazendo planejamento estratégico. Nós estamos nos negócios das ações, no negócio de vender”.

Para Roberts, trata-se da diferença entre o racional e o emocional. “As pessoas tomam suas decisões 80% emocionalmente e 20% racionalmente. O racional nos leva a conclusões, o emocional nos leva a ações. É preciso vender com amor, com paixão”. O CEO explicou que passamos a fase da economia da informação, uma vez que hoje muitos têm acesso aos mesmos dados. A idéia agora, segundo o CEO, é a economia da atração, do engajamento.

Segundo ele, hoje, a maior parte dos comerciais tem que ter romance, tem que atingir diretamente o consumidor. “O marketing de massa já era. Morreu. Temos que tratar o consumidor individualmente. O consumidor quer interagir. Se você trabalha no departamento de marketing, mude-se para o departamento da conectividade. Você precisa ser um conector”, revelou. Segundo Kevin, as marcas hoje são construídas com respeito e amor e não só com respeito, como foi no passado. “Não importa o que você ofereça, seja preço, benefício, a fidelidade do cliente vai depender do amor que sente pela marca. E lovemarks são irresistíveis”, disse.

O segredo

O CEO contou que para tornar uma marca amada é necessário elementos como, mistério, sensualidade e intimidade. “Quanto mais você sabe a respeito de algo, menos interessante isso se torna. Dizemos tudo ao consumidor, nossos websites estão repletos de informações sem importância”.

O palestrante citou o Brasil como exemplo de sensualidade. “Vocês têm cores, têm barulho, são uma experiência sonora. O Brasil é uma lovemark”. Já a intimidade tem a ver com a conectividade. “É preciso manter contato”, afirmou. Outra idéia defendida pelo executivo é que as empresas não fiquem presas numa montanha de informação e conhecimento. “Os vencedores serão os que tiverem insights”, revelou. A impressão do executivo é que no Brasil as empresas têm medo de errar. “Fale rápido, pense rápido e aprenda rápido”, aconselhou.

Ao final ele advertiu para importância da sustentabilidade para o meio ambiente, cultural e socialmente. “Você deve fazer da sustentabilidade parte do seu cotidiano. Faça do mundo lugar onde todos possam viver bem, trabalhar e se divertir”, acrescentou.

Publciado em 7 de novembro de 2007 às 13h11 no Consumidor moderno.
Por Érika Ramos


Esta semana foi publicada uma lista das frases mais amadas do cinema pela BBC através de uma pesquisa realizada pelo site britânico myfilms.com.

Dentre as favoritas destaque para: "I'll be back" (eu voltarei} pronunciada por Arnold Schwarzenegger no primeiro filme da série Exterminador do Futuro. Essas frases como: "May the force be with you" ("que a força esteja com voce", de guerra nas estrelas) faladas no dia-a-dia pelas pessoas apaixonadas pela arte do cinema e que "incorporam" o ideal da trama trazendo mesmo que por diversão para seu cotidiano, são, na minha visão, uma maneira de representação do lovemarks. A paixão por guerra nas estrelas, por exemplo, não sugere apenas o uso da frase que ficou em 3º lugar na pesquisa, mas também a compra de objetos promocionais, criação de clubes de fãs pelo mundo afora e até uma forma de religão de adoradores da saga dos cavaleiros jedi. Eu prefiro a estória do Darth Vader, hehe. O vilão é sempre mais interessante, mas apenas na ficção.

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