Mostrando postagens com marcador “Consumo em Tempos de Crise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador “Consumo em Tempos de Crise. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Sua empresa está na mente do consumidor?

Percepção é realidade. Posicione-se!



Um ótimo posicionamento no mercado é a chave para o sucesso empresarial. Muitos acreditam que estão bem posicionados; entretanto, nem sequer sabem a verdadeira definição do termo.

Posicionamento refere-se à metodologia utilizada para criar uma determinada percepção de um produto, marca ou identidade de uma empresa. (Jack Trout e Al Ries)

Posicionamento é a ideia central do negócio. É o fundamento que determina se a empresa vai ou não ganhar dinheiro. (Ram Charam)

Estratégias bem-sucedidas têm suas raízes nas vantagens competitivas da empresa. A habilidade de identificar oportunidades de posicionamento é um grande teste da competência do profissional de marketing de plantão.
• Identificar produtos concorrentes;
• Identificar atributos ou dimensões que definem o espaço que o produto irá ocupar;
• Coletar informações sobre a percepção dos clientes relativas aos atributos do produto;
• Determinar qual espaço o produto ocupa na cabeça dos clientes.


Na prática, o posicionamento nunca deveria ser articulado sem um planejamento estratégico (PE) formal. O PE é a única ferramenta que permite identificar as competências essenciais da empresa e transformá-las em objetivos compreensivos que finalmente determinarão o foco das ações de marketing e vendas. Se executadas com criatividade e disciplina ao longo do tempo, as ações determinarão o posicionamento almejado, transformarão o equity da marca em valor e, consequentemente, em vendas.

Cada vez mais as empresas estão buscando excelência em determinado segmento que possa marcá-la como especialista naquilo. Para o consumidor ávido por novidades, melhores relações de custo/benefício e graças à velocidade com que consegue obter informações, uma empresa bem posicionado no seu segmento será fatalmente procurada.

Saiba tudo sobre como se posicionar no livro "A Fórmula da Satisfação do Cliente"

domingo, 31 de maio de 2009

Brasileiros reavaliam conceitos sobre consumo

A crise econômica afetou o brasileiro de uma maneira diferente. Em parte porque não chegou ao país da mesma forma que em outras nações desenvolvidas como os Estados Unidos, mas também porque o brasileiro está acostumado a passar por momentos econômicos difíceis. Mesmo assim, a situação fez rever conceitos e a ideia do consumismo saiu de moda, segundo a pesquisa “Consumo em Tempos de Crise”, realizada pelo Observatório de Sinais (ODES).

A maioria dos 614 entrevistados – entre homens e mulheres das classes A e B – se mostrou preocupada em consumir menos e de forma mais consciente, mas boa parte ainda parece confusa em relação às mudanças que se definem. Quase todos os entrevistados (92%) consideraram que produtos como roupas deveriam ter um ciclo de vida mais longo, mas 34% também afirmaram querer moda e tendências.

Os resultados apresentam um senso comum de que o consumo exagerado é o responsável pela crise, o que acentua o quadro de infidelidade do cliente. O consumidor passa a pesquisar mais para comprar melhor e não hesita em trocar de marca caso encontre algum produto similar com preço inferior na concorrência. A exceção seria o mercado de luxo, em que há maior grau de fidelidade em relação às marcas.

Brasileiro menos pessimista
Dizer que o brasileiro se mostra despreocupado em relação à crise seria um erro. Porém, de acordo com o sociólogo, fundador e diretor do ODES, Dario Caldas, o brasileiro assumiu uma posição de tranquilidade e está menos pessimista se comparado aos povos de países desenvolvidos. O momento sócio-econômico favorável ao país é um dos motivos para este comportamento.

Povo otimista por natureza, o brasileiro encara a crise de maneira menos pessimista que em outros países, principalmente os desenvolvidos. Acontecimentos da primeira década do século XXI, como a queda das Torres Gêmeas, levaram as pessoas a pensarem no futuro de forma negativa. O que não acontece entre os consumidores daqui.

“Cada vez mais temos exemplos de que os valores do brasileiro estão se diferenciando. O Brasil adquire contornos próprios como nação, economia, cultura. Temos de olhar de um ponto de vista local para entender as coisas. Além do mais, o brasileiro está ‘descolado’ em crises, acostumado a lidar com situações complicadas”, observa Caldas em entrevista ao Mundo do Marketing.

Consumismo associado à crise
Uma visão menos pessimista não significa que o consumo esteja imune. No caso das classes C e D, a crise aparece no momento em que elas começam a penetrar neste universo. “As novas classes médias começaram a consumir há pouco tempo, por isso há um questionamento, uma freada no consumo, justamente no momento em que essas pessoas estão começando a comprar mais”, explica Caldas.

Já no caso das classes A e B – foco da pesquisa – a crise veio para incentivar uma revisão de valores. Como este grupo tem hábitos de consumo mais estabelecidos, está mais disposto a repensar conceitos ligados à crise global. Dos entrevistados, 88% identificaram a ganância como causa da crise, enquanto 57% concordaram que o consumismo é parte dela.

Por outro lado, não se pode ignorar que cerca de um quarto dos consumidores não associaram o consumo em excesso aos problemas econômicos atuais. Mas 57% dos entrevistados discordaram que consumir mais seja uma forma de combater os efeitos da crise na economia, ao contrário do que afirma o Governo.

Sustentabilidade apoiada
Se as pessoas ainda estão confusas sobre as mudanças relacionadas ao consumo e à crise, quando o assunto é o meio ambiente a maioria partilha da mesma opinião. Dos entrevistados, 95% relataram alguma mudança de hábito por preocupação com o futuro do planeta, enquanto 93% concordaram sobre um crescente consumo de produtos sustentáveis. As principais preocupações citadas foram em relação à água (71%), seguida pelo lixo (66%) e pela eletricidade e a energia (42%).

Para Caldas, do ODES, a crise funciona como um “acelerador” das mudanças que já se desenhavam. Mesmo que ainda haja uma parcela que não associa o consumismo ao aquecimento global (13% de homens e 10% de mulheres), os valores da educação ambiental já são compartilhados pela maioria e a tendência é que este número aumente com o tempo.

São observadas mudanças desde o comportamento mais rudimentar, daquele indivíduo que não joga mais papel no chão, aos relatos de quem se preocupa com todos os aspectos da sustentabilidade e os divulga para os conhecidos. “A grande vilã contemporânea é a sacola plástica. As classes A e B já entenderam isso. Vemos a classe C perceber este problema e observamos as grandes redes de supermercados incentivando o uso da ecobag”, explica o sociólogo.

Mercado precisa se comprometer
O que vinha sendo feito até agora em termos de sustentabilidade também não é mais suficiente. É preciso o chamado “comprometimento”. Não é o bastante que as marcas façam apenas campanhas e ações que tenham a sustentabilidade como mote. O consumidor mais informado sobre o assunto perceberá que é necessário uma mudança geral.

“Não basta que a empresa diga que recicla o lixo, se ela continua dando vazão a produtos não-sustentáveis. O consumidor tende a perceber isso como contradição, um anti-marketing”, explica o sociólogo. O momento atual é de passagem e não há mais espaço para a sustentabilidade de mentira. “E é o apelo do consumidor consciente que vai remodelar o mercado (depois da crise)”, conclui.

Mundo do Marketing:
Publicado em 14/05/2009