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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O Livro Secreto do Marketing



Livro extremamente útil para profissionais e estudantes de Comunicação e Marketing; diria até, para qualquer leigo interessado no entendimento do lado “menos honrado” de alguns especialistas de marketing.

A verdade deve ser o norte de qualquer planejamento de Marketing, mas a verdade nem sempre foi contada de forma correta por alguns profissionais ao longo da história. É bom sabermos como fazer as coisas de forma enganosa para não cometermos tais erros de forma involuntária.
De maneira inteligente, o livro explora os relatos cuidadosamente maquiados, que foram produzidos geração após geração. Desvenda ruas estreitas pouco visitadas, que o levarão a partes obscuras do marketing comercial, das ciências sociais e da propaganda política. Caminhos que ligam erros futuros a promessas presentes e propaganda passada.

”O teste mais verdadeiro de qualquer cigarro é o fumo contínuo. Fume apenas cigarros Camel nos próximos 30 dias...e veja como Camel é suave, maço após maço... como eles agradam sua garganta enquanto você fuma regularmente. Veja se você não achará Camel mais prazeroso do que qualquer outro cigarro que já tenha fumado.”

Nunca ninguém havia imaginado que os cigarros pudessem matar. Afinal. Desde 1940, a marca de cigarros Camel anunciava : “Mais médicos fumam Camel do que qualquer outra marca.”

“As inverdades mais perigosas são as verdades moderadamente distorcidas.” – Georg Lichtenberg

Um livro marcante que expõe o lado negro das meias verdades que muitas organizações prefeririam manter em segredo.

Tá curioso em saber como surgiu o Branding?

“Enquanto filmes como “Branded” (marcado) sugeriam que o Oeste americano tenha durado pelo menos 50 anos, na verdade, o período durou apenas entre os anos 1866 e 1886. Os cowboys americanos marcavam seu gado para avisar às pessoas quem era o dono das cabeças e para evitar elas fizessem qualquer exigência de posse sobre o rebanho. Isso deu origem ao conceito moderno de ‘Brand” (marca) , com diferença fundamental que ele estimula as pessoas a “colocarem suas mãos sobre” a marca, em vez de manter as mãos longe dela.”

Nos Estados Unidos, ao analisar as táticas de propaganda de sua nação, Bernays chegou à conclusão de que os interesses comerciais e políticos dos “negócios com almas”(expressão muito usada pelo autor) eram indivisíveis e que, ao lidar com as massas, era muito difícil explicar questões complexas em uma base puramente racional. O necessário era o que Bernays chamava de “engenharia de consentimento”. Isso, por sua vez, preparou o caminho para “fazer a engenharia das mentes das pessoas” de forma que elas cobiçassem bens e serviços dos quais não precisassem realmente. Os negociantes de almas precisavam apenas relacionar os produtos, serviços e idéias aos desejos inconscientes e aos impulsos mais obscuros de consumidores e eleitores.

- Bernays era um daqueles gênios da propaganda, muito procurado pela CIA para alguns “serviços”.

Um dos tópicos mais fortes do livro é o que fala das “101 regras não publicadas do profissional de persuasão”. Técnicas repetidas ao longo da história e que ainda não foram abertamente reconhecidas em campanhas.

Citando apenas uma delas: “Seja um dos modernos” – Faça as pessoas acreditarem que sua lealdade prova que elas definem tendências, em vez de segui-las. No marketing isso funciona bem com marcas com apelo junto aos jovens, como tênis Reebok ou iPods da Apple. Outro exemplo vem à mente é um anúncio do Burger King contra o MacDonald’s que pergunta: “Você prefere se deleitar como um rei ou comer como um palhaço?”

Jonathan Gabay, autor do livro, atua no mercado de propaganda e marketing há trinta anos. Ele faz parte do Chartered Institute of Marketing, referência mundial em melhores práticas de marketing. 

Palavras do autor:
“O mundo todo está passando por profundas mudanças. Convicções firmemente enraizadas foram substituídas pelo ceticismo. O que será necessário fazer para que os líderes reconstruam sua reputação e reconquistem nossa confiança? Se você um dia já desconfiou que há mais por trás do que é dito e do que os olhos conseguem ver, ou se você está interessado em construir um futuro rentável e ético para sua organização ao aprender as maiores lições da história sobre modismos e propaganda, este livro foi escrito para você.”

Leia e saiba quais caminhos não seguir para construir um amanhã mais ético, moral e comercialmente sustentável.


Paulo Rubini - Digital Marketing Consulting

domingo, 15 de maio de 2011

McDonalds e suas promoções polêmicas

Gosto de compartilhar artigos que provoquem a reflexão como este do Ricardo Jordão, que aliás, gosta de uma polêmica.
É meio extenso mas vale a pena ler.
Só não coaduno com a frase que diz: "Marketing é o que você tem que fazer quando o seu produto não é bom". Mas isso é outro assunto.





O McLanche Feliz é um crime. De feliz não tem nada. O lanche é uma grande infelicidade, e uma bruta safadeza do McDonalds.  

Felizmente os meus filhos não gostam da comida do McDonalds. Eles acham a batata frita gordurosa, o sanduíche sem sabor, o nuggets sem graça, e o refrigerante um lixo. 

Entretanto, vez ou outra, os meus filhos e os seus amiguinhos pedem para ir ao McDonalds. 

Eu não levo. Mas tem sempre algum imbecil que leva. 
Por que as crianças querem ir no McDonalds se elas não gostam da comida do McDonalds?

Por causa da droga do brinquedo que vem “grátis” dentro da droga do mclanche infeliz.

As crianças de hoje não ligam a mínima para o lanche. 
Eu nem preciso me preocupar com a questão da saúde porque eles simplesmente não comem a porcaria da comida do McDonalds. Eles querem apenas o brinquedinho safado e xingue-lingue que acompanha o lanche.
Ou seria vice-versa?!

A estratégia safada do McDonalds em colocar brinquedo dentro de hamburger é tão bem sucedida que levou os gerentes da empresa do sanduíche a evoluirem com a coisa toda. 

Dez anos atrás o brinquedo do McLanche Infeliz era apenas um brinquedinho xingue-lingue. Hoje o brinquedo faz parte de uma "coleção" temática de brinquedos que muda a cada 30 dias ou algo assim.

A estratégia da coleção leva a criançada a querer retornar ao McDonalds até completar a maldita coleção. Nos dias de hoje uma coleção do McLanche Infeliz tem entre 4 ou 5 brinquedos. 

Eu tenho um amigo que viveu em Buenos Aires nos anos 90 e conta que certa vez o McDonalds soltou uma coleção temática de 30 brinquedos. Os filhos dele e os filhos dos amigos encheram o saco durante 30 dias para ir no McDonalds 30 vezes para pegar o brinquedo e completar a tal da coleção.

Coleção essa que é logo esquecida pela criançada. O "tesão" pelo brinquedo é artificial. O objetivo da criança é atingir a meta de completar a coleção antes dos outros amiguinhos. O prazer está apenas no ato de consumir a droga oferecida pelo McDonalds seja ela qual for. 

A criançada descarta o brinquedo em questão de horas; as vezes o brinquedo é descartado na própria loja.  

A experiência do mclanche infeliz serve apenas para atormentar a cabeça das crianças e torná-las consumidoras vorazes de qualquer droga.

No condado de Santa Clara na Califórnia nos EUA o McLanche Feliz foi proibido. “Se você não puder controlar a vontade de uma criança de 3 anos de idade por um brinquedo, o que essa criança vai querer quando tiver 20 anos de idade?”, “É uma bruta sacanagem oferecer um brinquedo como recompensa para uma criança que come comida que contem alta caloria”, comentam os deputados que votaram a favor da proibição. 

O McLanche Feliz foi criado em 1979 por Robert Bernstein marketeiro safado ligado ao McDonalds. O cara já ganhou inclusive um McLanche Infeliz de Bronze em sua homenagem. A sua criação é hoje estudada e glorificada por outros marketeiros pilantras que estudam essa história como caso de sucesso e procuram replicá-las em outras situações. 

Eu imagino que o infeliz do gerente de produtos que criou essa droga, e o infeliz do atual gerente de produtos do McDonalds responsável pelas vendas dessa porcaria não tenham filhos. Qual pai em sã consciência aprovaria uma iniciativa tão safada e hipócrita como essa de premiar uma criança que se alimenta de uma comida que faz mal a saúde?

Muitos pais aprovariam. No web site do ReclameAqui - portal bacana que ajuda os consumidores brasileiros a lutarem por seus direitos - você encontra várias reclamações de pais brasileiros metendo pau no McDonalds porque eles não encontraram um determinado brinquedo na loja.

Pelo jeito o maluco sou eu. Tem trocentos pais por ai que incentivam os seus filhos a consumir brinquedinho do McDonalds e completar suas coleções. 
É aquela velha história, "enquanto houver viciado querendo injetar a droga na veia (dos filhos), vai ter traficante vendendo droga".

Pois os meus filhos essa turma não vão pegar. 

O McDonalds fez história com o mclanche infeliz. Hoje você tem brinquedo dentro de chocolate (Kinder Ovo), brinquedo dentro de revista (Revista Recreio da Editora Abril), brinquedo dentro de embalagem de sucrilho, brinquedo dentro de ovo de páscoa etc etc etc. 

A páscoa desse ano ficará conhecida como a páscoa mais infeliz que as vovós já viram.

Milhares de singelas vovós vão ficar com os olhos cheios de lágrimas quando perceberem que os seus singelos netinhos dispensaram o ovo que compraram com tanto carinho porque o maldito ovo não tem brinquedo dentro, apenas chocolate.

Coitada das vovós. Esqueceram de avisá-las que os seus queridos netinhos viraram vorazes consumidores de brinquedinhos xingue-lingue. 
Nem a chapeuzinho vermelho está interessada nos doces da vovozinha. Talvez nem o lobo. 

A dona de casa Carla Drochner, de 31 anos, moradora do Sul do país, recebeu do filho Caio, 4, pelo menos três opções de compra. Segundo ela, apenas uma era em virtude do gosto pelo chocolate. As outras, foram escolhidas em função dos atrativos infantis. “Se o meu filho não achar o brinquedo bonito, ele não quer”, conta. 

Mais que o puro chocolate, os ovos de páscoa vêm recheados de bonecas, canecas, brinquedos, lanternas e até mesmo gravadores. Ovos de personagens licenciados, como personagens de desenhos animados, de quadrinhos, brinquedos famosos, são os preferidos da garotada, e também os mais caros. 

Foi este o presente escolhido pelo pequeno Lucas, 6 anos, que exigia que sua mãe comprasse um ovo de seu personagem predileto: o Homem Aranha. “Ele nem gosta muito de chocolate, escolhe exclusivamente pelo presente. Bom, assim todos ficam felizes, ele ganha o brinquedo e eu ajudo no chocolate”, diverte-se a enfermeira Alexandra Israel Rovedo, 33.

Se eu penso que o McLanche Infeliz ou Ovo de Páscoa com Recheio de Brinquedo deveriam ser proibidos no Brasil como está rolando na Califórnia? 

Eu não. Deixa rolar. Afinal essa turma precisa de um quitute para detonar enquanto se diverte assistindo as video-cassetadas do faustão. 

Que cada pai eduque os seus filhos do jeito que quiserem. 

Eu já tenho muito o que fazer educando os meus filhos. Eu não tenho tempo nem saco para educar os filhos dos outros. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Marketing #fail

alt=marketing "fail"

As Hashtags, muito utilizadas no Twitter para filtrar expressões, me fez bolar esta brincadeira do Marketing #fail para designar ações equivocadas de marketing.


O ideal é que se limitem aos 140 caracteres do twitter porque fica divertido quando podemos inserí-las para serem RT.


Ai vão algumas escabrosas e agradeceria pelas contribuições de vocês quando observarem as muitas #fail de marketing que vemos no dia-a-dia.



Marketing #fail – Grande empresa “apimentada” na fabricação de óculos esbanja inovação no atendimento mas fica desnorteada com o pós-vendas. Treinamento fake.

Marketing #fail – Das 20 maiores empresas brasileiras de e-commerce, apenas quatro mantém um blog.

Marketing #fail – Muitas empresas acham que relacionamento com o cliente é distribuição de brindes.

Marketing #fail – Empresas cadastram clientes em bases de dados com dezenas de informações e só enviam. lembretes de aniversário.

Marketing #fail – Montadora paga o menor preço pelo automóvel usado de sua marca para troca por outro novo.

Marketing #fail – Marcas mudam características de seus logotipos como quem muda de roupa todos os dias.

Marketing #fail – Marcas torram seu budget para que empresas de publicidade ganhem prêmios com propagandas criativas que não trazem resultados financeiros.

Marketing #fail – Algumas empresas acreditam que ciclo de vida do produto é prazo de validade.

Marketing #fail – Instituição de Ensino Superior oferece curso de Marketing e não têm departamento de Marketing.

Marketing #fail – Algumas empresas pensam que valor para o cliente é apenas preço baixo.

Marketing #fail – Marketing Esportivo – Campanha com esporte não relacionado ao posicionamento de mercado da marca.

Marketing #fail - Citroen comunica rádio com bluetooth como grande
diferencial para venda do seu C3.


Agora a sua dica ai nos comentários!