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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marketing 3.0. Ta preparado?


Apesar de não ser muito afeito a nomenclaturas com séries numéricas, como web 2.0, 3.0 e etc., confesso que um livro do gênero me chamou a atenção. Trata-se do “Marketing 3.0 de Hermawan Kartajaya, fundador e CEO da KarkPlus inc. e um dos “50 gurus que moldaram o futuro do Marketing”, segundo o Chartered Institute of Marketing, e Iwan Setiawan, da Kellog School of Management e Philip Kotler (dispensa apresentações), com prefácio luxuoso para a edição brasileira.

O livro traça a evolução do Marketing desde sua versão 1.0, baseado em produtos, passando pela fase 2.0, baseado no consumidor, para desaguar no que os autores denominaram de Marketing 3.0.

O movimento da “nova era” adotado pelas empresas lideres para alcançar os clientes que buscam produtos que satisfaçam suas necessidades mais profundas de criatividade, comunidade, idealismo, e com acesso à tecnologia, se deu em virtude da percepção de que as antigas regras do marketing não as ajudarão a fazê-lo.

A AMA - American Marketing Association criou em 2008 uma nova definição de Marketing já incluindo o interesse público no conceito:
“Marketing é a atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, oferecer e trocar ofertas que tenham valor para os consumidores, clientes parceiros e para a sociedade como um todo.”

Ao acrescentar “sociedade”, a nova definição reconhece que o marketing tem impactos de grande escala que vão além do que acontece nas negociações privadas entre indivíduos e empresas. Mostra também que agora o marketing está pronto para abordar as implicações culturais da globalização.

O livro ensina a como demonstrar sua relevância nessa comunidade global interconectada com o surgimento do marketing 3.0, ou a era voltada para valores. Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os profissionais de marketing devem tratá-las como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito.

Cada vez mais, os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor. Em um mundo confuso eles buscam empresas que abordem suas mais profundas necessidades de justiça social, econômica e ambiental em sua missão, visão e valores. Buscam não apenas satisfação funcional e emocional, mas também, satisfação espiritual, nos produtos e serviços que escolhem.

3 comentários:

Claudia Baccile disse...

Fui na livraria ler um pouco deste livro agora pouco!
Sou estudante do 2° semestre de mkt e estou adorando!Bom encontrar esse blog.O meu é
xequemarketing.blogspot.com
Abraços!

Σpisteme Pesquisa disse...

Acredito que o fim da produção em massa e o desafio dos mercados globalizados perpassam a questão das identidades e do consumo. O filósofo e sociólogo Jean Baudrillard, na obra O Sistema dos Objetos, atribui aos produtos consumidos o fenômeno singular de representar identidades. Para ele, nenhum consumo é feito sem que se pese qual imagem de consumidor ele constrói. Em complementação tem-se a obra de Douglas Holt - Branding Cultural - que trabalha a importância das marcas em representar identidades culturais para se destacarem. A globalização se mostra um grande desafio pois amplia e reconfigura os paradigmas e teorias para captar mercados cada vez mais específicos em seus valores e exigências.

Existe algo na obra de Philip Kotler que confirme essa tendência?

Paulo Rubini disse...

Nesta obra, não, mas, certamente, especificidades culturais são uma preocupação e uma tendência para mercadodos globalizados.
Ademais, o mkt sempre foi multitarefa e a antropologia vem cuidando disso há tempos.