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domingo, 31 de maio de 2009

Brasileiros reavaliam conceitos sobre consumo

A crise econômica afetou o brasileiro de uma maneira diferente. Em parte porque não chegou ao país da mesma forma que em outras nações desenvolvidas como os Estados Unidos, mas também porque o brasileiro está acostumado a passar por momentos econômicos difíceis. Mesmo assim, a situação fez rever conceitos e a ideia do consumismo saiu de moda, segundo a pesquisa “Consumo em Tempos de Crise”, realizada pelo Observatório de Sinais (ODES).

A maioria dos 614 entrevistados – entre homens e mulheres das classes A e B – se mostrou preocupada em consumir menos e de forma mais consciente, mas boa parte ainda parece confusa em relação às mudanças que se definem. Quase todos os entrevistados (92%) consideraram que produtos como roupas deveriam ter um ciclo de vida mais longo, mas 34% também afirmaram querer moda e tendências.

Os resultados apresentam um senso comum de que o consumo exagerado é o responsável pela crise, o que acentua o quadro de infidelidade do cliente. O consumidor passa a pesquisar mais para comprar melhor e não hesita em trocar de marca caso encontre algum produto similar com preço inferior na concorrência. A exceção seria o mercado de luxo, em que há maior grau de fidelidade em relação às marcas.

Brasileiro menos pessimista
Dizer que o brasileiro se mostra despreocupado em relação à crise seria um erro. Porém, de acordo com o sociólogo, fundador e diretor do ODES, Dario Caldas, o brasileiro assumiu uma posição de tranquilidade e está menos pessimista se comparado aos povos de países desenvolvidos. O momento sócio-econômico favorável ao país é um dos motivos para este comportamento.

Povo otimista por natureza, o brasileiro encara a crise de maneira menos pessimista que em outros países, principalmente os desenvolvidos. Acontecimentos da primeira década do século XXI, como a queda das Torres Gêmeas, levaram as pessoas a pensarem no futuro de forma negativa. O que não acontece entre os consumidores daqui.

“Cada vez mais temos exemplos de que os valores do brasileiro estão se diferenciando. O Brasil adquire contornos próprios como nação, economia, cultura. Temos de olhar de um ponto de vista local para entender as coisas. Além do mais, o brasileiro está ‘descolado’ em crises, acostumado a lidar com situações complicadas”, observa Caldas em entrevista ao Mundo do Marketing.

Consumismo associado à crise
Uma visão menos pessimista não significa que o consumo esteja imune. No caso das classes C e D, a crise aparece no momento em que elas começam a penetrar neste universo. “As novas classes médias começaram a consumir há pouco tempo, por isso há um questionamento, uma freada no consumo, justamente no momento em que essas pessoas estão começando a comprar mais”, explica Caldas.

Já no caso das classes A e B – foco da pesquisa – a crise veio para incentivar uma revisão de valores. Como este grupo tem hábitos de consumo mais estabelecidos, está mais disposto a repensar conceitos ligados à crise global. Dos entrevistados, 88% identificaram a ganância como causa da crise, enquanto 57% concordaram que o consumismo é parte dela.

Por outro lado, não se pode ignorar que cerca de um quarto dos consumidores não associaram o consumo em excesso aos problemas econômicos atuais. Mas 57% dos entrevistados discordaram que consumir mais seja uma forma de combater os efeitos da crise na economia, ao contrário do que afirma o Governo.

Sustentabilidade apoiada
Se as pessoas ainda estão confusas sobre as mudanças relacionadas ao consumo e à crise, quando o assunto é o meio ambiente a maioria partilha da mesma opinião. Dos entrevistados, 95% relataram alguma mudança de hábito por preocupação com o futuro do planeta, enquanto 93% concordaram sobre um crescente consumo de produtos sustentáveis. As principais preocupações citadas foram em relação à água (71%), seguida pelo lixo (66%) e pela eletricidade e a energia (42%).

Para Caldas, do ODES, a crise funciona como um “acelerador” das mudanças que já se desenhavam. Mesmo que ainda haja uma parcela que não associa o consumismo ao aquecimento global (13% de homens e 10% de mulheres), os valores da educação ambiental já são compartilhados pela maioria e a tendência é que este número aumente com o tempo.

São observadas mudanças desde o comportamento mais rudimentar, daquele indivíduo que não joga mais papel no chão, aos relatos de quem se preocupa com todos os aspectos da sustentabilidade e os divulga para os conhecidos. “A grande vilã contemporânea é a sacola plástica. As classes A e B já entenderam isso. Vemos a classe C perceber este problema e observamos as grandes redes de supermercados incentivando o uso da ecobag”, explica o sociólogo.

Mercado precisa se comprometer
O que vinha sendo feito até agora em termos de sustentabilidade também não é mais suficiente. É preciso o chamado “comprometimento”. Não é o bastante que as marcas façam apenas campanhas e ações que tenham a sustentabilidade como mote. O consumidor mais informado sobre o assunto perceberá que é necessário uma mudança geral.

“Não basta que a empresa diga que recicla o lixo, se ela continua dando vazão a produtos não-sustentáveis. O consumidor tende a perceber isso como contradição, um anti-marketing”, explica o sociólogo. O momento atual é de passagem e não há mais espaço para a sustentabilidade de mentira. “E é o apelo do consumidor consciente que vai remodelar o mercado (depois da crise)”, conclui.

Mundo do Marketing:
Publicado em 14/05/2009

sábado, 30 de maio de 2009

Oogmerk

Muito boa a campanha impressa criada pela agência belga LG&F para uma rede de óticas chamada Oogmerk.

A campanha já tem uns dois anos e achei muito criativa. Avalie as imagens e veja se também achará a mesma coisa a respeito da idéia que se quer passar.

A idéia é simples e clara: “Get the respect you deserve”, ou seja: use óculos que as pessoas vão lhe enxergar de um outro jeito.

SERÁ?




terça-feira, 26 de maio de 2009

A turma da Mônica e o Marketing


Relendo a edição de outubro de 2008 da revista Marketing, reencontrei-me com o Maurício de Souza falando da adolescência da turma da Mônica e sobre marketing.

Os negócios do empreendedor cresceram junto com a turma da Mônica. Mônica deixou de ser baixinha e gorducha, o Cebolinha parou de falar "elado", o Cascão agora toma banho, enquanto a Magali se preocupa com a qualidade de sua alimentação.

Maurício passou a atuar firmemente no mercado de "licensing" com a Maurício de Souza Produções.

"Duplicamos nosso potencial de licensing. Passamos a ser procurados por empresas que nunca trabalharam conosco, principalmente, nas áreas de vestuário, objetos de decoração, adornos pessoais e jóias."

Segundo Maurício, para concessão de de licença de uso de sua imagem, o produto precisa ter qualidade e acrescentar valor às marcas. Restrições para produtos como bebidas alcóolicas ou de tabaco são uma constante.

"Marketing é mais uma das camadas que envolvem o mundo, junto com a litosfera, mesosfera, atmosfera...Produzimos, praticamos e respiramos marketing aqui na Mauricio de Souza Produções."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cartão de visita ecológico


Não adianta falar em preservação do meio-ambiente, aquecimento global, etc e tal, e sair por aí imprimindo e gastando papel a toa. Com cartões de visita, isso piora. Você nunca vai usar aqueles mil que a empresa te dá, e quando mudar de emprego vai tudo pro lixo.

Em uma idéia para uma consultora ambiental, a Fischer Portugal criou o cartão ecológico. Bem simples, e qualquer pedaço de papel, que invariavelmente seria jogado fora, serve de plataforma.


Clique na imagem para ampliar:

E você, responsável com o tema ecologia, o que acha da dica?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tenha funcionários comprometidos e valorizados e não "colaboradores".

De tempos em tempos surgem palavras mágicas no meio empresarial e algumas com intuito de dar aquela "motivada" na equipe, como a conhecida "colaborador". Algo como "eu e meus colaboradores estamos construindo esta empresa juntos!" .

A expressão "colaborador" pode ter dois significados. O primeiro diz respeito a filantropia; aquele cidadão abnegado que faz trabalho voluntariado, por exemplo.
Um outro significado, mais conhecido no meio empresarial, é o da prestação de serviços; aqueles funcionários de empresas outsourcing que dão suporte para seu negócio. Portanto, mesmo sendo valoroso para o sua empresa, o colaborador, muitas vezes, não está sujeito à sua administração e pode não ter o mesmo compromisso esperado de seu quadro permanente, compromisso que pode ser traduzido pela frase: "Você precisa querer".

A pessoa tem de estar comprometida com as coisas certas e que realmente importam, tanto em sua vida pessoal como profissional. Assim, é preciso querer e se entregar completamente em cada tarefa.

Colaborar
Conjugar
do Lat. collaborarev. int., prestar colaboração;cooperar;trabalhar na mesma obra;concorrer para um fim em vista.

Laborar
Conjugar
do Lat. laborare v. int., trabalhar; lidar; cultivar a terra com instrumentos próprios; labutar; estar em exercício; funcionar
.

A não ser que seu interesse seja cooperativo ou filantrópico, esqueça do tal colaborador. É retórica de livros motivacionais. Precisamos é de laborar, conjugar esforços de trabalho com objetivos pessoais e profissionais.


Paulo Rubini, Consultor de Empresas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Fora Gilmar!



Estabilidade dos poderes constituidos é fundamental para o desenvolvimento econômico.
Paulo Rubini

sábado, 2 de maio de 2009

Índice de Conexão Humana das Marcas. Coca-Cola lidera.



Os consumidores apresentam maior afinidade com marcas dos segmentos de bens duráveis e consumo e que expressam a brasilidade em sua identidade. Essa é uma das conclusões do Índice de Conexão Humana das Marcas (ICHM), lançado pela consultoria de marca Sart Dreamaker e agora em primeira mão pelo Mundo do Marketing. A nova pesquisa, que será atualizada anualmente pela agência, busca descobrir o poder de influência de uma marca sobre o consumidor.


O índice partiu inicialmente de uma base de 500 marcas que, após uma pré-seleção, diminui para 80 que foram pesquisadas. Cinco delas ficaram de fora por motivos técnicos no decorrer da pesquisa de campo (como o Banco Real, que foi incorporado ao Grupo Santander).


No resultado final, a Coca-Cola lidera a lista, com 82,5 pontos (em uma escala que vai até 100), seguida por Nestlé (77,5), Sadia (75,1), Natura (73,5) e Rede Globo (72,7). Para a agência, a liderança ocupada pela marca de refrigerantes não é nenhuma surpresa. "É uma confirmação, já que a Coca-Cola sempre aparece no topo em listas de lembrança e afinidade com marcas, tanto que aparece com vantagem considerável em relação ao segundo colocado", explica Gian Rocchiccioli (foto), CEO da Sart Dreamaker, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Para Sadia, boa distribuição e pós-venda explica seu bom resultadoA Sadia, terceira colocada no ranking, credita o sucesso ao cuidado com o consumidor em toda a sua cadeia produtiva. "Além disto, a marca sempre esteve presente na vida do consumidor, graças ao eficiente trabalho das equipes que fazem o produto chegar a mais de 100 mil pontos de venda, sem contar o ótimo trabalho pós-venda, que inclui o primeiro Serviço de Informação ao Consumidor do setor de alimentos no Brasil, criado em 1982, nove anos antes da vigência do Código Nacional de Defesa do Consumidor", conta Eduardo Bernstein, Diretor de Marketing da Sadia.


Mesmo orgulhosa do resultado, a marca de alimentos não pretende frear os seus investimentos para agradar o consumidor. A empresa encerrou o ano passado com o maior volume de investimentos já realizado pela companhia: R$ 1,8 bilhão. O montante proporcionará à Sadia uma capacidade produtiva suficiente para sustentar um crescimento em até dois anos sem a necessidade de novos aportes.


Segundo a Sart Dreamker, a lista traz algumas surpresas, como a boa posição de marcas de cosméticos - com Natura em quarto e Boticário em nono - e de comunicação - com a Rede Globo em quinto e Editora Abril em 17º. Havia uma expectativa do estudo de que as marcas de alimentos e bebidas apresentariam os melhores resultados, mas apenas seis marcas do setor aparecem entre as 20 melhores.


Cervejas derrubaram média de segmento de alimentos e bebidasO segmento alimentício até teria a melhor média, não fosse a inclusão de marcas de cervejas. "Existe uma relação de prazer muito intensa [entre as marcas de cerveja], mas há também uma forte sensação de medo nessa relação", explica o executivo. Quem acabou apresentando a melhor média foram as marcas do segmento de Bens Duráveis e de Consumo, com 62,4 pontos, seguido de Alimentos e bebidas (59,8) e Automobilístico e Transportes (55,7).


Outra descoberta da lista é a maior aceitação de marcas que expressam a brasilidade em sua identidade. Isso explica a boa posição da Natura em quarto, assim como da Petrobras em vigésimo terceiro, mesmo com a estatal fazendo parte do segmento com a menor média (47,8), o que já era esperado por serem marcas com pouco ou nenhum produto destinado ao consumidor final. O Banco do Brasil lidera pelo mesmo motivo no setor financeiro. No geral, as marcas nacionais e internacionais têm uma presença aproximada na lista, com as brasileiras ocupando 54,6% do total.


Apple ficou em 74º lugarA busca de uma conexão humana entre os mais variados perfis de consumidores explica a posição da Apple, uma das marcas mais valorizadas e conceituadas no mundo, em 74º, com 41,8 pontos. A base de 3.285 pessoas pesquisadas busca refletir um microcosmo da população brasileira, de acordo com dados do IBGE.


Mas isso não deixa de ser um bom resultado, na opinião de Gian Rocchiccioli, levando-se em conta que a base inicial era de 500 marcas e que o histórico no Brasil é bem recente. "Havia pessoas que nem conheciam a Apple. Talvez se separasse apenas a classe A, a marca estivesse entre as dez primeiras. A pesquisa também considera todas aquelas acima dos 40 pontos como muito boas", explica ao site.


Atitude do consumidor pode não corresponder sua falaO processo de pesquisa mesclou métodos quantitativos com qualitativos, com 3.285 pessoas respondendo a entrevistas de 40 minutos de duração em média em todas as regiões do país. Foram levados em conta 34 quesitos, divididos em quatro grupos: Atenção, Relevância, Significado e Confiança, permitindo a avaliação de critérios que antes apenas era possível no “feeling”.


“Foi quase como uma análise médica. O médico nunca pergunta o que o paciente tem, mas faz perguntas para tentar confirmar aquilo que ele pré-concebe. Nós não fazíamos perguntas diretamente para saber o que queríamos” diz o CEO da Sart Dreamaker.


Na opinião dele, isso explica porque a imagem que os consumidores tinham de uma marca – onde eles davam uma nota – não necessariamente significava sua “conexão humana” com ela. Ou porque os consumidores podem até dizer adorar uma marca, mas compram a do concorrente, em uma atitude que a agência julga como inconsciente, e influenciada por diversos fatores, como sociedade, estado emocional e idade.


Para conseguir uma melhor conexão humana com o consumidor, Gian Rocchiccioli aconselha que é preciso não apenas ouvir os seus consumidores, mas os da concorrência, além de observar o que os seus competidores estão fazendo. “O melhor celular do mercado perdeu o sentido depois do iPhone. Culpa do Diretor de Marketing? Não! Ele fazia algo muito bom até alguém lançar um produto inovador, extraordinário. Nem sempre um produto não dá certo por ter sido desenhado a estratégia errada. Há influência das outras marcas na sua.”, complementa.


Mundo do Marketing: Publicado em 30/04/2009

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Lucro bom ou lucro ruim?

Artigo muito intessante publicado na HSM e por coincidência, com uma genial citação de Warren Buffett. Acompanhe:
Aumentar a lucratividade é a meta de qualquer líder. Mas, será que os lucros obtidos são bons ou ruins?

Que tipo de lucro você deseja para o seu negócio?

Se perguntarmos a um gestor comum, talvez ele responda que lucro é o retorno positivo de um investimento feito por um indivíduo em um negócio. Já um contador pode dizer que de acordo com a estrutura das Demonstrações Contábeis de Resultados utilizados no Brasil, o lucro é desdobrado nas seguintes categorias: bruto, operacional, não operacional, líquido e o a ser distribuído.

Nunca foi tão importante fazer a distinção entre o lucro bom e o lucro ruim.

O lucro ruim
O especialista em estratégia Adrian Slywotzky refere-se ao lucro ruim como aquele que é obtido do corte de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, da eliminação de treinamento dos colaboradores, da redução de verbas em marketing e da redução da força de vendas.

Já o especialista em fidelização de clientes e lucratividade Fred Reichheld, diz que os lucros ruins são aqueles obtidos à custa das relações com o cliente. Todas as vezes que um cliente se sente enganado, maltratado, ignorado ou coagido, os lucros obtidos desses clientes são ruins. Lucros ruins provêm da precificação injusta ou enganosa e acontecem quando as empresas economizam dinheiro ao entregarem uma péssima experiência ao cliente, por meio da extração de valor, e não da criação de valor para o mesmo.

Lembre-se de uma situação onde um vendedor empurrou um produto mais caro ou inadequado a você. Esse é um exemplo de um lucro ruim obtido pela empresa. Segundo pesquisas recentes, um cliente insatisfeito fala mal da empresa para aproximadamente 22 pessoas e apenas a 8 quando está satisfeito com um produto ou serviço. Quanto isso custa a médio e longo prazo para o negócio? Em curto prazo provavelmente custe muito pouco, mas no futuro custará rios de dinheiro.

A remuneração variável que foi a forma encontrada pelo capitalismo para reconhecer o mérito dos executivos, mas a ganância de alguns subiu a cabeça pelos resultados a curtíssimo prazo. A conseqüência, todo mundo já sabe: demissões, falências, desconfiança e pedidos desesperados de socorro aos governos. O gênio das finanças Warren Buffett, com seu estilo despretensioso e irreverente, disse: “Só quando a maré baixa é que você descobre quem estava nadando nu”.

Lucros bons
Portanto, temos que ficar atento para buscarmos lucros bons que contribuam com o crescimento sustentável da organização. Vale a pena uma reflexão: Quem são os melhores ou piores vendedores de uma empresa? Sem sombra de dúvidas são os próprios clientes.

Se há muitos clientes insatisfeitos como você conseguirá outros? Se muitos deles estão se sentindo insatisfeitos como irá convencê-los a comprar mais de você?

A alta liderança das empresas do futuro terá como missão investir seus recursos para gerar lucros bons aos acionistas, contribuir com o bem-estar e a educação continuada dos trabalhadores e com a comunidade onde estão inseridas. Esses executivos terão cada vez menos tempo para tratar de problemas operacionais da própria empresa e sim atuar estrategicamente.

No livro “A Pergunta Definitiva” do Fred Reichheld, os lucros bons são obtidos por meio da cooperação entusiasmada dos clientes. Uma empresa obtém lucros bons quando encanta os clientes a tal ponto que eles voltam por conta própria para comprar mais – e não apenas isso, eles encorajam seus amigos e colegas a fazerem negócio com a empresa. Os clientes satisfeitos se tornam, na realidade, parte do departamento de marketing da empresa, aumentando suas próprias compras e fornecendo recomendações entusiasmadas.

Esses clientes, chamados por Reichheld de promotores, são aqueles que sempre compram da mesma empresa e insistem para que seus amigos façam o mesmo. Companhias com 80% de clientes promotores estão no caminho certo para a excelência no atendimento.

Qual a sua estratégia?

É comum que algumas empresas com a queda de faturamento invistam mais seus recursos para prospectar novos clientes do que para reter os já existentes. Sugiro que você continue prospectando, mas que invista recursos para agregar valor aos consumidores de que dispõe estreitando a sua relação de parceira. Fred Reichheld em suas investigações entre lealdade e crescimento comprovou que um aumento de 5% na retenção de clientes poderia gerar melhoria de 25% a 75% nos lucros.


Por Carlos Cruz (atua como coach executivo e de equipes, conferencista em desenvolvimento humano e diretor da Up Treinamentos & Consultoria. Website: www.carloscruz.com.br)
HSM Online
22/04/2009