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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Complexidade do processo decisório e suas armadilhas

As pessoas, em geral, apresentam uma série de comportamentos irracionais, que distorcem a análise de alternativas, valorizando algumas e subestimando outras.

Exemplo de armadilha na análise de alternativas

Você tem um pequeno apartamento, que estava alugado há tempo. O inquilino mudou-se e você decide vender o imóvel. Após avaliar cuidadosamente o mercado da região, conclui que seu apartamento vale R$ 40.000. Por coincidência, antes mesmo de falar com alguma imobiliária, um conhecido, sabendo do caso, oferece-lhe R$ 38.000. Para certificar-se de que sua decisão será correta, você vai a uma imobiliária da região e, em vez de perguntar quanto valeria seu apartamento, sem revelar quem você é e qual o seu real interesse, pergunta-lhes se eles têm algo à venda no seu prédio, recebendo a resposta de que havia um imóvel idêntico ao seu, cinco andares mais abaixo, por R$ 41.000.

Você visita o tal apartamento, vê que ele se encontra no mesmo estado de conservação que o seu e, como andares mais baixos valem menos, você conclui que deve rejeitar a proposta de seu conhecido, correto?

Bem, o correto ou o errado só podem ser analisados à luz das alternativas. Ao recusar a proposta de seu conhecido, você deixa de receber R$ 38.000, de olho nos cerca de R$ 4.000 ou R$ 5.000 a mais que conseguirá, vendendo o imóvel para outra pessoa. Sua análise, entretanto, ignorou alguns fatos...
· Primeiro, que, ao usar os serviços da imobiliária, você pagará cerca de 6% a título de comissão;
· Segundo, que a venda poderá levar alguns meses, com o conseqüente custo de condomínio, impostos e taxas - isso para não discutir o rendimento do dinheiro, se aplicado desde já;
· Terceiro, que nada assegura que apartamentos em andares mais altos sempre valerão mais que em andares mais baixos,
· Quarto, você pode praticamente apostar: o outro imóvel que está à venda por R$ 41.000 provavelmente seria vendido contra uma oferta de R$ 39.000 ou, quem sabe, mesmo R$ 37.000.

Esses exemplos ilustram situações em que a decisão foi tomada de forma precipitada, sem levar em conta as alternativas disponíveis. O processo decisório em negociações costuma ser complexo por vários motivos, que serão analisados a seguir:

1- Apego emocional

Por vezes, atribuímos a algum bem um valor desligado da realidade, imaginando que outras pessoas também apreciarão determinado detalhe.

Por exemplo, quando vão vender sua casa, é comum que a maioria das pessoas façam uma avaliação muito acima da realidade, dado seu envolvimento emocional com o imóvel, em especial com relação às características pessoais que lhe conferiram - por exemplo, alguma reforma, elementos de arquitetura... -, que podem ser de seu gosto, mas que, talvez, cheguem mesmo a desvalorizar o bem. A título de ilustração: a eliminação de cômodos - por exemplo, juntando-se o quarto de empregada à área de serviços, ou ampliando-se a sala à custa de um dormitório a menos - mais desvaloriza do que valoriza um imóvel, porém quem faz isso geralmente imagina que os possíveis compradores estarão dispostos a pagar um preço maior por conta dessa modificação.

2- Ignorância da dinâmica do mercado
Paguei R$ 100.000 por esta máquina...

Essa idéia não é, nem de longe, um parâmetro para o preço de venda do equipamento quatro ou cinco anos depois, especialmente quando há mudanças relativas na política cambial. Ainda que fosse razoável esperar que se recuperasse o investimento, caso tal máquina fosse vendida no dia seguinte ao da aquisição, há que se levar em conta, entre outras coisas, a obsolescência, a depreciação pelo uso, a abundância ou a escassez de oferta...


Um exemplo interessante que podemos observar no negócio bancário está ligado ao financiamento imobiliário: é relativamente comum mutuários ficarem indignados com o fato de que seu débito é maior que o valor de mercado do imóvel, atribuindo essa disfunção do mercado a uma suposta prática extorsiva por parte do banco, quando, na realidade, o que houve foi um simples descasamento entre o preço dos imóveis e a taxa de juros - que, diga-se de passagem, não é determinada pelo banco, mas pela política econômica do governo. O problema é que, em geral, diante dessa situação o mutuário torna-se agressivo.

3- Informações irrelevantes
O custo desta mercadoria é x...

Esse pode ser um dado absolutamente irrelevante para estipular seu preço de venda. O que interessa é um composto que leve em conta o custo de reposição - que pode ser maior ou menor que o custo de aquisição - e as possibilidades de venda a determinado preço - por exemplo, produtos sazonais ou de moda são muito sensíveis ao momento.


No negócio bancário, as informações irrelevantes podem se manifestar, por exemplo, em contratos de prestação de serviços terceirizados. Uma vez contratado o serviço, simplesmente passa a ser irrelevante, por exemplo, uma eventual queda nos salários médios do pessoal contratado.

4- Superestimação de alternativas

Procurando uma máquina usada para ampliar a produção de sua fábrica, você percorre cinco revendedores e, no último, encontrando um equipamento que se encontra em bom estado, mas um pouco mais caro do que um outro que havia sido visto no primeiro revendedor, desiste da compra. Porém, nada assegura que a máquina examinada anteriormente ainda continue disponível para venda.

No segmento bancário, é comum observarmos processo semelhante: o cliente exige uma vantagem que lhe foi oferecida tempos atrás por um banco concorrente, insistindo em obter a mesma condição junto a outro banco. Ao ver negado sua pretensão, o cliente pode simplesmente romper com o banco, mesmo que isso o obrigue a, no futuro, ter de conviver com taxas de serviços mais altas.

5- Embasamento em informações pouco confiáveis

Recusamos ou aceitamos ofertas com base no valor de mercado, sem considerar que o valor de mercado, além de ser uma mera referência, por vezes imprecisa, geralmente não leva em conta custos de corretagem.


Ademais, valor de mercado é uma expressão que só tem sentido, quando falamos de commodities: por exemplo, qual é o valor de mercado de um serviço de consultoria, de um abajur antigo ou de um sítio num condomínio fechado? Em cada um desses três exemplos, o valor de mercado não pode ser expresso por um número, mas por um intervalo de confiança - e, não custa lembrar: o intervalo de confiança, por definição, não abrange todas as possibilidades, mas apenas as mais freqüentes.

6- Mito do bolo de tamanho fixo
Freqüentemente, propostas são recusadas por serem boas demais, o que gera certa desconfiança de que o outro lado estaria agindo com intenções escusas.

Por exemplo, uma proposta de desconto de 5% no fornecimento de matérias-primas, caso o comprador antecipe o pagamento, pode levar o comprador a recear que esteja sendo enganado: raciocinamos na base do afinal, por que tudo isso, se o custo do dinheiro no período é de apenas 1%, no máximo 2%?. Contudo, talvez, para o fornecedor, o desconto de 5% seja muito mais interessante do que o pagamento contra-entrega porque, por exemplo, encontra-se sem liquidez e seu custo para tomar um empréstimo seria da ordem de 8%.

Esse erro de avaliação parte do pressuposto irreal de que todas as pessoas têm necessidades iguais e preferências idênticas.

7- Viés de análise
Várias pessoas têm tendência de raciocinar em termos viesados.

Um exemplo comum é: por menos que R$ 3,00 por dia você pode comprar a tranqüilidade de um seguro residencial. A mesma pessoa que acha isso uma pechincha - principalmente se tiver que pagar 12 parcelas mensais de $ 90 - talvez recuse uma proposta de R$ 900 por um ano - mesmo que tenha o dinheiro à mão.

Da mesma forma, somos muito sujeitos à forma como a informação é apresentada: a proposta que nos é apresentada de forma positiva tende a ser mais facilmente aceita do que a mesma proposta, enunciada de forma diferente.

Exemplificando: ainda que seja insensato, aceitamos com mais facilidade a redução de um desconto do que um aumento nos preços, mesmo que os números absolutos, nos dois casos, levem o preço de R$ 97 para R$ 100.


É importante enfatizar que tais armadilhas não afetam somente você, mas também as pessoas com quem você convive. O fato é que, se você não se mantiver atento, as pessoas com quem você negocia podem cometer erros que prejudiquem tanto a você como a si próprias. Por exemplo, sua proposta pode ser recusada por ser boa demais, ou porque um concorrente a apresentou de uma forma mais positiva do que você, e assim por diante. Cabe-lhe, portanto, não só evitar as armadilhas em seu comportamento, como também identificar quando o outro lado estiver seguindo um comportamento irracional, trazendo-o de volta à sensatez.
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Negociação de um modo geral envolve interesses e conflitos inerentes à natureza humana. Não se assuste porque existem métodos para mitigar os problemas e a mais consagrada metodologia para encaminhar o processo de busca do acordo é o chamado Método de Harvard, um roteiro simples e fácil de ser entendido. Contudo, nem por isso deixa de ser consistente. Sua espinha dorsal consiste naquilo que se convencionou chamar negociação baseada em princípios, isto é, na busca da essência dos interesses e da forma mais justa e eficaz de superar conflitos.



Em breve voltarei aqui para falar do Método Harvard.

sábado, 18 de abril de 2009

Negociando - Parte 2

No mundo dos negócios, a maioria dos acordos pode ser do tipo em que todos saem ganhando. Isto é, a satisfação mútua contribui para os interesses de longo prazo das partes. Fechar um acordo pode ser uma arte. Não obstante, ao colocar em prática diversos princípios importantes, você consegue fechar acordos que satisfaçam ambas a partes, além de estar construindo um relacionamento funcional, duradouro e positivo com fornecedores, clientes e, até mesmo com colegas.

O modelo fundamental

Negociações ocorrem durante toda a sua vida profissional e pessoal. Pode ser um acordo que acontece em cima de uma proverbial mesa de negociação, na qual você negocia preço e desempenho ou os termos complexos de uma joint-venture, como pode, igualmente, envolver um acordo bem simples ou uma complicada disputa. Considerando fatores como dinheiro, questões e emoções, que normalmente estão envolvidos em uma negociação, mesmo um modesto aprimoramento em sua habilidade de negociar poderá resultar em considerável recompensa.

Quando você não tem o poder de forçar um certo resultado ou comportamento, deve procurar negociar com o objetivo de influenciar aquele resultado ou comportamento. Você aceita negociar porque acredita que é vantajoso fazê-lo, mas uma solução negociada somente é vantajosa para você sob certas circunstâncias, isto é, somente no caso de você não ter uma opção melhor. Qualquer negociação bem-sucedida, portanto, precisa dispor de um modelo fundamental estabelecido pelas partes, sabendo

  • qual é sua melhor alternativa a um acordo negociado
  • qual é o limiar mínimo para um acordo negociado
  • quão flexíveis estão dispostas a ser e, precisamente, que trade-offs estão dispostas a fazer.

Três conceitos são especialmente importantes para o estabelecimento desse modelo: MAAN (Melhor Alternativa a um Acordo Negociado), preço limite e ZOPA (Zona de Possível Acordo).

MAAN

MAAN é o acrônimo para "Melhor Alternativa a um Acordo Negociado." Saber qual é sua MAAN significa saber o que você fará ou o que acontecerá caso você não chegue a um acordo na negociação em curso.

Por exemplo, se você está negociando com um cliente potencial um trabalho de consultoria por um período de um mês, sua MAAN pode ser passar o mês desenvolvendo material de marketing para outros clientes potenciais, o que pode provavelmente ser mais lucrativo.

Preço limite

Seu preço limite (também referido como "posição de afastamento") é o ponto menos favorável em que você aceitaria um acordo. Seu preço limite deve ser extraído de sua MAAN, mas, usualmente, não significa a mesma coisa. No entanto, se a negociação diz respeito somente a valores monetários e uma oferta monetária é sua MAAN, então seu preço limite será próximo ou igual à sua MAAN.

ZOPA

A "Zona de Possível Acordo" representa o intervalo no qual um acordo pode ser feito. O preço limite de cada parte determina uma extremidade da ZOPA. A ZOPA, em si, somente ocorre quando há uma sobreposição entre esses dois extremos, alto e baixo, isto é, entre os preços limite das partes.

Apresentamos aqui uma ilustração. Um comprador determinou um preço limite de $275.000 para a compra de um depósito comercial (e gostaria de pagar o mínimo possível). O vendedor estabeleceu um preço limite de $250.000 (e gostaria de obter o máximo possível). A ZOPA, portanto, é o intervalo entre $250.000 e $275.000.

ZOPA Graphic

Caso os valores fossem invertidos e o comprador tivesse um preço limite de $250.000, ao passo que o vendedor tivesse determinado um preço limite de $275.000 não haveria uma ZOPA - não haveria uma sobreposição em que no intervalo poderiam fechar um acordo. Nenhum acordo seria possível, não importa quão habilidoso fosse o negociador, exceto se houvesse outros elementos de valor a serem considerados - ou caso o preço limite de uma ou de ambas as partes mudasse.

Otimizando o valor

Em uma situação ideal os negociadores são capazes de maximizar o valor total que pode ser derivado de um negócio ou transação. O termo técnico para isso é alcançar o "Ótimo de Pareto." Um negócio é considerado um Ótimo de Pareto quando nenhum de seus termos pode ser mudado em benefício de uma das partes sem diminuir seu valor para a outra parte.

Dicas sobre como preparar a ocasião e o local

Antes de iniciar a negociação, contate a outra parte para discutir quando e onde vão reunir-se.

Faça perguntas sobre as preferências da outra parte para descobrir o que isso pode revelar sobre seus interesses subjacentes.

Use essas conversas para iniciar a relação empresarial de maneira positiva.

Escolha um local que ofereça suporte técnico necessário, acesso a informações e confortos naturais.

Analise a conveniência de realizar as negociações no "território" da outra parte: isso poderá possibilitar que você aprenda mais sobre a outra parte e fazer com que eles se sintam mais confortáveis, cooperativos e menos predispostos a abandonar as negociações.

Por outro lado, um campo neutro protegerá ambas as partes de interrupções de correio de voz, e-mail e colegas.

Esteja atento a algumas táticas usadas por alguns negociadores: protelar o início das negociações até logo antes do começo de suas férias ou outro prazo final.

Dicas sobre como dar o tom correto

Certifique-se de que café, refrigerantes ou lanches leves estão disponíveis. Nunca subestime o valor da "comunhão do alimento" para estabelecer relações de trabalho.

Não deixe passar desapercebida a importância de conversas informais no início das negociações - isso ajudará a todos a se sentirem menos defensivos, mais cooperativos e comunicativos.

Mesmo em negociações soma zero, conversas informais ajudam a conhecer melhor a outra parte - ajudam a perceber melhor quando o outro negociador está sendo verdadeiro.

Leve em conta as pistas que as conversas informais revelam sobre o estilo e a maneira do outro negociador.

Se a outra parte é mais formal, não fale de modo muito casual -isso poderá ser interpretado como falta de seriedade de sua parte.

Se a outra parte é decididamente informal, fale de modo mais casual, talvez usando metáforas, para que eles se sintam confortáveis.

Dicas sobre como criar condições para um bom começo

Em seus comentários de abertura, procure aliviar a tensão que, sem dúvida, estará presente: demonstre respeito pela experiência e qualificação da outra parte. Formule a tarefa de modo positivo, como um empreendimento conjunto. Enfatize sua acessibilidade aos interesses e preocupações da outra parte.

Após os comentários de abertura, comece com a agenda. Certifique-se de que ambas as partes têm uma compreensão comum dos assuntos que serão discutidos.

De modo explícito, discuta o processo, especialmente tendo em vista que as pessoas têm premissas diferentes sobre como uma negociação deve funcionar. Alguns presumem que haverá regateio, outros esperam que as propostas sejam feitas logo no começo, enquanto outros esperam que haja primeiro uma discussão franca dos assuntos.

Ouça cuidadosamente durante a discussão do processo - isso esclarecerá muito sobre o estilo de negociação da outra parte.

Ofereça-se para explicar primeiro alguns de seus interesses e preocupações. Essa é uma demonstração de boa-fé de que está disposto a dividir informações, desde que haja reciprocidade.


Boa negociação!

Paulo Rubini
Consultor de Empresas
eU Tô aQui




sexta-feira, 10 de abril de 2009

Negociação ganha-ganha

O poder nas negociações, assim como na vida, é um fator decisivo; entretanto, uma negociação ganha-ganha é o ideal nos dias de hoje.

Passos para colocar em andamento uma negociação ganha-ganha:

Não comece com números — procure descobrir o verdadeiro preço limite da outra parte iniciando uma conversa sobre interesses e preocupações.

Não se precipite em fazer uma proposta, pois uma proposta prematura não terá os benefícios de informações colhidas durante o processo da negociação. Se você é o comprador na negociação, tais informações poderiam alertá-lo para a desesperadora situação financeira do vendedor, e com isso levá-lo a fazer uma proposta inicial mais baixa do que você provavelmente faria de outro modo. Por outro lado, a informação poderia revelar que o vendedor não está de modo algum desesperado, evitando, por conseguinte, que você faça uma oferta inicial tão baixa que possa insultar o vendedor.

Em vez de, afobadamente, despejar propostas, tente as seguintes técnicas:

* Faça perguntas abertas sobre as necessidades, interesses, preocupações e metas da outra parte.

* Ouça com atenção as respostas do outro negociador sem precipitar-se em questionar, corrigir ou objetar. Regularmente, parafraseie essas respostas ou dê sinais não-verbais que demonstrem à outra parte que você entende sua perspectiva.

* Mostre empatia pela perspectiva, necessidades e interesses da outra parte. Uma demonstração de empatia é especialmente importante em situações tensas. É necessário dar um passo à frente com sua forma de ouvir ativamente, confirmando que você pode entender tanto o que a outra pessoa está falando como as tensões subjacentes ou questões emocionais.

* Ajuste suas premissas com base nas informações colhidas. As premissas que você tem sobre os interesses e as circunstâncias da outra parte, ao preparar-se para as negociações, podem estar erradas. Nesse caso, você precisará rapidamente reavaliar sua estratégia.

* Educadamente, investigue as posições subjacentes da outra parte perguntando por que certas condições ? por exemplo, uma data específica de entrega ? são importantes.

* Seja acessível quanto às necessidades, interesses e preocupações de seu próprio negócio. É tão importante declarar o que você precisa e deseja (e por que), quanto ouvir cuidadosamente a outra parte. Na verdade, conseguir um equilíbrio entre empatia e assertividade é essencial para uma negociação eficaz. Se você é demasiadamente empático e insuficientemente assertivo, poderá ir contra seus próprios interesses. Se você é demasiadamente assertivo e insuficientemente empático, correrá o risco de perder um negócio e agravar emoções. Mas não despeje de uma vez sobre a outra parte quais são todos os seus interesses e preocupações.

* Trabalhe para criar uma troca bidirecional de informações. Permaneça flexível quanto a quem faz perguntas e quem responde primeiro. Caso a outra parte se sinta desconfortável com suas primeiras perguntas, ofereça-se para falar sobre uma ou duas de suas questões mais importantes ? e explique por que são importantes.