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domingo, 25 de janeiro de 2009

Glossário da área Financeira

Muitas vezes devemos realizar uma análise de custo/benefício, que identifica, em determinado período de tempo, os custos e benefícios de uma nova oportunidade empresarial e, então, comparar esses números para verificar se essa oportunidade é economicamente viável.

Assim procedendo poderemos avaliar melhor a situação, utilizando uma ou mais das seguintes ferramentas analíticas: retorno sobre o investimento (RSI), período de retorno do investimento, análise do ponto de equilíbrio, valor presente líquido (VPL) e análise de sensibilidade.

As informações ou projeções reveladas nas análises vão ajudar a alta gerência a compreender o resultado financeiro e a determinar se a empresa deve aproveitar uma oportunidade apresentada.

Um Consultor de Marketing deve ter alguns atributos indispensáveis para o exercício da profissão, tais como habilidade de se comunicar com as mais diversas áreas de negócios, dinamismo, entendimento técnico de Marketing e a capacidade de acompanhar e avaliar indicadores do mercado.

Dentre os atributos do profissional, o conhecimento básico sobre conceitos financeiros-chave é de extrema importância para que saiba realizar tarefas envolvendo análises financeiras, elaborar um orçamento, justificar investimentos e monitorar a performance de um investimento ao longo do tempo.

Os Demonstrativos financeiros ou relatórios sobre a performance financeira de uma empresa são peças importantes para determinação de rumos estratégicos, e entender os três tipos básicos de relatórios que constam de um relatório anual: o demonstrativo de lucros e perdas, o balanço patrimonial e o demonstrativo de fluxo de caixa, que apresentam informações relacionadas, embora a partir de perspectivas diferentes, sobre a performance de uma empresa, é que vão direcionar os rumos do negócio.

Este glossário é para ajudá-lo a entender os termos-chave da área financeira e não ficar boiando em uma reunião estratégica.

Paulo Rubini, Consultor de Empresas.


Termos-chave

Alavancagem financeira. O endividamento a longo prazo de uma empresa, em relação à sua estrutura de capital (total das suas ações ordinárias, ações preferenciais, dívidas a longo prazo e lucros retidos). Uma empresa que apresenta regularmente um nível elevado de lucros pode permitir-se maior alavancagem; ou seja, pode contrair mais dívidas a longo prazo do que uma empresa cujos lucros oscilem significativamente.

Alocação. Processo de distribuição de custos de uma para várias outras categorias de despesas, normalmente baseado em sua aplicação. Por exemplo, despesas indiretas de uma empresa, como aluguel, água e luz, podem ser cobradas das unidades departamentais com base no metro quadrado.

Análise de índices. Forma de analisar as informações constantes dos três demonstrativos financeiros Um índice financeiro representa dois números fundamentais dos demonstrativos financeiros de uma empresa, expressos em relação entre si. Os índices são mais significativos quando comparados com as mesmas medidas de outras empresas do mesmo ramo.

Análise SWOT. Análise das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças relacionadas a uma empresa.

Aplicação de caixa/medida de fluxo de caixa. Mudanças que afetam uma conta-movimento durante um período contábil.

Ativo. Recursos econômicos de uma empresa. Normalmente, os ativos incluem: caixa, contas a receber, títulos a receber, terrenos, construções, máquinas, equipamentos e outros investimentos.

Ativo circulante. Ativos que são convertidos mais facilmente em dinheiro: dinheiro em caixa, contas a receber e estoques.

Ativo imobilizado. Item de um balanço que relaciona o valor dos terrenos, construções, máquina, equipamentos e recursos naturais de uma empresa, usados com o objetivo de fabricar produtos ou prestar serviços.

Avaliação. (Valuation). Estimativa do valor de uma empresa, normalmente para fins de compra e venda ou tributação. Os índices de alavancagem e os índices operacionais constituem meios para avaliar e comparar o valor das empresas. Wall Street utiliza outros coeficientes, que descrevem a performance financeira de uma empresa com relação ao preço das suas ações: lucro por ação, índice preço-lucro e índice preços-livro.

Balanço patrimonial. Forma de sintetizar a situação financeira de uma empresa – seus ativos, passivo e patrimônio líquido – num momento específico. De acordo com a equação básica de um balanço, os ativos de uma empresa correspondem à soma de seu passivo e do patrimônio líquido. Os dados do balanço são de grande utilidade quando comparados com os do exercício anterior.

Capital de giro. Medida da capacidade de uma empresa de saldar seus compromissos financeiros, o capital de giro corresponde à diferença entre o Ativo Circulante de uma empresa (mercadorias de venda fácil, disponíveis líquidos e depósitos bancários) e seu passivo circulante – ou exigíveis a curto prazo (dívidas a vencer em menos de um ano, pagamentos de juros, etc.). A escassez de capital de giro é muitas vezes remediada por empréstimos de curto prazo.

Cobertura de juros. Mede a margem de segurança de uma empresa ou o número de vezes que ela pode pagar os juros devidos. Para calcular a cobertura dos juros, divide-se o lucro, antes dos juros e impostos, pelas despesas com juros.

Coeficiente dos bancos. Ver Índice de liquidez corrente.



Contabilidade de caixa. Processo contábil em que as transações são registradas quando o dinheiro efetivamente troca de mãos. Esta prática é menos conservadora do que a contabilidade de exercício, no que se refere à contabilização das despesas, mas às vezes ela é mais conservadora quando se trata de contabilização das receitas.

Contabilidade de exercício. Método contábil através do qual as receitas e as despesas são contabilizadas ao serem geradas ou contraídas, independentemente de quando são efetivamente recebidas ou pagas. As receitas são apuradas durante o período em que ocorreram as vendas; as despesas são apuradas no mesmo período das respectivas receitas.

Contas a pagar. Dinheiro devido pela empresa a agentes e fornecedores

Contas a receber. Dinheiro devido a uma empresa por mercadorias ou serviços vendidos. Esta cifra é importante para verificar a capacidade de uma empresa de saldar seus compromissos financeiros.

Crescimento. Aumento do valor da receita bruta, dos lucros ou do patrimônio líquido de uma empresa.

Custeio baseado em atividades. Método de contabilização de custos que se baseia nas atividades ou condutores de custos necessários para produzir cada produto ou prestar cada serviço. Presume-se que a maioria dos custos indiretos relaciona-se a atividades dentro da empresa e varia com relação aos condutores dessas atividades.

Custo das mercadorias vendidas. Custo total dos produtos vendidos durante o período contábil, acrescido dos custos de frete. A maioria das empresas varejistas e atacadistas calcula o custo das mercadorias vendidas somando o valor das mercadorias adquiridas no período contábil ao valor do estoque inicial, subtraindo, depois, do valor obtido, o valor do estoque disponível no final do período. Para os fabricantes, os custos das mercadorias vendidas compreendem, além do custo das matérias-primas, o custo direto da mão-de-obra utilizada na produção (incluindo os encargos sociais referentes aos funcionários das fábricas) e as despesas indiretas, como supervisão, eletricidade e suprimentos.

Custo de capital. Custo de diferentes tipos de capital, incluindo dívidas de curto prazo, dívidas de longo prazo e capital investido. É usualmente apresentado em forma de percentual.

Custo dos serviços. Despesas cobradas de um cliente por um serviço. As despesas indiretas, geralmente, são incluídas no cálculo dos custos dos serviços .

Custo já incorrido. Investimentos anteriores que não podem ser afetados por decisões atuais e que, portanto, não podem ser incluídos no cálculo da lucratividade de um negócio.

Custos diretos x custos indiretos. Custos que podem ser diretamente atribuídos à fabricação de um produto – por exemplo, o custo do plástico para uma empresa de engarrafamento. Os custos diretos variam em proporção direta ao número de unidades produzidas. Os custos indiretos não podem ser diretamente atribuídos a um produto específico – por exemplo, o custo das máquinas usadas na fabricação de mais de um produto.

Custos e despesas. Custos relacionados ao funcionamento da empresa – por exemplo, salários, despesas administrativas, eletricidade, água, serviços jurídicos e contábeis.

Custos fixos x custos variáveis. Os custos fixos permanecem constantes, seja qual for o volume das vendas. Incluem, por exemplo, as despesas com juros, aluguel, depreciação e seguros. Os custos variáveis são afetados pelo volume de vendas. São exemplos o custo dos materiais e as comissões sobre as vendas.

Demonstrativo de fluxo de caixa. Exame das aplicações do dinheiro de uma empresa. Este relatório indica a procedência e o destino do dinheiro – em outras palavras, o fluxo de caixa para dentro e para fora da empresa.

Demonstrativo de lucros e perdas. Dentro e para fora da empresa.

Demonstrativo de lucros e perdas. Relatório que indica os lucros ou prejuízos gerados por uma empresa num determinado período – mês, trimestre ou ano. Além disso, o demonstrativo de lucros e perdas, às vezes denominado demonstrativo de resultados, indica quanto a empresa gasta para aferir seus lucros.

Demonstrativo de resultados. Ver Demonstrativo de lucros e perdas.

Demonstrativos financeiros. Relatórios sobre a performance financeira de uma empresa. Os três tipos básicos de relatórios que constam de um relatório anual – o demonstrativo de lucros e perdas, o balanço patrimonial e o demonstrativo de fluxo de caixa – apresentam informações relacionadas, embora a partir de perspectivas diferentes, sobre a performance de uma empresa.

Depreciação. Modo de contabilizar a redução do valor de um ativo com o passar do tempo.

Despesas amortizadas. Custos de ativos, como construções e computadores, que são depreciados (debitados) com o tempo, de forma que reflitam sua vida útil

Dispêndio. Atividade que resulta numa despesa, ou o pagamento em moeda corrente para a aquisição de mercadorias ou serviços. Trata-se de um termo mais específico do que "desembolso", que pode incluir outras formas de pagamento.

Dispêndio de capital/investimento de capital. Valor necessário para adquirir ou aperfeiçoar um bem de capital. Ver Investimento em ativo imobilizado.

Dívida. O que se deve a um credor ou fornecedor. Às vezes, as dívidas são designadas como títulos ou obrigações a pagar

Dividendo. Valor pago (em geral, a cada trimestre) aos acionistas de uma empresa, como retorno sobre seus investimentos.

Exercício fiscal. Período contábil ao final do qual os "livros são fechados" e os lucros ou perdas são apurados.

Fatura. Nota emitida e a ser paga por um comprador, listando todos os itens de um serviço ou produto, com valores para cada item.

Fluxo de caixa operacional. O movimento líquido de fundos da parte operacional de uma empresa (não inclui o movimento de fundos relativos a investimentos). É normalmente descrito em termos de fontes e aplicações de caixa. Para fácil entendimento: quando sai mais dinheiro do que entra, há um fluxo de caixa negativo; quando entra mais dinheiro do que sai, há um fluxo de caixa positivo.

Giro de pagamentos (em dias). Medida que indica o número de dias – com base nos dados do balanço e do demonstrativo de lucros e perdas – que uma empresa leva para pagar seus fornecedores. Quanto menos tempo for necessário, menor a probabilidade de inadimplência. Para calcular o giro do pagamento de contas em número de dias, divide-se o valor das contas a pagar pelo custo das mercadorias vendidas no período em questão, multiplicando-se o valor encontrado por 365.

Giro de recebimentos (em dias). Medida que indica o número de dias – com base nos dados do balanço e do demonstrativo de lucros e perdas – que uma empresa leva para receber o que lhe é devido. Uma empresa que leve 45 dias para receber precisa de um volume muito maior de capital de giro do que outra que recebe em 4 dias. Para calcular o giro de recebimentos em número de dias, divide-se o valor líquido das contas a receber pelo valor líquido das vendas no período em questão, multiplicando-se o valor encontrado por 365.

Giro do ativo. Medida da eficiência com que uma empresa utiliza seus ativos. Para calcular o giro do ativo, divide-se o valor das vendas pelo valor do ativo. Quanto maior o valor obtido, melhor o giro.

Giro do inventário (em dias). Medida que indica o número de dias de que uma empresa necessita para vender o volume médio de seu estoque disponível durante um determinado período. Quanto mais tempo se leva para vender o estoque, maior a probabilidade de não ser vendido pelo valor integral e maior o montante em dinheiro que fica indisponível. Para calcular o giro do inventário, divida o valor médio disponível de estoque no período pelo custo de mercadorias vendidas no mesmo período e em seguida multiplique o valor encontrado por 365.

Indicadores de crescimento. Medidas que se referem à saúde financeira de uma empresa. Entre as medidas de crescimento mais comuns incluem-se o crescimento das vendas, o crescimento da lucratividade e o crescimento do lucro por ação.

Índice de endividamento. Esta medida descreve a eficiência com que uma empresa está utilizando o dinheiro dos empréstimos para aumentar o retorno sobre o patrimônio líquido. Para calcular o índice de endividamento, divide-se o total das dívidas (dívidas de longo prazo, mais dívida de curto prazo, mais vencimentos a curto prazo) pelo valor total do patrimônio líquido.

Índice de liquidez corrente. Medida principal da solvência de uma empresa. É tão popular entre os financiadores que costuma ser chamada de coeficiente dos bancos. De modo geral, quanto mais alto o coeficiente, melhor a situação financeira da empresa. Uma empresa com $ 3,2 milhões de Ativo Circulante e $ 1,2 milhão de passivo circulante teria um índice de liquidez corrente de 2,7 para 1 (ou seja, $ 2,7 de Ativo Circulante para cada $ 1 de passivo circulante). Esta empresa seria mais saudável, ainda de modo geral, do que outra com um coeficiente de 2,2 para 1. Para calcular este índice, divide-se o valor do Ativo Circulante pelo valor do passivo circulante.

Índice de liquidez seca. (acid test ratio). Ver Índice rápido (Quick ratio).
Índice preço-livros (P/L). Método de avaliação de ações. Este índice é calculado dividindo-se o preço corrente de mercado de uma ação pelo seu valor contábil.
Índice preço-lucro. Medida comum do valor de uma ação com relação aos lucros. Corresponde ao preço corrente de mercado de uma ação dividido pelo lucro por ação referente aos últimos 12 meses.

Índice rápido. (Quick ratio). Medida dos ativos de uma empresa que podem ser rapidamente liquidados e usados para o pagamento de dívidas. É chamado índice de liquidez seca, por medir a capacidade de uma empresa de saldar instantaneamente suas obrigações. Para calculá-lo, divide-se o valor dos disponíveis líquidos, contas a receber e títulos negociáveis pelo valor dos exigíveis a curto prazo.

Índices de alavancagem. Índices que avaliam a estrutura de endividamento de uma empresa. Quanto maior o componente de dívidas de longo prazo na estrutura geral de endividamento de uma empresa, maior a alavancagem financeira. Estes índices, incluindo o de cobertura de juros e o de endividamento, ajudam a determinar se o nível de endividamento de uma empresa é adequado e a avaliar sua capacidade de pagar os juros sobre suas dívidas.

Índices de lucratividade. Medidas do nível de lucratividade de uma empresa, em que as vendas e os lucros são indicados como percentual de vários outros itens. Entre os exemplos incluem-se o retorno sobre os ativos, retorno sobre o patrimônio líquido e retorno sobre as vendas.

Índices operacionais. Medidas financeiras que, vinculando os diversos números do demonstrativo de lucros e perdas e do balanço, fornecem uma avaliação da eficiência operacional de uma empresa. Entre os exemplos de índices operacionais incluem-se: giro dos ativos, giro de recebimentos, giro de pagamentos, giro do inventário, índice de liquidez corrente e coeficiente rápido.
Inventário (Estoque). Os suprimentos da empresa que são ou vão ser transformados em produto final. Exemplos: as mercadorias em uma loja, os produtos finais estocados em um armazém, produtos em fase final de acabamento e matérias-primas.

Investimento em ativo imobilizado. Recursos monetários investidos em propriedades, instalações e equipamentos. Algumas vezes chamado de dispêndio de capital e investimento de capital.

Livro-diário. Apresenta os registros históricos de transações de uma empresa
Lucro antes de juros e impostos. Ver Lucro operacional.

Lucro antes do imposto de renda. Lucro líquido antes do pagamento do imposto de renda.

Lucro líquido. O lucro de uma organização após a subtração das despesas (incluindo juros e impostos) totais incorridas.

Lucro líquido por funcionário. Veja Medidas de produtividade.

Lucro operacional. A diferença entre as receitas de uma empresa e os custos e despesas incorridos na operação do negócio. Também conhecido como lucro antes de juros e impostos.

Lucro por ação. Um dos indicadores da performance financeira de uma empresa a que se dá mais atenção. É o resultado da divisão do lucro líquido pelo número de ações em circulação. Quando o lucro por ação cai, o preço da ação costuma cair junto.

Margem (%). Outro termo utilizado para lucro. Equivale a receitas menos despesas. A margem é normalmente expressa pelo percentual em que as receitas superam as vendas.

Margem bruta. Valor que sobra depois que todas as despesas diretas com os produtos são subtraídas da receita bruta. Geralmente, a margem bruta é indicada como um percentual da receita bruta.

Margem de lucro. Ver Retorno sobre as vendas.

Medidas de produtividade. Indicadores, como vendas por funcionário e lucro líquido por funcionário, que vinculam as informações sobre geração de lucros e receita bruta aos dados sobre a força de trabalho, fornecendo um quadro da eficácia dos funcionários na geração de vendas e lucros.

Orçamento de baixo para cima. Processo no qual os gerentes elaboram os orçamentos que melhor atendem às necessidades e aos objetivos de seus respectivos departamentos ou unidades. Esses orçamentos são depois "agrupados", para se criar um orçamento geral da empresa, que, por sua vez, é ajustado, sendo os pedidos de mudanças encaminhados de volta aos departamentos específicos.

Orçamento de cima para baixo. Processo de elaboração de orçamento no qual a alta administração da empresa estabelece objetivos bem específicos para itens como lucro líquido, margens de lucro e despesas. Depois, os gerentes das unidades alocam seus orçamentos de acordo com esses parâmetros para assegurar a consecução dos objetivos.

Ordem de compra. Autorização por escrito passada a um fornecedor para a entrega de mercadorias ou serviços pelo preço ajustado. Depois de aceita pelo fornecedor, passa a ser um contrato de compra legalmente válido.

Passivo. São os recursos monetários exigíveis de uma empresa. Exemplos: empréstimos bancários, hipotecas e contas a pagar.

Patrimônio dos acionistas. Ver Patrimônio líquido.

Patrimônio dos proprietários. Ver Patrimônio líquido.

Patrimônio líquido. O valor dos ativos de uma empresa, menos o valor do passivo. No balanço patrimonial, é designado como patrimônio dos acionistas, ou patrimônio dos proprietários.

Período ou tempo de retorno de um investimento. (Payback period). Prazo necessário para recuperar o custo de um investimento de capital; prazo decorrido antes que um investimento se pague.

Plano de contas. Sendo uma forma de esboçar o sistema contábil de uma empresa, o plano de contas define o funcionamento da empresa, os dados que deverão ser capturados e as informações que posteriormente deverão ser prontamente recuperadas pelo sistema. Inclui itens como estoques, ativos fixos, contas a receber e custos.

Ponto de equilíbrio. Nível de volume no qual a contribuição total de uma linha de produtos ou investimento se iguala aos custos fixos totais. Para calcular o volume necessário para atingir o ponto de equilíbrio, subtraia do preço de venda o custo variável por unidade, a fim de obter a contribuição unitária, e, em seguida, divida os custos fixos totais pela contribuição unitária.

Princípios contábeis geralmente aceitos. Normas e convenções observadas pelos contadores no registro e resumo das transações e na elaboração dos demonstrativos financeiros.

Provisões. Dívidas contraídas num determinado período contábil, mas que não são pagas naquele período. Um exemplo seria a conta de luz referente a um trimestre específico.

Razão geral. Registro contábil centralizado e obrigatório de uma empresa, que inclui um resumo das informações do balanço, dos rendimentos e das despesas referentes ao período em questão.

Retorno sobre as vendas. Também conhecido como Margem de lucro, é uma forma de medir a eficiência operacional de uma empresa – como suas vendas se traduzem em lucros. Para calcular o retorno sobre as vendas, divide-se o lucro líquido pelo volume total das vendas.

Retorno sobre o patrimônio líquido ou retorno sobre o patrimônio. Esta medida indica o retorno sobre a parcela do financiamento da empresa que é assegurada pelos proprietários. Ela responde à pergunta: "Quão rentável tem sido o trabalho da administração da empresa?" Para calcular o retorno sobre o patrimônio líquido, divide-se o valor total dos lucros pelo valor total do patrimônio dos acionistas.

Retorno sobre os ativos. Expresso como porcentagem, o retorno sobre os ativos é uma descrição quantitativa de quão bem uma empresa tem investido seus ativos. Para seu cálculo, divide-se o lucro líquido de um determinado período pelo valor total dos ativos. Quanto maior o retorno, melhor a performance da empresa.

Taxa mínima de retorno. Taxa de retorno sobre o investimento necessário para que um projeto seja lucrativo. Geralmente, é uma taxa de retorno mais alta do que a que seria obtida aplicando-se o capital em instrumentos financeiros de baixo ou moderado risco.

Valor contábil. Valor pelo qual um ativo é lançado no balanço. O valor contábil dos equipamentos é reduzido a cada ano, por motivo de depreciação. Portanto, o valor contábil é, em qualquer ocasião, o custo do ativo menos a depreciação acumulada.

Valor contábil líquido. Indica o valor de um ativo, como ele aparece nos livros contáveis de uma empresa, menos qualquer depreciação (normalmente de acordo com os valores expressos no último balanço) que tenha sido contabilizada desde a incorporação daquele ativo pela empresa.

Valor de mercado. O valor de um ativo caso ele fosse vendido no mercado naquela data.

Valor do dinheiro no tempo. Princípio de que um valor monetário recebido hoje vale mais do que um valor monetário a ser recebido num determinado momento do futuro. Mesmo sem os efeitos da inflação, o valor monetário recebido hoje valeria mais porque poderia ser investido imediatamente, gerando receita adicional.

Valor econômico agregado. O que sobra como lucro depois que a empresa considera o custo do capital – é a expectativa daqueles que forneceram o capital.

Valor presente líquido (Net Present Value – NPV). O valor econômico de um investimento. Calcula-se o valor presente líquido subtraindo-se do valor presente dos rendimentos futuros do investimento o custo do investimento. Por causa do valor do dinheiro no tempo, os rendimentos futuros do investimento devem ser descontados a uma determinada taxa para que possam ser expressos em valores monetários atuais.

Valorização de preço de mercado. Indica o aumento no valor de um ativo em um período definido de tempo.

Vendas. Troca de mercadorias e serviços por dinheiro.

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