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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Neurociência e o desconhecimento sobre o Marketing

Cientistas identificaram uma região primitiva do cérebro que nos torna aventureiros. A descoberta pode ajudar a explicar porque é comum as pessoas se encantarem por “novos” produtos durante as compras.

Usando escaneamentos cerebrais para medir o fluxo sanguíneo, pesquisadores britânicos descobriram que uma região do cérebro conhecida como estriado ventral estava mais ativa quando os voluntários escolhiam objetos incomuns em testes controlados.

O estriado ventral está envolvido no processamento de recompensas no cérebro através da liberação de neurotransmissores como a dopamina.

Cientistas acreditam que a existência deste mecanismo antigo indica que há vantagens evolucionárias em experimentar o desconhecido.

Buscar experiências novas e não familiares são tendências comportamentais fundamentasi em humanos e animais. Faz sentido experimentar novas opções quando elas podem se mostrar vantajosas em longo prazo”, disse Bianca Wittmann, da University College London.

Ser ousado, no entanto, também carrega riscos. Algumas escolhas podem ser perigosas e, no mundo moderno, ser atraído pelo novo pode, por exemplo, tornar o consumidor susceptível ao MARKETING EXAGERADO..

Mais uma vez o MKT é bombardeado com a pecha de praga da humanidade consumista e blá, blá, blá.

Isso demonstra que muitas pessoas, e gente do meio científico, desconhecem a verdade sobre a ciência que é o Marketing.

Veja que os cientistas comparam o Marketing às drogas!


O sistema de respostas positivas do cérebro também pode contribuir para alguns vícios comuns.

“Em humanos o aumento na procura de coisas novas pode estar ligado à jogatina e dependência de drogas, ambos os quais são mediados pelo mal funcionamento na liberação da dopamina”, disse Nathaniel Daw, da Universidade de New York, que também colaborou no estudo.

As descobertas foram publicadas na revista científica on-line Neuron. [Fonte]

É impressionante o preconceito sobre o Marketing.

Se você, meu amigo leitor, tiver qualquer dúvida sobre as atividades que envolvem o Marketing, por favor, me pergunte e eu tentarei esclarece-las, mas não caia nessa ladainha de que o Marketing é a praga do consumismo e da propaganda enganosa. O Marketing é uma ciência multidisciplinar totalmente indispensável para os dias atuais.

Paulo Rubini, Profissional de Marketing.

domingo, 29 de junho de 2008

Os três blocos de intangíveis e o valor das marcas

Para encerrar - por enquanto - esta série sobre branding, um excelente artigo publicado na Webinsider.

Espero que tenham gostado, porque acredito de "pésjuntos" que relacionamento com o cliente e gestão de marcas são os atuais fundamentos de marketing.

Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

Muitas empresas ainda não dispõem de conhecimentos e competências para verificar o real valor de suas marcas, nem processos formais para construir um portfolio competitivo de marcas.

Por Augusto Nascimento

Há hoje um consenso entre especialistas em Valor e Valuation do mundo todo, especialmente os americanos e europeus, de que os intangíveis podem ser agrupados em três blocos:

  • 1. Capital intelectual;
  • 2. Propriedade intelectual e
  • 3. Patrimônio do portfolio de marcas.

No bloco 1, Capital intelectual, estão todos os elementos ligados ao fator humano que geram valor para o acionista e para a sociedade, como competência gerencial, competência em vendas, relacionamentos com trade e clientes, capacidade de atrair talentos, programas de participação em resultados; enfim, equipe, cultura interna, capacidade de inovar, de competir e de gerar bons resultados.

No bloco 2, Propriedade intelectual, estão as patentes, os softwares, os registros de marcas e domínios, as licenças, os contratos de franquia, acordos operacionais, a capacidade de atuar com consultorias e assessorias que agregam valor no tempo, os royalties; enfim, qualquer bem ou capacidade imaterial de gerar valor e trazer receitas.

No bloco 3, Patrimônio e portfolio de marcas, estão as marcas – devidamente avaliadas em função de algum tipo de metodologia projetiva de geração de faturamento direto ou indireto. Nesse item muitas empresas ainda não dispõem de conhecimentos e competências para verificar o real valor de suas marcas, nem mesmo dispõem de processos formais para construir um portfolio verdadeiramente competitivo de marcas.

Esse território dentro das empresas fica numa área nebulosa entre a diretoria de marketing, quando ela existe, e as áreas financeiras e contábeis. Com isso, muitas empresas tratam desse item como se fosse uma questão meramente departamental, seja ela legal, financeira, contábil ou de marketing.

Devido a isso, para muitas empresas criar uma marca é apenas inventar um nome criativo para um produto ou para a empresa, desenhar um logotipo e mandar um despachante registrar no INPI.

Esse modelo de criação de marcas era usado pelas grandes companhias mundiais por volta de 1900 a 1908, quando foi criado empiricamente o primeiro sistema de gerência de produto e de marca. Isso foi exatamente há 100 anos e o conhecimento evoluiu muito daquele tempo até hoje.

Atualmente isso está no terceiro bloco do território dos intangíveis e pertencem à área do conhecimento sistêmico, ou seja, envolve o legal, o contábil, o econômico e o mercadológico. Somente com uma visão sistêmica consistente e com metodologias de padrão internacional e com envolvimento direto do CEO, a pessoa supra-departamental dentro da empresas, é que as marcas poderão ser elementos de real construção de valor para o acionista e para a sociedade. [Webinsider]


Sobre o autor

Augusto Nascimento (augusto@bbnbrasil.com.br) é professor universitário, consultor, autor do livro “Os 4 Es do Marketing e Vending” e diretor da BBN Brasil, agência consultiva criativa da International Business Branding Network.




quinta-feira, 26 de junho de 2008

Uma grande admnistradora de marcas

Deu pra perceber o quanto gosto do assunto branding, né? Segue um excelente artigo da Gazeta Mercantil sobre o assunto.
Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

Gazeta Mercantil - 10/06/2008 - REF: Branding


Ao longo de sua história centenária, a Unilever firmou-se com uma das maiores e melhores administradoras mundiais de marcas. A opinião é do consultor e diretor da Troiano Consultoria, Jaime Troiano, e está baseada em dois pontos fundamentais de mercado: ouvir o consumidor e acompanhar de perto a evolução do segmento de cada uma delas.

Foi exatamente esse acompanhamento que fez a empresa rever sua posição de aglutinação de um grande número de marcas nos últimos anos. Das 1,6 mil que detinha, vendeu 1,2 mil e ficou com apenas 400, consideradas estratégicas. "A Unilever, com isso, deu a maior lição de humildade do mercado ao perceber que não dá para gerir bem tantas marcas ao mesmo tempo", explicou o diretor da Troiano. A consultoria acaba de publicar uma extensa pesquisa feita junto a 50 líderes das maiores corporações no Brasil de 15 diferentes segmentos e que representam juntas cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB).Há 15 anos no mercado avaliando marcas, a Troiano queria saber como essas empresas administram suas marcas. "Ao longo de nossa experiência, percebemos que os presidentes são responsáveis diretos pelo sucesso ou fracasso de uma marca", disse o executivo. "Por isso, fomos saber o quanto eles se envolvem na sua gestão". Apesar da responsabilidade, entretanto, o estudo mostrou que os presidentes das empresas estão muito mais preocupados com os resultados financeiros do que com o resultado do chamado intangível. "Apenas 10% deles fazem cálculos de avaliação econômica da marca da empresa para saber se ela está indo bem ou não", afirmou.

O valor da marca só acaba sendo requisitado quando ocorre uma venda. Mas deveria fazer parte da gestão central, uma vez que ela mede como a empresa está sendo vista pelo mercado, de acordo com o consultor. "Uma marca não é apenas um tapume que fica na porta, ela é um dos ativos mais importantes e precisa de cuidados constantes".

No caso de empresas de consumo, como a Unilever, o valor da marca pode ser equivalente a até 40% dos ativos da empresa. Já entre empresas de B2B, se esse valor chegar a 15%, pode ser considerado muito bom. "Até nisso a Unilever saiu na frente, criando uma marca corporativa forte, que a identifica em toda a linha de produtos", explicou Troiano.

No caso da Hypermarcas, que vem adquirindo diversas marcas nos últimos seis anos, o consultor afirmou que só o tempo mostrará se a gestão está sendo feita corretamente. Isso porque o valor real de uma marca é a soma do fluxo de caixa que ela pode gerar para a empresa ao longo de 10 anos. Em dois anos, aproximadamente, será possível avaliar se estes nomes continuam gerando o mesmo valor para o caixa. "Isso sem falar nas pessoas, porque quando se compra uma marca, se compra também uma empresa e todas a pessoas que estão dentro dela. E pessoas são as primeiras a ser conquistadas", disse Troiano.

Uma marca sólida pode ajudar uma empresa em situações difíceis. Mas o consultor alertou para o fato de que elas não são auto-sustentáveis e descoladas da realidade. "Não se pode achar que uma marca é como uma conta-corrente que se pode sacar sem medida, porque uma hora ela fica no negativo e a fonte seca sim", afirmou.

A pesquisa "As marcas na agenda dos CEOs", feita pela Troiano com apoio da SalesPeriscinoto Guerreiro Fontoura & Associados (SPGA), revela ainda que, apesar de considerarem este um dos ativo intangíveis mais valioso de uma empresa, a maioria além de não se envolver diretamente com a gestão da marca deixa o trabalho confinado ao departamento de marketing. Mesmo assim 71% dos executivos discordam que o marketing deva ser praticamente o único responsável pela administração das marcas, conforme o estudo.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O que é marca?

Por Ricardo Guimarães


Outro dia, fiz essa pergunta a um consultor que tinha acabado de me presentear com seu livro sobre branding e ele me respondeu: "Não defini. É muito complicado definir marca. Achei melhor pular esse capítulo."

Isso é absurdo. É impossível falar de gestão de marca sem definir seu objeto, pelo simples motivo que a definição de marca condiciona a maneira de conduzir sua gestão.

E para você? O que é marca? Eu vou lhe oferecer uma definição, mas antes pense na sua. Com certeza, você tem uma definição. Mesmo que informal e inconscientemente, sempre que se fala em marca, alguma idéia vem à sua mente. Qual é ela? Sabendo qual é a sua, você poderá compará-la à minha, julgar as diferenças e, se for o caso, adotar uma nova definição que o ajudará a definir sua maneira de gerenciar esse ativo.

Vou começar oferecendo a você três definições. Como tudo, nossa definição também muda conforme muda seu contexto.

Num contexto sem concorrentes, típico de mercado primário ou mercado com reserva, dominados por monopólio ou oligopólio, marca é apenas um nome e uma forma gráfica de representação. É apenas isso. É o que o mestre Aurélio define como logomarca: "qualquer representação gráfica padronizada e distintiva utilizada como marca; representação visual de uma marca."

Nesse caso, a gestão da marca é bastante técnica, porque se resume à aplicação correta da identidade visual. A disciplina do design, sem demérito da sua arte, é suficiente para lidar com essa gestão.

Num contexto competitivo, onde se divide o mercado com outras empresas e se disputa a preferência do cliente e do consumidor, não se define marca apenas como uma logomarca. Ela é uma imagem, uma opinião de terceiros sobre a minha oferta. O Mestre Aurélio diz também que marca é "conceito genérico resultante de todas as experiências, impressões, posições e sentimentos que as pessoas apresentam em relação a uma empresa, produto, personalidade, etc.".

Um "marketeiro", provavelmente, daria essa definição. É isso o que ele gerencia: uma imagem, um desejo, uma promessa instalada na mente e no coração do consumidor. Nesse caso, a disciplina do design não é mais suficiente para lidar com o processo. A disciplina capaz de fazer sua gestão é o marketing.

Modernamente, o processo da globalização - leia-se "instalação de poderosa tecnologia de comunicação em redes" - criou um novo contexto, muito mais complexo, veloz e imprevisível que um simples mercado competitivo. Se, nele, algumas técnicas de Porter bastavam para mapear o cenário e fazer previsões, num mercado globalizado não se sabe de onde vem a ameaça, nem de onde vem a ajuda.

A ameaça pode vir de um grande concorrente ou de outro que ainda nem exista, como a Microsoft não existia para a IBM e o Linux não existia para a Microsoft. Ela, a ameaça, pode vir do pricing, da tecnologia, da distribuição, do comportamento das pessoas, de uma questão de política local ou global, enfim, tudo pode ser uma ameaça.

A origem do diferencial competitivo também não é muito clara: pode ser um funcionário que tenha uma idéia que reduza um ciclo ou um custo; pode ser um acionista que aporte capital num momento difícil; pode ser um fornecedor que lhe dê prioridade numa descoberta antes de oferecê-la ao seu concorrente; pode ser um cliente que lhe dê um retorno negativo, permitindo que correções sejam feitas em seu produto ou serviço antes de ele perder mercado; em suma, tudo pode ser diferencial competitivo.

Nesse cenário, marca não é apenas imagem ou promessa na mente do consumidor, mas uma maneira de pensar e agir, que, além de estar na cabeça dele, também está na do funcionário, na do acionista, na do fornecedor, na do cliente, e na de todos que podem, de alguma forma, contribuir para que o ciclo de produção e consumo da marca se sustente e se repita com perfomance cada vez melhor para todos os envolvidos.

Nesse caso, marca é uma cultura. Veja como o Mestre Aurélio nos ajuda na definição de cultura: "(...) modos de sobrevivência, normas de comportamento, crenças, instituições, valores espirituais, criações materiais, etc., (...) patrimônio próprio e distintivo de um grupo ou sociedade específica".

Os centros mais avançados, como a Universidade de Chicago, já identificam a Comunidade da Marca como um fenômeno contemporâneo de organização da sociedade. Nada de errado e nada parecido com o que Naomi Klein chama de marca. Para a querida ativista, marca é um instrumento de massificação, manipulador de corações e mentes, produto de um marketing barato e ultrapassado. Nós sabemos do que ela está falando e não dá para discordar.

No mercado globalizado, definimos marca como uma cultura e uma dinâmica de relações estabelecidas entre empresa/produto e comunidade, que cria valor para todas as partes interessadas.

Outro dia, conversando sobre marca, o Professor Gracioso, da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), tirou as palavras da minha boca: "Marca é um contrato social!". Eu tinha de concordar. Marca é um contrato que tem seu valor como objeto. Gerenciar esse valor é assunto do branding. Não é por outra razão que a expressão Brand Equity nasceu no mercado de capitais, um universo no qual se fala de atratividade de capital, de talentos e de consumo para se determinar o valor de um papel.

Veja que o conceito foi se ampliando à medida que o mercado foi se complicando e a gestão foi se sofisticando. Você me acompanhou até agora? O que achou? Numa época como esta, de profunda transição e rupturas, é bom começar qualquer conversa pela simples definição das coisas.


Fonte: Portal HSM On-line
10/06/2008

Ricardo Guimarães é presidente da Thymus Branding.


quinta-feira, 19 de junho de 2008

Os Princípios de uma Empresa Ética

1. Confiança. Reconheça que as pessoas querem fazer negócios com empresas que elas possam confiar. Confiança depende do caráter, habilidade, força de vontade e verdade presente no coração, braços e cérebro das pessoas que trabalham na empresa.

2. Mente Aberta. Para que a empresa possa sempre melhorar, o seu líder precisa estar aberto a novas idéias. Pergunte pela opinião das pessoas, peça por feedbacks constantes de clientes e funcionários. Essa é a melhor maneira de crescer.

3. Cumpra as suas Obrigações. Independente das circunstâncias, faça tudo que estiver ao seu alcance para ganhar a confiança dos clientes, especialmente daqueles que você possa ter perdido no passado. Recupere os clientes perdidos ao honrar todos os seus comprometimentos e obrigações.

4. Tenha Documentos Claros. Renove todos os materiais impressos da sua empresa, incluindo folhetos, cartões de visita, web sites, catálogos, e qualquer documento que carregue a marca da sua empresa e o que ela faz. Assegure-se que você tenha um material impresso que até a sua avó que não entende o que você faz, se emocione com o que você faz. Jogue no lixo qualquer linguagem boring-to-boring.

5. Envolve-se com a Comunidade. Mantenha-se envolvido com os assuntos e atividades da sua comunidade, do seu bairro, da sua cidade. Demonstre que a sua empresa tem responsabilidade direta por fazer um país melhor.

6. Controle-se Contabilmente. O Brasil tem mais impostos do que muita gente consegue pagar. Eu sei o quanto é difícil pagar impostos e ainda crescer como empresa. Entretanto, faça. Pague tudo que você tiver que pagar, e lute comigo por uma reforma geral nesse país em que vivemos. Que a nossa geração promova a mudança profunda que precisa acontecer nesse país para consertarmos de vez a Cultura, as Atitudes e o Comportamento desse povo massacrado por todos os lados.

7. Seja Respeitável. Trate todas as pessoas com o mais profundo respeito e dignidade. Independente das diferenças de posição, títulos, idades, religiões e cores. Trate todos os seres humanos que você conhece com muito respeito. Todos os dias. A todo momento.

sábado, 14 de junho de 2008

Ainda sobre Jobs e Apple

Um artigo interessante sobre o que pode estar por trás do lançamento do novo iPhone.


O caro pode custar barato?
por
Ricardo Jordão Magalhães


Doze meses e seis milhões de cópias vendidas após o seu lançamento, a Apple dropou o preço do iPhone em 400 dólares. Inicialmente lançado a 599 dólares, o novo iPhone chega ao mercado no próximo dia 11 de Julho por apenas 199 dólares. Acabou a festa das madames e patricinhas de São Paulo que andavam na rua mostrando o iPhone como se apenas elas pudessem ter um. A partir de 11 de Julho o iPhone vira carne de vaca, todo mundo que tem um emprego decente poderá ter um.

Até no Brasil, mesmo depois que o governo aplicar a sua tradicional e indecente mordida fiscal, o iPhone será acessível.

A Apple é uma empresa originalmente elitista. Ela sempre colocou uma visão elitista em tudo que faz, inclusive na escolha de parceiros, clientes e funcionários. Na visão de Jobs não existe muita diferença entre um motorista de táxi bom e um motorista de táxi ruim. Um motorista de táxi bom consegue ser 3 ou 4 vezes melhor do que o motorista ruim. Porém, um excelente designer, programador ou marketeiro consegue ser 100 ou 200 vezes melhor do que um designer, programador ou marketeiro ruim. Existem centenas de habilidades que podem ser aprendidas por um trabalhador do século 21 para se diferenciar da média. Não existem muitas habilidades que um motorista de táxi pode desenvolver para pular da mediocridade para a excelência.

Jobs sempre acreditou em poucas pessoas, poucos clientes, poucos fornecedores. Na Apple as equipes de trabalho sempre foram pequenas. Máximo 100 pessoas. Ele dizia a seus diretores, "Se você quiser aumentar a sua equipe para 101, você terá que mandar alguém embora".

Steve Jobs nunca fez questão de fazer produtos que pudessem ser comprados por um ser humano ordinário, pela massa, pelo povão, ele sempre fez produtos extraordinários para as pessoas extraordinárias, na opinião dele existe um número limitado de pessoas extraordinárias. Nem todo mundo, apesar do potencial que têm, consegue ser extraordinário. (Você acredita nisso?).

Há pelo menos 20 anos os computadores, notebooks e mp3s da Apple são no mínimo 50% mais caros que os seus pares, sendo líderes de mercado ou não, precificados para atender as pessoas extraordinárias (ache você ruim isso ou não). Sempre foi assim. Mas na segunda-feira 15:20 hs horário de Brasília tudo mudou quando Jobs anunciou o iPhone 3G.

Pela primeira vez na história da Apple, Jobs tem um produto MELHOR e mais barato que a concorrência. O iPhone 3G com 8 gigas é pelo menos 50% mais barato do que os seus pares Blackberrianos, Nokias, Motorolas e asiáticos. Pela primeira vez na história da indústria de tecnologia o ser humano ordinário terá a chance de colocar as mãos em um produto Apple.

Desde 1956, quando alguém na Procter & Gamble descobriu a fórmula dos 4Ps, todo marketeiro que se preza analisa quatro questões "básicas" antes de lançar um produto. O PREÇO que o produto chegará ao mercado, a PROPAGANDA que irá levar a mensagem do produto até o cliente, os benefícios tangíveis e invisíveis que o PRODUTO deve ter para ser percebido como diferente por um determinado mercado, e a localização, crédito e capacidade de um PONTO DE VENDA em distribuir esse produto em um determinado local.

Desde que os 4Ps são 4Ps o paradigma do marketing diz que o bom tem que ser caro porque o barato é percebido como ruim.

Se o produto que você faz oferece mais benefícios que o produto concorrente, ele não pode custar mais barato que a concorrência senão o seu cliente não vai acreditar que você é melhor.

Você acredita nessa regra?

Claro que acredita!

Se não acreditasse os líderes de mercado seriam mais baratos que os produtos que estão em segundo lugar. Trinta segundos de comercial na novela da Globo é 30% mais caro do que trinta segundos de comercial na novela da Record. Um calçado da Nike é mais caro que um calçado da Tooper (se você encontrar um), um par de havaianas é mais caro que um par de sandálidas ipanema. O Wal-Mart é mais caro que o Carrefour, por sua vez o Pão de Açucar é mais caro que o Wal-Mart. E todos vão muito bem obrigado sendo mais caros que a média.

Você acreditaria que o ZÉ TELEFONE seria capaz de criar um aparelho portátil que cabe na palma da sua mão e que vem com câmera digital integrada, e-mail, browser de internet, wi-fi, videos, fotos, jogos, músicas, caixas de som estéreo, fantástica tela wide-screen com tecnologia proprietária sensível ao toque, incrível capacidade de armazenamento, integração com o Microsoft Exchange, loja virtual com dezenas de softwares adicionais, e ainda com telefone celular embutido por 300 reais?

Mas se for um produto da Apple você vai sair correndo para comprar um, certo?

A dropagem do preço do iPhone e a popularização da Apple vai destruir a imagem que ela construiu até agora como empresa elitista?

Com certeza!

Ela se importa?

Não!

"Eu não tenho medo de começar do início", disse Jobs quando perguntaram o que ele faria para reconstruir a Apple em 1997.


A Microsoft reina soberana no universo dos sistemas operacionais desde 1981. Com o advento do iPhone, a Apple tem a chance pela primeira vez em décadas de ter um sistema operacional dominando o mercado. Jobs não vai perder essa chance. Todo mundo sabe que século 21 é sobre software e não hardware, inteligência sobre força bruta, cálculos sobre máquinas. Até 2010 o número de pessoas acessando a internet via telefone será maior do que número de pessoas acessando via computadores. O celular é definitivamente uma nova plataforma de acesso a internet e o sistema operacional do iPhone tem a chance de ser o líder desse mercado.


A Apple está abrindo mão de lucrar no hardware do iPhone para apostar as fichas no software. No mesmo dia que anunciou o iPhone, Jobs lançou o MobileMe, um super mega blaster web site onde os usuários de iPhone poderão armazenar e sincronizar arquivos de fotos, emails, contatos, calendário com a internet por 99 dólares por ano. No dia 11 de Julho entra no ar a Loja online de softwares para iPhone com dezenas de aplicativos free e outros pagos desenvolvidos por terceiros segundo os padrões da Apple. Jobs é completamente contra sistemas abertos. "Jobs é um artista elitista que não quer ver a sua obra se transformar em uma mutação de mal gosto. É como se um artista de rua desse uma pincelada em um quadro do Picasso, ou alguém mudasse a letra de uma música dos Beatles. Jobs não vai deixar que isso aconteça". A Apple vai ganhar 30% de comissão em cima de todas as vendas de softwares feitas na loja da Apple, além é claro, de ganhar com a venda de músicas, filmes, shows de TV, audio-livros que podem ser comprados na loja e armazenados em um iPhone.


"O meu sonho é que um dia todas as pessoas do mundo terão um computador Apple", disse Jobs em 1984 quando lançou o Macintosh para enfrentar a soberania do IBM PC. Parece non sense quando você leva em conta tantos anos de elitismo, mas, após décadas puxando a indústria para níveis de excelência e forçando os seus concorrentes a sair da mediocridade (Windows) e se fazer entender pelo usuário comum, Jobs finalmente está vendo o dia em que todas as pessoas terão um computador Apple nas mãos, ainda que seja um telefone.


"Design não é sobre como um produto vai ficar bonito, mas como ele vai funcionar. A participação de mercado da Apple é maior que a participação de mercado da BMW e Mercedes na indústria automobilística. O que tem de errado em ser uma BMW ou uma Mercedes?". Steve Jobs

iPhone 3G: 6 perguntas ainda sem respostas sobre o celular da Apple

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Exercício para "marketeiro"

Eu odeio a palavra marketeiro. Podem reparar que muitos autores, principalmente aqueles que não são do ramo, usam a palavra entre aspas: "marketeiro". PEJORATIVO.

Outro dia ví a imagem abaixo em um e-mail enviado para mim e que supostamente circulou internamente numa empresa, trazendo a seguinte mensagem:


"Se a oportunidade não bater à sua porta, crie uma! Compartilhe as boas práticas."



A imagem fala por sí. Ela pode exemplificar muto bem o tal "marketeiro".

Se for para diferenciar, prefiro ser identificado como Profissional de Marketing.



Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Steve Jobs fala em Stanford para formandos

Jobs fala de uma vida inteira em apenas três histórias contadas nos dois vídeos legendados: Unir os pontos, o amor pelo que se faz e a morte.

Você já está nu e não há razão para não seguir seu coração.”

Parte 1

Não gaste seu tempo vivendo a vida de outra pessoa.

Não caia na armadilha do dogma que é viver com o resultado do pensamento de outra pessoa.

Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior.

Tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar.

Tudo o mais é secundário.

Stay hungry, stay Foolish.”

Algo como: “mantenha a fome, mantenha a loucura.”

Parte 2

O quê achou? Deixe comentários.

Paulo Rubini, Consultor de Empresas e fã de Steve Jobs

segunda-feira, 2 de junho de 2008

The Dark Temptation

Interessante o mote da campanha da Unilever para o desodorante Axe The Dark Tamptation.

Brasileiras preferem chocolate a compras ou sexo! E eu que achava que isso era coisa de ingleses, rs.

Pesquisa realizada em 13 países mostra que as mulheres consideram o chocolate mais irresistível do que o sexo.

Dizem que entender uma mulher sempre foi um desafio para os homens. Dizem inclusive que há quem já tenha desistido. Mas a marca de desodorantes Axe, da Unilever, arriscou-se na empreitada para descobrir o que de fato é irresistível para as mulheres.

Com a ajuda do instituto Datosclaros, Axe ouviu mais de 3,5 mil mulheres entre 18 e 35 anos, residentes em 13 países: Argentina, Brasil, México, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Austrália, Filipinas e Índia.

Com perguntas fechadas, os pesquisadores descobriram que o chocolate é o item mais irresistível para as mulheres e que as brasileiras, entre todas, são as maiores fãs do produto – 83,6% das participantes colocam o chocolate no topo da lista.

Elas também consideram o produto/ingrediente um poderoso afrodisíaco natural e responsável por proporcionar prazer comparável ao sexo.

Considerado por 93,3% das brasileiras uma tentação difícil de resistir, elas afirmam que comer um chocolate é como se dar um presente, além de ser uma excelente maneira de garantir o bom-humor.

A lista de vantagens não pára por aí. O chocolate é visto como o responsável por deixar as mulheres predispostas à diversão, sem contar o fato de ser considerado uma ótima companhia.

As mulheres brasileiras também contam com outros prazeres irresistíveis, como as compras (83,1%), um buquê de flores (76,4%) e um bom jantar (75,1%). O sexo aparece em quinto lugar, com 73,3% dos votos.

Finalizada a pesquisa, a Unilever traz para o mercado o novo desodorante Axe Dark Temptation. Sua fragrância, uma mistura de notas inspiradas em ingredientes sensuais, deseja causar um efeito parecido ao do chocolate, tornando os homens irresistíveis.


Paulo Rubini, consultor de empresas.