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domingo, 4 de outubro de 2009

Nós, os humanos


Lendo entrevista com o psicoterapeuta e escritor, Flávio Gikotave, que lançou recentemente o seu "Nós, os humanos" - comprei mas ainda não lí -, chamou-me atenção sua resposta à pergunta feita pelo jornalista sobre "homogeneização social" , algo como a inoculação de valores e crenças convencionadas no processo educacional que impedem o livre pensamento através da acomodação das pessoas.

A pergunta:
-Há outros fatores envolvidos nesse processo de homogeneização social, além do medo dea rejeição?

A resposta:
- Além do medo da solidão (o desdobramento da rejeição), está em jogo o perigo de uma menor recompensa social e profissional.
Pessoas mais acomodadas são mais bem aceitas em seus ambientes de trabalho e têm mais chances de progredir, buscar apenas o destaque quantitativo e não viver uma vida qualitativamente diferente.

Esta parte grafada em vermelho me fez refletir por horas sobre minha vida profissional. Rodou um filme em slow motion na minha mente.

Além de consultor autônomo, sou empregado de uma estatal há anos e pude perceber muito do que se passou na minha carreira em comparação à de alguns colegas com base neste parágrafo. Talvez a razão de ter uma carreira paralela.

Colegas do sim, senhor e não, senhor; batedores de metas custe a quem custar; domadores com seus chicotinhos de ouro usados para controlar a turba...

Esses são os personagens que identifico nas palavras do escritor.

Os contestadores, os inovadores e os questionadores, só em empresas como o Google. E vejam no que deu o Google, rs.

Sem querer fazer juizo de valor, acredito que as empresas contemporâneas deveriam ter as duas faces da moeda no seu pessoal com o quantitativo e o qualitativo tabalhando em harmonia de verdade e não elegendo os "sabichões" com base em metas.

Sinopse:

Nós, os Humanos, reúne seis ensaios de Flávio Gikovate acerca das relações entre um e razão como uma Pressões biopsicossociais que nos submetemos. O primeiro, "Corpo, Alma e Sociedade", mostra que estamos presos um valores e regras sociais que nos impedem de ter uma vida plena. O segundo, "Amor e Sexo", que explica esses dois componentes não estão sempre interligados, como reza o senso comum. O terceiro, "Amor e Vaidade", demonstra um dos ingredientes que Kikyo mais destrutivos na relação amorosa é uma vaidade, mesmo que não seja percebida pelos parceiros. O quarto, "Amor e Vícios", reafirma a ideia do autor de que o amor romântico funciona da mesma forma que as Substâncias que provocam dependência. O quinto, "Amor e razão", sustenta o ponto de vista de Gikovate de que o amor pleno é aquele mais próximo da amizade, sem vínculos doentios entre as pessoas. Por fim, "Do que somos Capazes" bue uma visão otimista do futuro, que desde que reflitam cada vez mais sobre todas essas questões e que invistam em sua individualidade pessoas para ter uma vida social e amorosa bastante satisfatória.




Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

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