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domingo, 9 de setembro de 2012

Idéias não bastam

"Criatividade é arquitetar coisas novas. Inovação é fazer coisas novas." Theodore Levitt

Criatividade é o processo de gerar e expressar novas ideias que podem ser úteis. As ideias geradas durante esse processo são as sementes da inovação. Entretanto, muitas ideias criativas não se tornam inovações. Por quê? Porque as inovações somente ocorrem quando as ideias são bem desenvolvidas, apresentadas, posicionadas, promovidas e implementadas.

Inovadores de sucesso determinam em que ponto o processo criativo cessa. Eles tomam uma ideia criativa e a aplicam a um problema da vida real, resultando em novo produto, serviço ou processo que se torna amplamente aproveitado. Este tema pressupõe que você já tenha identificado uma ideia que acredita atender a uma necessidade de sua organização ou solucionar um problema específico da empresa; e você deseja transformá-la em realidade.

Você vai descobrir que, se sua ideia atender a uma necessidade estabelecida, você provavelmente terá relativa facilidade para implementá-la. Por outro lado, se você acredita que determinada ideia seja ótima, mas a necessidade dela ainda não seja reconhecida por todos, você provavelmente vai percorrer um caminho mais difícil. Não desista! Em ambas as situações, o esforço pode valer a pena.

Por onde começar?

"O processo criativo não se encerra com uma ideia; ele começa com uma ideia. As ideias criativas são apenas o primeiro passo de um longo processo de transformação de pensamentos em realidade."
Alex Osborn




sexta-feira, 13 de julho de 2012

10 mandamentos de Philip Kotler



1º Mandamento
Precisamos entender que a comunicação integrada de marketing é fundamental e desafiadora. O Brasil ainda não tem grandes “maestros” que saibam integrar essa comunicação de fato.

2º Mandamento
O marketing é essencialmente uma conexão de pessoas com outras pessoas. Daí vem a força das marcas regionais, do mercado local. Cabe ao profissional de marketing tornar essas mensagens aplicáveis ao mercado nacional.

3º Mandamento
É importante entender que as marcas têm raízes, mas que é preciso preservar o essencial em busca do novo. Isso é inovação de marca.

4º Mandamento
Crie métricas para avaliar sua marca e invista na criação de modelos capazes de inovar. Faça periodicamente cálculos de valor da marca.

5º Mandamento
O importante para uma empresa não é o que ela faz ou o que ela vende e sim o porquê ela faz. O propósito é a razão de ser de uma empresa – engaja pessoas, alinha projetos e gera resultados.

6º Mandamento
Não existe possibilidade de construir qualquer marca forte se isso não começar dentro de sua empresa. Colaboradores devem estar convencidos do valor de sua marca, devem estar engajados e serem multiplicadores dessa valorização.

7º Mandamento
O consumidor não é tão simples quanto parece. Por isso, se preocupe em conhecê-lo cada vez mais e melhor. Se a sua empresa colabora para aumentar a autoestima do seu cliente, ele estará cada vez mais próximo de você.
8º Mandamento
Ao realizar uma pesquisa, despreze sempre a primeira resposta. Estimule a conversa. É importante falar com o consumidor sempre. E a tecnologia contribui para essa interação.

9º Mandamento
Empresas que olham para a classe C devem saber que ela é conservadora e tem características próprias. Crie produtos direcionados a esse público, ao invés de baratear os já existentes.

10º Mandamento
Crie uma plataforma de desenvolvimento de novos produtos sob a mesma marca. Associe-os à marca e, com isso, agregue valor.

Portal HSM
03/07/2012

sábado, 19 de maio de 2012

Frete grátis é palavra mágica para o e-Consumidor

Segundo pesquisa apresentada em outubro de 2011 pelo e-tailing group, denominado de “The Connected Consumer”, os consumidores preferem como recursos promocionais mais importantes ao comprar em sites de comércio eletrônico:

Frete grátis incondicional (73%)
- Serviço de retorno gratuito – logística reversa (70%)
- Vendas e seções especiais (62%)
- Cupons e promoções (56%)
- Descontos em produtos e categorias específicas (54%)

Por outro lado, comprar mais para poupar mais (34%) e oferta de brindes grátis em determinadas compras (31%) foram as táticas menos mencionadas pelos consumidores.

Baixo preço lidera preferência dos brasileiros.

baixo preço das mercadorias ofertadas em sites de comércio eletrônico é considerado pelos consumidores brasileiros como o fator de maior relevância em sua decisão de compra, com um total de 59% compartilhando essa preferência, seguido pela praticidade e agilidade ao finalizar uma aquisição (56%), capacidade de monitorar seu pedido (25%), grande variedade de produtos disponível (23%), custo de entrega (19%), estimativa correta sobre a data do recebimento (17%) e política de retorno de fácil compreensão (13%) segundo um estudo apresentado em outubro de 2011 pela ORC International.

Nesse ponto, devemos ter clara a diferença entre PREÇO e VALOR. Antes de optar pelo preço, o e-Consumidor na maioria das vezes já fez sua escolha por marca/modelo/características, para só então buscar o melhor preço entre os fornecedores de mesmo produto.

O resultado desta pesquisa trata-se da segunda fase no processo de compra sob a ótica do e-Consumidor; ou seja, num primeiro momento, quer-se resolver um problema (sim, até a satisfação do desejo de possuir um produto da Apple é resolver um problema) buscando a melhor solução seja ele produto ou serviço. Feito isso, busca-se o melhor custo benefício para a aquisição da escolha, e ai entram os componentes da pesquisa.

Fornecedores que brigam por preço num mercado volátil como a internet disputam centavos na aquisição de compradores. Embora estudos indiquem que o consumidor busque valor antes de preço muitas marcas insistem em lutar na guerra sem fim do menor preço.

Fixar sua marca na mente do consumidor sempre trará bons resultados para o seu funil de vendas, mas para isso acontecer é necessário muito empenho de e-branding e relacionamento com seu público, características latentes da internet.

A mkt360graus está preparada para atender sua empresa nesse cenário em constante ebulição.

sábado, 12 de maio de 2012

E-mail marketing e SEO: casamento perfeito.

SEO (Search Enginee Optimization) é a arte de posicionar uma página e
fazer com que seu site torne-se referência em um determinado assunto
ao ser procurado. Já o e-mail marketing é uma ferramenta especializada
em relacionamento digital, início de conversa, além de manter contatos
com determinada periodicidade.

Existem diversas formas de fazer a integração das duas ferramentas,
possibilitando que o SEO atue junto ao e-mail marketing. Dessa forma,
relacionamos algumas dicas de como utilizar o SEO em campanhas de
e-mail marketing e tirar o máximo de proveito:

- Conteúdo é tudo: Um dos pilares do SEO é o conteúdo. E o material
dentro do e-mail marketing deve ser extremamente bem elaborado,
levando relevância, diferencial e qualidade ao material apresentado.
Além disso, faça uso das palavras-chave desenvolvidas para seu
negócio.

- Direcionamento: Leve o leitor do e-mail marketing para dentro do seu
site. Dessa forma, irá contribuir significativamente para melhorar seu
posicionamento e presença online.

- Publique o material: Publique o conteúdo disparado na campanha em
blogs, sites e compartilhe-o nas redes sociais, principalmente se for
newsletters. Essa ação permitirá apresentar de forma mais constante as
campanhas, gerando assim mais links para apoiar o trabalho de SEO.

domingo, 22 de abril de 2012

Web Branding 3.0


"Como documentar a vida real se a vida real está ficando cada vez mais parecida com a ficção?"


Não existe segurança nesse mundo. Só existem oportunidades.” 
Douglas  MacCarthur

O conceito conhecido como Branding é o conjunto de práticas e técnicas que visam na construção e no fortalecimento de uma marca. 
Objetivo do branding é, entre outros, aumentar o brand equity (em português: equidade de marca ou ativo de marca) - o valor monetário da marca e assim aumentar o valor da empresa em si.

Sua execução não é tomada apenas por ações de marketing que posicionam a marca e divulgam a marca no mercado, mas também por ações internas na empresa, transmitindo, para todos os interessados, a imagem pretendida.

O branding é uma atividade interdisciplinar que não pode e nem deve ficar nas mãos de uma pessoa só. 

Não existe construção de marcas sem o envolvimento da alta gestão da empresa e o compromisso de que todas as pessoas (stakeholders) entregarão a promessa estabelecida na fase da estratégia em cada um dos pontos de contato que a marca terá com as pessoas. Estamos falando em pontos de contato e não em ponto de venda.

Use a ferramenta apropriada para o serviço. Cuide de suas ferramentas.”  Stanley E.West

Antes de qualquer coisa, a missão de uma marca deve ser a de dizer a verdade. O trabalho de um verdadeiro construtor de marcas é falar a verdade; deletar as imagens falsas que foram colocadas no seu web site mostrando pessoas que não trabalham na empresa, e substituir por imagens de pessoas reais que trabalham na empresa. O novo construtor de marcas usa blogs, redes sociais e móbile.

As mudanças são tantas e aconteceram tão rapidamente que não existe mais espaço para a mentira ou a enganação outrora utilizada.  

“A marca tem que parecer um amigo” 
 
Howard Schultz (Starbuks)

Antes da internet a pressão vinha de cima para baixo; na maioria das vezes, imposta pela TV. Hoje, a pressão parte da base de consumo. O consumidor tem as rédeas e coitada da empresa que ainda não se deu conta disso.


Para refletir: Marcas são feitas na mente das pessoas e os produtos são produzidos nas indústrias.


Paulo Rubini  

domingo, 8 de abril de 2012

O Seu Chefe É Um Incompetente?

Não poderíamos deixar de reproduzir o excelente artigo do Stephen Kanitz . Principalmente para os que vivem reclamando dos chineses.
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Quando empresas são dirigidas por profissionais incompetentes:

1. Os produtos chegam com defeito.
2. O atendimento pós venda é péssimo.
3. Os clientes reclamam e não pagam.
4. Os salários e impostos são pagos com atraso.
5.O lucro é mínimo ou não existente, não permitindo o aumento dos meios de produção, muito menos pesquisa e inovação. 

Sem aumento de produção, os clientes que mais necessitam do produto acabam pagando mais pelo mesmo produto, e os chefes incompetentes vão para o Ministro da Fazenda pedir barreiras contra a importação.

Eu não entendo como a opinião pública não se revolta contra empresas dirigidas por profissionais incompetentes e somente contra políticos corruptos.

O primeiro grupo nos causa 100 vezes mais atraso e prejuízo público. 

Não entendo como a opinião pública não se revoltou quando a lei  Lei 7988/45 artigo 9 fechou os cursos de administração neste país.

Não entendo porque ninguém reclama que não temos boas escolas de Administração, que fazem pesquisa em administração brasileira, que criam benchmarks para empresas brasileiras, como tentei fazer em Melhores e Maiores. 

Empresas administradas por profissionais competentes entregam produtos sem defeito, têm um atendimento de primeira, não atrasam salários nem impostos, não têm milhares de processos trabalhistas, fazem pesquisa e desenvolvimento, estão constantemente reduzindo custos e expandindo a produção. 

Quatro entre cinco empresas brasileiras dão prejuízo. Vinte por cento das 500 maiores empresas dão prejuízo, o que numa empresa bem administrada não acontece, por definição.

Mas isto é aceito pela nossa opinião pública, categoria que inclui você. O custo disso nem é noticiado. 
Empresas bem administradas sempre terão lucro de sobra. Por quê?  
Todo consumidor prefere pagar um pouco mais por um computador montado, do que a soma de todas as suas peças que seria o seu custo básico. 

O segredo é não cometer nenhum dos 10.000 erros possíveis em administração, que mesmo estudando nem sempre aprendemos.

Por isto, é bom ter centenas de administradores profissionais administrando uma empresa, e não amadores profissionais que começaram nos idos do "empreendedor".

Se você for um empreendedor, logo logo sentirá falta dos conhecimentos de um curso de Administração. Serão eles que levarão a sua empresa, de média para grande. 

Fico triste com o número de empresários que levaram a empresa de pequena para média, e depois foram obrigados a vender para uma multinacional, porque não entendem a parte chata que é a administração do dia a dia e perceberam que tudo poderia se perder.  

Estamos tão atrasados que nem administradores bem formados temos, porque não acreditamos que bons cursos são necessários.

Nossas melhores escolas de Administração são dirigidas e gestadas por sociólogos, economistas, engenheiros de produção, porque elas são tão recentes que nem Administradores Educacionais temos ainda como mestrado profissional. 

Não temos ainda uma Revista de Administração com circulação de 5 milhões, que é o número de empresas viáveis no Brasil.

Continuamos a depreciar o curso de contabilidade, administração, auditoria, custos, estratégia, TI, responsabilidade social, administração financeira, recursos humanos, orçamento, matemática financeira, estatística, pesquisa de mercado, propaganda, ética, relações públicas, crisis management, credit ratings, SWOT, psicologia organizacional. 

Continuamos a valorizar as matérias que vocês sempre valorizaram para dirigir nossas empresas como Vale, Petrobras, BNDES, que não iremos longe. 

sábado, 31 de março de 2012

A melhor definição sobre MARCA

Segundo Bedbury (2002:37), “A marca é o somatório do bom, do ruim, do feio e do que não faz parte da estratégia (...) As marcas absorvem conteúdo, imagens, sensações efêmeras. Tornam-se conceitos psicológicos na mente do público, onde podem permanecer para sempre. Como tal, não se pode controlá-las por completo. No máximo, é possível orientá-las e influenciá-las”

terça-feira, 20 de março de 2012

Geração de Conteúdo e domínio da língua portuguesa


Todos nós sabemos que o conteúdo gerado para a internet é o maior fator de atração e relacionamento com seu público. Entretanto, poucos empresários atentam para o fator “quem”; aquela pessoa que vai gerar e gerenciar esse conteúdo com pertinência, relevância e freqüência.

As técnicas para criação e gestão de conteúdo web são inúmeras, mas um aspecto é fundamental para o ‘inicio da conversa”: o domínio da língua portuguesa.

Não tenho nenhuma dúvida sobre o quão difícil é o domínio de nossa língua pátria; entretanto, o esforço para se fazer o melhor possível é de suma importância para um retorno de qualidade. 

Escrever mal resultará em menor credibilidade para o que se quer comunicar, e o receptor ainda poderá repercutir isso de uma maneira danosa para sua marca. Escolha muito bem o responsável pelo conteúdo que sua empresa irá gerar.

Isso nada tem a ver com aquelas conversas informais nas redes sociais, mas, sim, com os textos, artigos e descrições de produtos que levam a marca e os valores de sua empresa.

Abaixo, dicas preciosas para quem quer enveredar pelo mundo da criação de conteúdo no que diz respeito à base do conhecimento, que é a nossa gramática.

Paulo Rubini
Consultor de Marketing Digital

Os maiores erros de gramática
As 11 dúvidas mais frequentes que assolam os falantes do idioma

Josué Machado


Quando se fala em listas de qualquer natureza - sobretudo uma lista com os "maiores" erros de gramática - corre-se o risco de desagradar à maioria porque cada interessado no assunto tem suas próprias escolhas. É certo que haverá listas diferentes desta, com mais ou menos itens. E todas, mais ou menos arbitrárias, como esta, baseadas na experiência e na observação.

O fato é que as maiores dúvidas gramaticais da língua padrão provavelmente coincidem com os enganos mais frequentes. Dez, quinze ou vinte, não importa. E não interessam aqui questões doutrinárias ou o ponto de vista definido como científico de que em linguagem não há erro. Esta exposição, por discutível que seja, limita-se ao âmbito da norma culta e da possível intolerância de examinadores encarregados de corrigir provas.
1- A concordância do verbo "ser"
Quando funciona como verbo de ligação, "ser" pode concordar com o predicativo que o segue
Texto tirado de um jornal:

"Boas práticas em manutenção é um conceito sagrado para quem quer sobreviver no mercado."

Um engano do redator, que deveria ter escrito:

"Boas práticas em manutenção são um conceito..."

Mas soaria melhor, sem o eco do "ção"/"são":

"Um conceito sagrado para quem quer sobreviver no mercado são as boas práticas em manutenção."

Quando "ser" funciona como verbo de ligação, pode concordar com o predicativo que o segue em vez de concordar com o sujeito (predicativo é o complemento do verbo de ligação).
Casos mais comuns
A Se na frase (sujeito + verbo "ser" + predicativo) houver nome próprio ou pronome pessoal reto, o verbo concordará com a pessoa ou o pronome; se houver nome próprio e pronome, e um dos termos estiver no plural, a concordância será feita com o termo que estiver no plural:

"Marlene era só dores".
"O Brasil somos nós".
Quando não houver nome próprio, e o sujeito ou o predicativo estiver no plural, o verbo vai para o plural:

"O pior foram suas acusações".
"O resto são lembranças".
"Suas certezas são o problema".
C Em suma, o verbo de ligação concorda primeiro com a pessoa e depois com o plural, não importa qual for sujeito ou predicativo.
D Se houver expressões de distância, peso, preço, quantidade (é bom, é demais, é muito, é pouco e outras), o verbo permanece invariável:

"Três metros é muito para o sofá".
"Dois quilos é pouco para a feijoada".
Em expressões de data, distância e tempo, o verbo concorda com o predicativo:

"Hoje são 9 de novembro".
Em: "Hoje é 9 de novembro", supõe-se a elipse de "dia".
"Daqui lá são 12 km".
Com horário fracionado, o verbo concorda com a unidade.
"É 1 hora e 30".

2- O pronome "se" apassivador
Como indicador da voz passiva, a partícula "se" transforma o complemento em sujeito paciente
O pronome "se" é partícula apassivadora quando acompanha verbo transitivo direto com complemento sem preposição(*). O complemento se transforma em sujeito paciente. Como de regra, o verbo acompanha o sujeito no singular ou no plural:

"Alugam-se casas."
"Devem-se cobrar resultados."

Quando o "se" for partícula apassivadora, a oração estará na voz passiva. Para saber se ocorre partícula apassivadora, transforma-se a oração em passiva analítica:

"Alugam-se casas" = Casas são alugadas;
"Devem-se cobrar resultados"= Resultados devem ser cobrados.

Na oração passiva analítica, o sujeito é ente inanimado ou paciente da ação verbal.

Atenção: o verbo transitivo direto pode ter complemento direto com preposição: Amar a Deus. Nesse caso, em "Ama-se a Deus", o "se" é índice de indeterminação do sujeito e não partícula apassivadora, por isso o verbo fica na terceira pessoa do singular.

Dica: Em caso de dúvida, basta converter a estrutura anterior (voz passiva sintética) em voz passiva analítica: "Vendem-se deputados e senadores" > "Deputados e senadores são vendidos".

3- Índice de indeterminação do sujeito
Todo cuidado é pouco para não confundir o "se" de indeterminação do sujeito com a partícula apassivadora
É preciso não confundir o "se" de indeterminação do sujeito com a estrutura semelhante à do "se" apassivador, mas composta por verbo transitivo indireto (que exige preposição antes do complemento) ou intransitivo. Nessa estrutura, a preposição ("a", "com", "de", "em", "para") aparece ao lado do "se", antes do substantivo (objeto indireto) na oração de sujeito indeterminado. Verbo no singular. Exemplos de frases corretas:

"Precisa-se de candidatos honestos".
"Trata-se de políticos decentes".
"Necessita-se de alunos aplicados".
"Sofre-se com os preços altos".
"Acreditou-se em mentiras políticas".

Abaixo, um exemplo de frase de jornal que confundiu o "se" apassivador com o "se" indicador do sujeito indeterminado:

"Criaram-se as condições ideais para as reformas, aplicaram-se as pressões adequadas, mas recorreram-se às fórmulas erradas."

O certo seria: "Criaram-se as condições ideais para as reformas, aplicaram-se as pressões adequadas, mas recorreu-se às fórmulas erradas".

Isso se explica pois as condições são criadas, as pressões são aplicadas. Mas recorre-se "a" alguma coisa. As fórmulas não podem ser recorridas. Deve ser, portanto, "...mas recorreu-se às fórmulas erradas", por causa da preposição.

4- O verbo "haver"
Usado na forma impessoal, o verbo "haver" sempre vai na 3ª pessoa do singular
Com os sentidos de existir, ocorrer, decorrer, fazer (tempo), o verbo "haver" é utilizado sempre como impessoal e na terceira pessoa do singular. Também fica na terceira pessoa do singular o auxiliar do haver impessoal. Os verbos que "haver" impessoal substitui (exceto "fazer", com tempo) variam normalmente: "existem bons repórteres", "existiam roupas", "ocorriam assaltos", etc.
"Há bons redatores na revista."

"Com a queda das bolsas, houve pessoas que se mataram."

"É preciso que haja roupas no estoque."

"Havia mortos e feridos nos destroços."

"Há três anos não vê a mulher."

"Estava havendo assaltos a mulheres desacompanhadas."

"Parecia haver mais policiais do que espectadores."

Se o ponto de referência é uma data passada, e não a atual, deve-se usar o pretérito imperfeito ("havia") e não o presente ("há").

"Lenise estava naquela escola havia dez meses."

"Havia três anos que começara a trabalhar."

"Esbofeteara o sócio havia dois meses."

A troca por "fazer" torna clara a necessidade de correspondência de tempos passados:

"Lenise estava naquela escola fazia (não 'faz') dez meses."

"Fazia (não 'faz') três anos que começara a trabalhar."

"Fazia (não 'faz') dois meses que socara o sócio."

"Em 2012, na presidência havia (ou fazia, não 'faz') um ano, achava que tudo ia bem."

5- O plural indevido
Objeto de distrações, o plural segue critérios que vão além da sintaxe, implicando o sentido do que se quer dizer
De um jornal:

"As aquisições feitas pelo grupo até agora estão na casa de US$ 5,4 bilhões, incluindo as participações dos sócios da VBC em cada operação."
"As participações", escreveu o redator, como se faz em latim e inglês, mas deveria ser "a participação."

Registra-se aqui uma das distrações mais comuns e menos discutidas e explicadas da língua. Difícil teorizar, mas, se uma propriedade se refere a sujeitos diversos, deve manter-se no singular. E mais: quando são vários os possuidores, o nome da coisa possuída fica no singular, inclusive partes do corpo, se unitárias, ou atributos da pessoa. Mais exemplos podem esclarecer essa teoria.

Abaixo, enganos tirados de jornais, com a forma adequada entre parênteses:

"O governador Alckmin recebeu as visitas do deputado Paulo Maluf e do prefeito Kassab." (recebeu a visita)

"O técnico decidiu-se pelas entradas de Robinho e Kaká." (pela entrada)

"A festa teve as presenças de José Dirceu e Delúbio Soares." (a presença)

"A polícia tenta apurar as identidades dos marginais." (a identidade)

"... eles balançaram as cabeças em aprovação." (a cabeça)

"... deixou todos de bocas abertas." (boca aberta)

"... Elevemos os corações para o alto." (o coração)

"... Elevaram as mentes a Deus." (a mente)

O fato é que de tanto escrever e falar assim, acaba-se nem sentindo mais. Claro que diremos no plural: "lavamos as mãos, os pés", "curamos os rins, os pulmões"; "elevemos as mãos para o alto, as pernas, as orelhas", porque temos pares desses acessórios. Mas: "elevemos o coração, a cabeça, o fígado, o nariz, a boca, o pescoço, o pâncreas"... E o que mais for unitário.

6- Colocação pronominal
Com variações entre a fala e a escrita, a ordem pronominal deve obedecer a certas regras e observar as situações de comunicação
Volta e meia a má colocação pronominal dá as caras em publicações variadas, como podemos ver abaixo (a boa colocação é a que está entre parênteses):
"Não ficarão órfãs porque deixei-as já adultas..." (porque as deixei)

"... quando transferiu-se para..." ( quando se transferiu)

"... havia formado-se..." (havia-se formado ou havia se formado).

"... caberia-lhe o sacrifício..." (caber-lhe-ia [evitar] ou lhe caberia).

Em todos esses casos (há vários semelhantes em jornais e revistas todos os dias), os pronomes oblíquos átonos foram maltratados. Eles devem se colocar antes do verbo (próclise) em orações nas quais há:
  • palavras negativas e advérbios (não, nem, ainda, assaz, bastante, bem, já, jamais, mais, mal, muito, menos, pouco, quanto, quase, quiçá, sempre, só, talvez, tanto, etc.);
  • conjunções (quando, enquanto, se, etc.);
  • pronomes relativos (que, quem, cujo, etc.);
  • pronomes pessoais (eu, tu, etc.) em muitos casos.
A leitura e o bom ouvido são fundamentais na colocação pronominal. No português do Brasil, em geral se coloca o pronome átono antes do verbo. Mas o infinitivo verbal não flexionado tem força para neutralizar a tendência à próclise. Pode ocorrer então a ênclise (pronome depois do verbo principal): "Impossível não irritar-se".

No Brasil, mesmo em relação ao infinitivo, a tendência sempre frequente é antecipar o pronome ao verbo. "Impossível não se irritar". Mesmo que não haja palavras negativas, pronomes ou conjunções na frase, a antecipação natural na linguagem informal é cada vez mais frequente na formal. No entanto, apesar da tendência, deve-se evitar tal uso. Jamais o pronome vem depois de verbos no particípio passado ("comido", "partido", "posto"), no futuro do indicativo ("caberá") ou do futuro do pretérito, o velho condicional ("caberia"). Nos casos em que não houver atração, será "havia-se formado", "caber-lhe-á" e "caber-lhe-ia".

Lhe x o/a
Distração comum é o uso de "lhe", "lhes" em lugar de "o", "a", "os", "as" com verbos transitivos diretos, que rejeitam preposição. O "lhe" substitui complementos com preposição. É complemento de verbos transitivos indiretos, que exigem preposição. Nada de "Eu lhe amo", "Conheceu-lhe na rua...". O certo é "Eu a amo"; "Conheceu-o na rua...".

Há verbos que rejeitam o "lhe", mesmo sendo transitivos indiretos: "aludir", "aspirar", "assistir" (como presenciar) e "recorrer". Em tais casos, usa-se "a ele" ou "a ela".

7- Ter x haver
É preciso atenção para usar adequadamente os verbos "ter" e "haver", muitas vezes trocados na linguagem cotidiana
Em relação a "haver", ocorre com muita frequência, principalmente na linguagem oral, a troca de "haver" por "ter". Como nos versos de Drummond, já ousado em 1928:
"No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio
do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha
uma pedra."
Frases lidas ou ouvidas: 
"Tinham mais de 6 mil torcedores no Morumbi."
"Tinham trinta deputados em plenário."
"Tinham dois impedidos."

Na linguagem formal culta, deve-se usar "haver", impessoal no sentido de existir como já vimos:

"Havia mais de 6 mil..."
"Havia trinta..."
"Havia dois..."
"Parecia haver 3 mil espectadores..." (E não "pareciam" haver...).

8- Ver x vir
Como esses verbos semelhantes geram confusões quando o assunto é o futuro do subjuntivo
"Ver" e "vir" confundem-se no futuro do subjuntivo. O mesmo ocorre com os compostos: "antever", "prever", "rever", etc; "convir", "intervir", "entrevir", "revir", etc.

É muito comum mais ouvir do que ler coisas como: "Se ela me ver" ou "quando ela me ver" - mesmo de pessoas bem escolarizadas. A forma adequada é "vir", futuro do subjuntivo de "ver": "Se ela me vir" ou "quando ela me vir".

Dica: pode-se extrair o futuro do subjuntivo do passado perfeito do indicativo, na terceira pessoa do plural.

Verbo VER: eles viram; tira-se o sufixo (-am) e obtém-se a primeira pessoa do futuro do subjuntivo: VIR.

Verbo VIR: eles vieram; menos a terminação "-am": VIER.
Futuro do subjuntivo
Ver
Vir
Vir
Vier
Vires
Vieres
Vir
Vier
Virmos
Viermos
Virdes
Vierdes
Virem
Vierem
Nota: "Prover" difere dos demais: provejo, provês, provê, etc. Provi, proveste, proveu, provemos, provestes,proveram (-am): Futuro do subjuntivo: se eu prover, se tu proveres, etc.

9- A vírgula
Como o uso indevido do sinal de pontuação mais comum do idioma pode alterar o sentido da frase
Há muito a dizer sobre a vírgula, porém dois princípios são essenciais para a correta virgulação:
A) Jamais se separa o sujeito da predicado (verbo). Mesmo que o sujeito esteja longe do verbo.
"Todos os empregados que precisem viajar para fora do país, devem comparecer ao serviço de medicina..."

A vírgula depois de "país" separa o sujeito (empregados) de seu predicado verbal (devem comparecer).

"Melhorar a eficácia de fogões alimentados por combustível, teria impacto positivo na saúde humana e no ambiente dessas regiões."

A vírgula depois de "combustível" separa o sujeito ("Melhorar... combustível") de seu predicado verbal "teria".

B) Jamais se separa o verbo de seus complementos. Mesmo que o verbo esteja longe deles.

"A Bolsa do Rio garantia, a bancos e corretoras, o pagamento da compra de ações feita..."

"A bancos e corretoras" é objeto indireto; não deveria aparecer entre vírgulas.

Dica
Separam-se por vírgulas orações intercaladas ou adjuntos adverbiais deslocados no início da frase (deslocados porque a ordem natural dos adjuntos é no fim da frase).
"A presidente, enquanto viajou, foi informada de tudo".

"Enquanto viajou, a presidente foi informada de tudo".

10- A concordância do verbo antes do sujeito
É necessário ter cuidados redobrados com a concordância quando o verbo está posposto ao sujeito
O princípio fundamental de que o verbo concorda com o sujeito, mesmo posposto, às vezes é esquecido. É muito frequente a discordância quando o verbo aparece antes do sujeito na frase. Nos exemplos ruins de jornais, abaixo, a forma adequada vem entre parênteses.

"Chama-me a atenção os desdobramentos..." (chamam-me ... os)

"Falta dez minutos para terminar a sessão."(faltam dez)

"Basta alguns votos para concluir a contagem." (Bastam alguns votos)

"Basta seis documentos para efetuarmos..." (Bastam seis)

"Existe, que se saiba, bons motivos..." (Existem... bons motivos)

"Existe seguros apropriados..." (Existem seguros)

"E todos sabem que existe dois tipos de computadores..." (existem dois)

"Viva os reis!" (vivam os reis!) 
Haver e existir
Costuma-se confundir a concordância de "existir" com a de "haver". "Haver" é impessoal e fica na terceira pessoa quando significa "existir": "há seguros", "há bons motivos". Mas a de "existir" varia: "existem seguros", "existem bons motivos".

"Dar", "bater", "soar", com referência às horas do dia, concordam com o número que indica as horas: "davam seis horas", "soavam três horas", "batiam duas horas".

11- O bom uso do verbo "fazer"
Convém observar as diferenças entre o uso pessoal e impessoal de "fazer" 
O verbo "fazer" é pessoal em seu sentido próprio:
"Ela fez tudo".
"Tu e ela fareis o que eu mandar".
"Eles fazem anos no mesmo dia".

Mas é impessoal quando:
A) expressa tempo decorrido. 
Nesse caso, usa-se "fazer", sem sujeito, na 3ª pessoa do singular. O auxiliar de "fazer" também fica no singular.

Nos exemplos negativos seguintes, ouvidos em entrevistas ou tirados de publicações, a forma correta aparece entre parênteses:

"Fazem dez anos que a conheci" (Faz dez anos).
"Farão dez minutos que saiu." (Fará dez minutos)
"Faziam horas que havia fugido." (Fazia horas)
"Casou-se fazem doze anos." (faz doze anos)
"Devem fazer dois anos que não a vê." (Deve fazer)
"Vão fazer três anos que o governo..." (Vai fazer)
"Estão fazendo cinco anos que se casou, mas..." (Está fazendo)

B) expressa fenômeno climático:

Faz calor.
Fazia muito frio.