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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Marketing político - Os perfis políticos nas mídias sociais

O facebook (em minha opinião, o mais relevante no Brasil) está lotado com perfis de políticos. Só que esses cidadãos não têm (salvo raras exceções) a menor noção sobre como acontecem os relacionamentos sociais nessas plataformas.

Boa parte dos usuários do facebook, ou “desorkutou”, ou se encantou de cara pela rede social criada pelo Zuckerberg, por razões muito semelhantes, e no Face – como é mais conhecido por aqui –, na maioria das vezes, as pessoas prezam pelos relacionamentos verdadeiros adquiridos no mundo de tijolos para uma aproximação maior e ao tempo que quiserem. Assim, dificilmente fakes ou desconhecidos têm aderência garantida, como era (é) no Orkut, onde quanto mais add, melhor, não importando quem.  A média no facebook Brasil gira em torno de 273 amigos.

Muitos de nós, usuários do facebook, preferimos manter os desconhecidos longe para não perdermos as conversas com os amigos, a não ser que aquele desconhecido, do ponto de vista pessoal, seja relevante de alguma forma. Zuckerberg criou um mecanismo onde apenas os amigos mais participativos de sua roda têm suas postagens mais vistas. Ou seja, aquelas conversas onde você mais interage são as que elegem os usuários que você mais verá na tela.   

As empresas brasileiras engatinham quando o assunto é mídia social e o posicionamento de suas marcas no mundo digital; mas, o que mais me chama a atenção são as ações equivocadas de grande parte dos políticos brasileiros no facebook, twitter e afins. Deixando claro que a finalidade do microblog twitter é bem diferente da do facebook.

Eles ainda são da “old school” no assunto marketing político; acreditando que as fórmulas convencionais usadas há décadas em suas comunidades reais são as mesmas usadas no mundo online. Ledo engano!

Assessores “cabos eleitorais”, sobrinhos “feras em computação”, entre alguns “não tem outro vai você mesmo”, são os responsáveis pela manutenção desses perfis. Só que, as pessoas não estão muito interessadas por relacionamentos impessoais, ou com “ghost writers”. Se quiser saber sobre o meu candidato, assino uma RSS de seu blog, por exemplo, mas não quero minha timeline ocupada com propaganda política.

Os políticos não estão impedidos de interagir com seu “povo”, mas devem moldar-se às novas tecnologias relacionais do universo digital.

Para saber como, deveriam ouvir gente que entende de comunicação online e não assessores da velha escola. Uma coisa é ter meu conhecido João da Silva participando de amenidades ou discussões sérias no meu facebook, outra coisa é ter o Deputado João da Silva postando suas participações em comissões parlamentares e inaugurações de obras públicas, como nos velhos panfletos. A impressão é que a campanha política é sem fim e de maneira direta. Pensem nisso, senhores políticos.

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