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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Varejistas investem R$ 2 Bi em classes CD

jornal Folha de S. Paulo 13/07/2010 - Claudia Rolli
As três maiores redes de supermercado do país (Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart) vão destinar um terço dos R$ 6,3 bilhões de investimentos anunciados para este ano e 2011 para expandir os negócios voltados para as classes C e D.

A maior parte desses R$ 2 bilhões será usada na abertura de lojas e na reforma de unidades que já atendiam clientes dessas classes com renda familiar de três a dez salários mínimos, pelo conceito da FGV. Serão modificadas para ampliar a oferta de produtos e serviços.

Até o final deste ano, o Walmart abrirá 50 supermercados TodoDia (varejo) e Maxxi (atacado), bandeiras mais populares da rede. No primeiro semestre deste ano, já foram inauguradas seis lojas TodoDia e quatro Maxxi em cinco Estados -RS, BA, PB, AL e SP (interior).

"O consumidor emergente tem maior grau de exigência. Chega à loja informado sobre preços e marcas. As redes estão investindo mais nesse consumidor porque sabem que ele não valoriza apenas o preço. Por isso investem em atendimento, serviços, na ambientação da loja e na variedade de produtos", diz Luiz Góes, da Gouvêa de Souza, especialista em varejo.

ASPIRAÇÕES


No Grupo Pão de Açúcar, ao menos 30% do R$ 1,6 bilhão anunciado será usado para transformar 150 lojas CompreBem e Sendas, mais voltadas para o consumidor de baixa renda, em Extra Supermercados.

O modelo é de um supermercado de bairro com mais sortimento de produtos considerados "diários", como os de padaria e açougue. Apesar de mais compacto do que um hipermercado, as lojas devem oferecer mais serviços, como espaço para café e recarga de celular nos caixas.

O visual seguirá o padrão do hipermercado da rede.

"O consumidor de menor renda está mais maduro, com mais dinheiro disponível, mas não quer pagar mais por luxo", diz Hugo Bethlem, vice-presidente-executivo do Grupo Pão de Açúcar.


"Em nossas pesquisas, ele mostrou ter aspiração em comprar no Extra. Por isso, no Extra Supermercado, ele terá mais oferta de produtos perecíveis, como verduras e legumes, pães, iogurtes e itens congelados."

Além da reforma dessas unidades, a rede deve abrir, nas regiões Centro-Oeste e Nordeste, 18 lojas Assaí ("atacarejo"), para pequenos comerciantes e prestadores de serviço, e ao menos 60 lojas Extra Fácil (conveniência), em bairros populosos.

O Carrefour não diz quantas das 70 lojas que pretende inaugurar até dezembro são para a baixa renda.

O grupo tem investido na ampliação de serviços. Após ouvir consumidores no projeto Minha Loja, vai reformar 20 hipermercados antigos que atendem consumidores das classes B e C.

"O consumidor nos pede mais opções na praça de alimentação e espaço para academia nos arredores do hipermercado. Essa são algumas das mudanças que estão por vir", diz Christophe Villechanoux, do Carrefour.

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