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quinta-feira, 25 de março de 2010

Pesquisa aponta como as mulheres de baixa renda se relacionam com a internet

portal Maxpress 23/03/2010 – release Sing Comunicação de Resultados

Quem é e o que faz na Internet a mulher dona-de-casa da classe C, de 25 a 49 anos? Até agora nunca foi possível isolar um público tão específico e descobrir assertivamente dados sobre elas, tais como:
- 40% passam mais de duas horas por dia conectadas;- 83% se conectam todos os dias;- 86% participam de alguma rede social;- 23% já criaram ao menos uma comunidade;- 33% consideram a Internet um passatempo melhor do que a televisão;- 78% se sentem mais globalizadas na Web;- 15% chegam a se sentir mais inteligentes;- 26% declaram se sentir totalmente seguras em fazer compras online.

Esse é o novo mundo que está sendo aberto com o lançamento da Etnografia Digital, metodologia desenvolvida pela Predicta e MultiFocus. A força dessa ferramenta está demonstrada nos resultados do projeto piloto, que contempla os hábitos de navegação e como eles repercutem nas atitudes e comportamentos das donas-de-casa internautas de classe C. Confira algumas conclusões:

- Os registros de navegação apontaram para uma grande atividade desse público na Web: em 11 dias foram registrados 94.250 acessos em 2.700 URLs diferentes;


- Considerando o tipo de sites acessados, 44% da navegação foram em páginas de relacionamento; 38% em sites de informação; 10% em entretenimento; 6% em e-commerce e 2% em serviços.

Analisando as URLs acessadas percebe-se que, em sites de relacionamento, as redes sociais respondem por 94% dos acessos, sendo o Orkut o mais visitado. O acesso a chats foi significativamente menor, com somente 5%, e os blogs registraram 1%.

Outro dado interessante é que nos sites de busca de informação, apenas 34% dos acessos são para enviar ou receber e-mail, o que mostra a força dos contatos imediatos presentes nas redes sociais. Apenas 10% da procura por informações foram em portais, jornais e revistas, enquanto que "buscadores" foram responsáveis por 56% das visitas.

Já os acessos a serviços são mais distribuídos: Internet Banking foi responsável por 23% das visitas em portais de prestação de serviços, mas perdeu para a busca por emprego, que respondeu por 54% das URLs nessa categoria. O governo vem fazendo um bom trabalho, com 19% do total de navegação em sites de serviços na Web.

E do que essas donas-de-casa abrem mão ao se dedicar de maneira tão voraz à navegação, qualquer que seja a motivação?

Quem mais perde é a leitura, pois 66% confessam que estão lendo menos offline. Por outro lado, 60% delas dizem que diminuíram o tempo de pesquisas de preços nas lojas, pois o fazem pela rede. Portais de produtos usados estão em alta, já que 20% entram com freqüência e, 57%, eventualmente.

Para empresas e anunciantes cuidado com elas: 63% buscam informações sobre os produtos nos sites das empresas e 12% registraram participação em fóruns ou comunidades a favor ou contra uma marca.

A quantidade de dados e interpretações que pode ser extraída da Etnografia Digital é infindável, mas o que vale é saber que é possível desenvolver uma metodologia confiável, que olha e analisa o consumidor pelo lado de dentro, que pode ser aplicada para qualquer público predefinido e com diversos objetivos. Esse trabalho de análise de comportamento nada mais é do que uma evolução do que a Predicta faz há 10 anos. "Antes, analisávamos para as empresas como os internautas se comportavam dentro do site delas ou mediante campanhas. Agora mostramos como eles interagem com todo o universo online e o que pensam dele", explica Claudia Woods, diretora de serviços da Predicta.

Quem teve papel fundamental no desenvolvimento da metodologia e desse primeiro painel foi a co-autora Ana Helena Meirelles Reis, presidente da MultiFocus. A pesquisa "NA Internet" já é uma realidade no mercado e a MultiFocus vem trabalhando com as ferramentas de pesquisa na Web de forma crescente nos últimos cinco anos. "A aceleração do número de usuários de Internet no Brasil, assim como a ampliação de uso do meio para atividades antes realizadas offline, nos fez perceber a necessidade de uma ferramenta de pesquisa "DA Internet" como um objeto de estudo e não somente um meio. A Etnografia Digital surgiu de uma adaptação do que a MultiFocus já fazia em pesquisa etnográfica offline para o meio online."

Resumo da ópera: a Etnografia Digital irá revolucionar a forma como as empresas podem usar a Internet para conversar com seus consumidores, quaisquer que sejam, ou alguém imaginava que 32% das donas-de-casa de baixa renda entram em sites de games?

O que é Etnografia Digital?


É um método de pesquisa que monitora o público a ser pesquisado em tempo integral, visando acompanhar o comportamento dos pesquisados em tempo real e ambiente natural. No mundo físico seria o equivalente a ter um antropólogo 24 horas com uma tribo indígena, por exemplo, registrando todos os hábitos e atitudes, de modo a perceber comportamentos que os próprios índios não passariam em resposta a uma pesquisa convencional.

A Etnografia Digital é a adaptação de uma metodologia de pesquisa de observação interativa já bastante utilizada no ambiente offline para o meio Internet. Todas as mulheres que participaram da pesquisa tiveram seus acessos à rede monitorados por uma ferramenta e interagiram diariamente com os pesquisadores, por meio de questionários e chats. Em resumo, a pesquisa extraiu informações importantes decorrentes da análise da navegação e mostrou como as mulheres de baixa renda se relacionam com a Web nos dias de hoje.

Metodologia

A pesquisa foi realizada durante 11 dias corridos (16 a 27 de dezembro de 2009), com 50 donas-de-casa com Internet em domicílio, de 25 a 49 anos, residentes em São Paulo e com renda familiar de até 10 salários mínimos, ou seja, nível sócio-econômico C. Essa faixa de renda foi escolhida porque as famílias nesse patamar foram as que mais impulsionaram o crescimento da Internet, desde 2003, quando eram 2.165 domicílios até 2008, com 8.775 domicílios conectados, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Todas as participantes receberam um usuário e senha para se logar nesse período, num site exclusivamente desenvolvido para esse produto, de modo que a navegação de outros membros da família não alterasse os resultados. Além disso, responderam a um questionário online por dia e ao final se submeteram a dois dias de chats.

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