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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Realidade da mulher da classe C brasileira

Ainda falando sobre a base da pirâmide, esta análise realizada pelo instituto Data Popular, revela o comportamento das mulheres no mercado de trabalho.


O instituto Data Popular revelou que as jovens mulheres da classe C estudam mais que seus pais estudaram e apresentam maior interesse pelo mercado de trabalho que as mulheres da classe A. Da mesma forma, o mercado de trabalho feminino hoje é composto em sua maioria por mulheres da base da pirâmide e por estar diretamente associado ao crescimento do índice de escolaridade, se desenvolverá sustentado pelo novo perfil de escolaridade das jovens trabalhadoras da classe C.

Serão elas que dominarão o mercado de trabalho, as famílias e consequentemente o consumo nos próximos anos. Atualmente, 51,3%, ou seja, 96 milhões da população brasileira é feminina e 80,6 milhões estão na classe C, D e E e de um modo geral, elas já detêm escolaridade superior a dos homens.

É cada vez mais difícil distinguir a diferença de preparo entre as novas trabalhadoras das classes C, B e A. Atualmente, as médias de tempo de escola são 12,7 anos na classe A, 10,5 anos na B, 7,7 anos para C, mas isso tende a mudar. Quanto maior a idade das mulheres, menor a diferença entre a escolaridade nas diversas classes sociais. “No Brasil 30% dos domicílios são chefiados por mulheres – entre as classes A-B, 25% da renda familiar vem de mulheres, já na classe C, os rendimentos femininos representam 40%. É como se a classe AB estivesse voltando para casa e a classe C saindo para trabalhar”, constata Renato Meirelles, especialista do Data Popular e responsável pela análise.

Considerando as jovens mulheres da classe C, 68,1 % já possuem escolaridade maior que a mãe. As mulheres com algum tipo de atividade remunerada nas classes AB representam 1,1 milhão. A tendência que se vê na realidade brasileira é que com a universalização do ensino médio e o aumento de jovens no ensino superior, mais mulheres da classe C estudem e se tornem chefes de família. 18 milhões de mulheres brasileiras, isto é, 31%, hoje têm menos de 20 anos, ou seja, existe um grande potencial para que essas pessoas, nas próximas décadas, se transformem em consumidoras mais bem informadas e, portanto mais exigentes – o que determinará os novos rumos do mercado em muitos dos seus segmentos e também na comunicação publicitária.

Entre as mulheres de 18 a 25 anos da classe C, em comparação com a geração dos pais, já é nítida a mudança que está ocorrendo. 58,9% fazem mais pesquisas de preço antes de comprar, 59,6% são mais estressadas, 70,3% são mais interessadas em política, 72% tem menos tempo para se dedicar à família, 79,2% são mais vaidosas e 91,7% são mais consumistas.

fonte

Um comentário:

Isabel disse...

Pois é... a realidade é essa e muitos vendedores ainda não abriram os olhos para o fato.
Em negócios de maior vulto, como um carro ou um imóvel, por exemplo, continuam se comportando como se o dinheiro fosse exclusivamente do homem e fosse ele o decisor e "pagador" do bem.
Quebram a cara, mas não aprendem!
Quanto aos estudos, ouso estimar: boa parte das mulheres da classe AB de hoje veio de famílias classe C de ontem. Isso é fruto de estudos e de outras coisinhas mais.
Abs!