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domingo, 7 de setembro de 2008

RSE - parte 2

A verdade sobre Responsabilidade Social Empresarial – parte 2

Praticar a RSE correta e honestamente é construir uma marca solidária e necessária para a sociedade de consumo que estamos construindo. Dando seqüência a uma série de postagens que pretendo fazer acerca do assunto - leia a primeira parte , vamos fazer considerações sobre a RSE e outras ações muitas vez confundidas como tal.

Se considerarmos apenas as ações voluntárias da comunidade empresarial, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), de 2001, mais de 60% das empresas pesquisadas realizam investimentos na área social em forma de doações e/ou parcerias com organizações não-governamentais.

Podemos dizer, de outra forma, utilizando o ditado popular, que a empresa ao praticar RSE, ensina a sociedade a pescar enquanto a filantropia dá o peixe. Eis aí a grande diferença entre as duas práticas.

Primeiro vamos entender a diferença entre três conceitos: ação social, investimento social e responsabilidade social empresarial:


Ação Social


Um bairro é atingido por enchente que destrói tudo. A empresa resolve doar cestas básicas e agasalhos para a população prejudicada.

Essa atitude é considerada uma “ação social”. Teve como foco a comunidade e foi executada num momento específico para resolver uma questão pontual.

Foco: Comunidade / Ações Pontuais



Investimento Social Privado

Uma empresa quer aplicar R$ 2 milhões em projetos que envolvam inclusão social e esportes. Ela pesquisa três bairros e decide apoiar a Associação Azul de Atletismo e a Creche Doce-Lar, em aulas de reforço escolar, durante um ano, e patrocínio de material esportivo como bolas, tênis etc.

Essa atitude é considerada um investimento social privado, pois teve como foco a comunidade, mas a ação passou por um planejamento que definiu público específico, foco de atuação, estratégias etc.

Foco: Comunidade / Ações Planejadas



Responsabilidade Social Empresarial

Um grande restaurante resolve sua atividade à produção ecológica e à educação ambiental. Então passou a adquirir de seus fornecedores somente produtos de propriedades que não empregassem mão de obra infantil ou escrava, e que não agredissem o meio ambiente. Pelo menos uma vez no mês, convida as famílias de seus empregados para almoçar no restaurante e, nesse dia, as crianças participam da Oficina Ecológica.


Agora as sobras dos alimentos não vão mais para o lixo, viram alimentos alternativos para doação a famílias carentes. Todas as ações são documentadas e avaliadas mensalmente pelos três sócios e divulgadas para o cliente, inclusive para sensibiliza-lo a colaborar com doações de produtos ou de tempo/habilidade para as chamadas “Aulas pelo Bairro”, que abordam reciclagem, coleta seletiva e a importância do bom uso da água.

Foco: Abrange todos os públicos de relacionamento da empresa, caracteriza-se pelo engajamento dos stakeholders nas soluções de problemas / Ações Totalmente Planejadas


As empresas que já praticam RSE estão utilizando o novo paradigma de gestão – Triple Botton Line - o tripé da sustentabilidade, equilíbrio entre os interesses social, econômico e ambiental assegurando o sucesso do negócio a longo prazo e ao mesmo tempo contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade justa.

A Responsabilidade Social Empresarial reflete o desejo comum de que as empresas estejam ativamente envolvidas na melhoria do ambiente social, dimensão esta que vai, portanto, além das funções básicas tradicionalmente esperadas da atividade empresarial, podendo ser considerada como uma extensão da dimensão ética.



Paulo Rubini, Consultor de Empresas.

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