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domingo, 3 de agosto de 2008

A classe C acredita que a comida de casa é mais confiável que a da rua

MULHERES E CLASSE C SÃO OS QUE MENOS COMEM FORA
Valor Econômico - 25/6/08

Os homens da classe A são o público mais habituado a freqüentar restaurantes. A classe C acredita que a comida de casa é mais confiável que a da rua. E a pizzaria é, de longe, o lugar mais procurado quando bate a vontade de deixar forno e fogão desligados. Estas são as principais conclusões da pesquisa encomendada pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) ao instituto Ipsos para identificar os hábitos de alimentação fora do lar (food service) em restaurantes. O Ipsos ouviu 700 pessoas das classes A, B e C nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo, na segunda metade de 2007. A amostra representa um universo de 10,2 milhões de pessoas com mais de 15 anos.

De acordo com o levantamento, 69% dos entrevistados costumam comer fora pelo menos uma vez por mês. "Esse resultado é maior do que o da pesquisa anterior, feita no segundo semestre de 2005, quando 56% dos entrevistados tinham esse hábito", diz Amílcar Lacerda de Almeida, gerente do departamento de economia da ABIA. Apesar do aumento da freqüência nos restaurantes nos últimos dois anos, Almeida avalia que há muito espaço para crescer na classe C e também entre as mulheres, uma vez que 38% e 34% dos dois públicos, respectivamente, não costumam comer fora. "A meta é fazer com que o mercado atinja o patamar da classe A, onde apenas 6% não têm o costume de se alimentar na rua", diz o executivo.

O mercado de alimentação fora do lar movimentou R$ 106 bilhões em 2007, segundo a ABIA, enquanto que o faturamento da indústria com o food service foi de R$ 50,3 bilhões. Almeida acredita que tanto fornecedores quanto varejistas vão diminuir as margens de ganhos e aumentar a produtividade para manter a curva ascendente. Esta seria a forma de enfrentar a recente alta das commodities agrícolas que impactou o preço dos alimentos e, conseqüentemente, do menu. "Ninguém está disposto a perder vendas", afirma.

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