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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Clap, clap, clap

Brasil conquista grau de investimento

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) concedeu ao Brasil o grau de investimento nesta quarta-feira (30), o que melhora a recomendação investimento seguro para investidores estrangeiros.

De acordo com a agência, a nota para os títulos brasileiros em moeda nacional é agora BBB+, e os emitidos em moeda estrangeira são considerados BBB-.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a chegada do investment grade na classificação da S&P. “É uma conquista do povo brasileiro que esperou por isso durante tantos e tantos anos”, afirmou o presidente. O investment grade tem um significado a mais: “é o aval de que passamos a ser donos do nosso nariz, e determinarmos a política que acharmos conveniente para o Brasil”.

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a reclassificação é resultado da política fiscal, da inflação sob controle e do crescimento robusto da economia. “Estamos tendo um reconhecimento internacional”, disse o ministro Mantega.

Segundo o ministro, a elevação da classificação foi conquistada a partir da solidez da economia brasileira e confirma a credibilidade do País junto aos investidores internacionais. “O Brasil passou para o clube dos países mais respeitados, sérios e com uma economia sólida”, afirmou.

Mantega destacou a importância dessa elevação acontecer em um cenário de crise internacional em que a economia do Brasil cresce mais de 5%, com equilíbrio fiscal e inflação sob controle. Além disso, em março, a relação dívida/PIB caiu para 41,2% e o País obteve um inédito superávit nominal de 1,6%.
Como conseqüência, segundo o ministro, o Brasil continuará reduzindo a sua vulnerabilidade externa, com redução dos custos de captação e do risco-país.

Expectativa - Aguardada há alguns anos pelo governo e por analistas financeiros, a notícia foi surpreendeu o mercado, já que não era esperada ainda neste primeiro semestre por conta da crise internacional. O principal benefício da reclassificação do país é atrair grandes investidores institucionais de países desenvolvidos, como os Fundos de Pensão, cujos estatutos só permitem investir em ativos considerados de baixo risco. “Esperamos um aumento do investimento direto, que significa o crescimento da produção e do emprego”, diz.

Para ele, o câmbio não é motivo de preocupação, apesar de ser esperada uma valorização do real num primeiro momento devido à entrada de dólares. Para o ministro, os investimentos externos que são atraídos pela reclassificação são de longo prazo e que isso irá ampliar a base produtiva da economia e, portanto, compensar a valorização da moeda nacional.Para o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, a decisão da agência de elevar a classificação à primeira faixa do grau de investimento veio em um momento significativo. Em especial, segundo Meirelles, porque ocorre em meio à incerteza e à instabilidade da economia internacional.

Segundo a S&P, o Brasil é o 14º país soberano a ter a dívida externa considerada “grau de investimento” devido à política econômica, especialmente a redução da dívida externa, e a melhora das perspectivas de crescimento. Com relação à inflação, a S&P avalia que a taxa de 4,7% em março de 2008 (considerados os 12 meses) reflete a robusta demanda doméstica e também os preços globais de energia e alimentos.

Segundo o ministro, a inflação brasileira pode ser comparada à norte-americana e européia, quando analisada sem componentes sazonais. Mesmo com a alta de preços vivida pelo mundo, Mantega vê com otimismo a capacidade nacional de superar problemas e ainda transformar a crise em oportunidade de crescimento e de vendas no exterior. “O Brasil é o país que mais pode ganhar com o aumento dos preços internacionais de preços agrícolas, porque pode ampliar a produção de modo a gerar mais divisas e garantir o abastecimento interno”, diz o ministro. As mudanças na política agrícola ainda serão anunciadas.

Contas públicas - A conta das receitas menos as despesas do setor público não financeiro (que não inclui os bancos) de março registrou um superávit primário (que não inclui pagamento de juros) de R$ 15,4 bilhões, um aumento de R$8,3 bilhões em relação ao alcançado no mesmo período de 2007.

De janeiro a março, o resultado primário atingiu R$ 43 bilhões. Os juros no mês ficaram em R$11,4 bilhões (o valor mais baixo desde março de 2004), totalizando R$ 40 bilhões no acumulado do ano.

Com isso, o resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais, alcançou um superávit de R$ 4 bilhões no mês passado e de R$ 3 bilhões, nas contas de janeiro a março. No mesmo período do ano passado, havia um déficit de R$ 11,6 bilhões.

A dívida líquida do setor público caiu de 42,2% do PIB, em fevereiro, para 41,2% do PIB em março. A queda foi influenciada, segundo nota do Banco Central, pelo superávit nominal de R$ 4 bilhões no mês e pelo ganho de R$ 9,6 bilhões ocasionados pela depreciação cambial no período de 3,9%.
Tesouro - Com relação ao resultado primário do governo central (receitas menos despesas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central, descontadas as despesas com juros), o superávit foi de R$ 10,8 bilhões em março (em fevereiro, foi de R$ 5,2 bilhões). No ano, esse resultado atinge R$ 31,3 bilhões, 65,5% superior ao obtido em 2007. As receitas totais somaram no mês passado R$ 55,7 bilhões, contra R$ 50,116 bilhões em fevereiro. De janeiro a março, as receitas líquidas cresceram 17,4% e as despesas tiveram aumento de 8,2%.

Em comparação ao crescimento nominal do PIB, as despesas do governo, no trimestre, diminuíram 3,7%. A redução dos gastos com pessoal foi de 5,2% e os investimentos cresceram 7,4%. Já as receitas cresceram 6% acima do PIB nominal.

Parabéns ao Brasil!
MKT360º

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